De acordo com as últimas notícias, o sonho de muitos portugueses está em vias de tornar-se realidade. Aparentemente, é desta que vão torrar uma parte do subsídio de natal na Madeira. Ainda por cima, sem os incómodos da viagem ou do estampido do foguetório de fim-de-ano. Tudo vantagens que só o conforto da retenção na fonte assegura. A situação das contas da Madeira confirma uma tese. Há uma Crise do Euro e há uma Crise dos Euros. A primeira tem natureza global. Resta-nos, por esta altura, ser comparsas das decisões que nos impuserem. Na segunda, somos protagonistas. Na Crise dos Euros, José Sócrates e Alberto João Jardim são as duas faces da mesma moeda. E a moeda está desvalorizada por anos e anos de má gestão dos dinheiros públicos, pela ocultação e pela manipulação de números. A Crise dos Euros é, como é evidente, uma crise de valores. Esses que nos faltam nos bolsos a cada novo agravamento de impostos destinado a pagar o regabofe, o descontrolo e a vaidade destas personagens. Mas é também o reflexo da ausência de valores ainda mais básicos e fundamentais. Esses que deveriam ter sido o critério orientador da prática política e que, constatamos agora, estiveram sempre ausentes ao longo dos últimos anos. É por isso que, para lá do jogo político de imputação de responsabilidades (pega lá um Jardim, toma lá um Sócrates), é urgente tomar uma posição clara sobre este tipo de situações. E essa posição só pode ser a de dizer a estes senhores que já basta. Sem dinheiro, não há palhaços. No nosso caso, foram os próprios palhaços que o gastaram.


E não é que o tipo diz que não pára uma obra nem despede um funcionário?
E se o tipo a mandar no TGV?
Pode ser que com tanto buraco aquilo afunde e ele se afogue de vez…
Ainda o veremos, tal como Sócrates fez em 2009, a prometer aumentos, Eduardo.
Não me parece decente que se olhe para João Jardim de modo menos benévolo e condescendente comparado comparativamente com Sócrates. Um há justiça ou comem os dois.
Comem os dois!
São criaturas (Jardim e Sócrates) que espelham, de certa maneira, o “chico-espertismo”. Portanto, posso afirmar que temos: um “Chico” Jardim e um “Chico” Sócrates; ou seja, gente chiquérrima!…
Sócrates pode ser tão mau gestor como Jardim mas decididamente não é boçal
Boçal ou não, a capa de verniz ficou-nos igualmente cara.
Chicos Buracos os dois. E não são da Holanda, Gonçalo.
Designar os maus da fita João Jardim e Sócrates é poeira para os olhos.
A culpa é dos Portugueses que não sabem e não querem fazer contas. A vigarice começa logo na Escola Publica.
Para os Portugueses a Democracia significa os outros que façam contas. Para se alijarem de responsabilidade.
João Jardim e Sócrates são a cultura Portuguesa que está esplanada em todos os jornais todos os dias.
Claro. Digo apenas que são a face visível de uma moeda desvalorizada. A ponta do icebergue.
Dá-me a impressão que anda por aqui uma grande confusão. Perdeu o norte ?
Não perdi a coerência.