A Laranja Mecânica (A Clockwork Orange), de Stanley Kubrick (1971)
9 comentários em “Cenas favoritas de filmes (14)”
Conheço uma pessoa que nunca viu A Laranja Mecânica porque não consegue passar desta cena. Sabe que o filme é violento (há vinte, trinta anos tinha uma fama e tanto) e basta o início para desistir.
Laranja mecânica! Ainda hoje estas palavras me arrepiam
Foi há 38 anos. Eu estava grávida do meu filho rapaz. Lisboa era invadida por todos os filmes da época. Violentos, pornos, eróticos ou histórias políticas especiais. Lisboa se inundava de liberdade, cultura,arte, sedenta de liberdade e liberdades. Convenceram-me a não perder este. E lá fomos. Um enorme barrigão de 8 meses,mão dada com o meu marido, entalados no meio de uma fila.
Desde o primeiro momento percebi que não devia ter ido. Sem pôr em causa a “obra de arte”, ia ficando cada vez mais impressionada. Dentro de mim, o bébé sentia a minha ansiedade e esperneava como nunca tinha acontecido. Quando a tortura acabou, senti suores frios, e só um chá e torrada no Galeto conseguiram acalmar-me.
Passados anos, o menino da minha barriga, estudante da Esbal, cinéfilo militante, dispara: Mamã, alguma vez viste a Laranja Mecânica? Antes que eu conseguisse responder…ele, entusiasmado: Tens de ver, é fantástico, uma obra prima…e uma sensação de dejá vu.
Sou pouco destas coisas mas este assunto mexe comigo. Hoje o meu menino é actor. E eu nunca mais vi nem penso voltar a ver a terrível Laranja Mecânica.
Qualquer dia inicio uma série sobre os filmes que detestei. Este (lamento, Zé) foi um deles. Devido à hiperviolência festiva de várias cenas. Durante algum tempo foi mesmo o filme de que gostei menos – até ver ‘Salò ou os 120 Dias de Sodoma’, do Pasolini.
Compreendo, mas eu acho uma obra-prima. Sobre a violência, claro. Esta abertura é notável, na relação com a música, o plano-sequência, o décor, a narração. Tens de reconhecer!!
Conheço uma pessoa que nunca viu A Laranja Mecânica porque não consegue passar desta cena. Sabe que o filme é violento (há vinte, trinta anos tinha uma fama e tanto) e basta o início para desistir.
Não é filme para todas as barrigas, é certo! Abraço!
Um clássico.
É para saberes que eu também vejo filmes antigos 🙂
Tenho de postar uma cena de um recente para veres que também vejo filmes novos
Laranja mecânica! Ainda hoje estas palavras me arrepiam
Foi há 38 anos. Eu estava grávida do meu filho rapaz.
Lisboa era invadida por todos os filmes da época. Violentos, pornos, eróticos ou histórias políticas especiais.
Lisboa se inundava de liberdade, cultura,arte, sedenta de liberdade e liberdades.
Convenceram-me a não perder este. E lá fomos. Um enorme barrigão de 8 meses,mão dada com o meu marido, entalados no meio de uma fila.
Desde o primeiro momento percebi que não devia ter ido. Sem pôr em causa a “obra de arte”, ia ficando cada vez mais impressionada. Dentro de mim, o bébé sentia a minha ansiedade e esperneava como nunca tinha acontecido.
Quando a tortura acabou, senti suores frios, e só um chá e torrada no Galeto
conseguiram acalmar-me.
Passados anos, o menino da minha barriga, estudante da Esbal, cinéfilo militante, dispara:
Mamã, alguma vez viste a Laranja Mecânica?
Antes que eu conseguisse responder…ele, entusiasmado: Tens de ver, é fantástico, uma obra prima…e uma sensação de dejá vu.
Sou pouco destas coisas mas este assunto mexe comigo.
Hoje o meu menino é actor.
E eu nunca mais vi nem penso voltar a ver a terrível Laranja Mecânica.
Obrigado por nos contar esta história tão sugestiva! Nunca mais se esquecerá do filme, isso é seguro! Cumprimentos!
Qualquer dia inicio uma série sobre os filmes que detestei. Este (lamento, Zé) foi um deles. Devido à hiperviolência festiva de várias cenas. Durante algum tempo foi mesmo o filme de que gostei menos – até ver ‘Salò ou os 120 Dias de Sodoma’, do Pasolini.
Compreendo, mas eu acho uma obra-prima. Sobre a violência, claro. Esta abertura é notável, na relação com a música, o plano-sequência, o décor, a narração. Tens de reconhecer!!
Abraço!