Senti vergonha ao ver esta cena. O essencial está no segundo vídeo. O parlamento mostra uma banal falta de cortesia e tudo indica que, no âmbito da campanha eleitoral, iremos assistir a estes episódios durante um ano. Podemos troçar da falsa crispação dos protagonistas, mas julgo que este clima só vai agravar-se. Se o PS cometer muitos erros destes, a previsível vitória nas legislativas será bem mais complicada. Enfim, ao ver isto, parece evidente que existe espaço para os partidos populistas, que vão usar à saciedade a patente desorientação dos políticos tradicionais. Neste caso, os deputados parecem preocupar-se com o regimento e estão-se nas tintas para o povo que representam. O que espanta ainda mais é a falta de educação, a impreparação e a fraqueza de discurso de alguém que exige ser levado a sério. O que vai nestas cabeças? O que leva a política a descolar desta maneira do mundo real?
Cena macabra
Luís Naves,

PS e PSD querem muitos marinhos…
http://www.jornaldenegocios.pt/economia/d etalhe/ps_confirma_que_vai_aprovar_repos icao_das_subvencoes_vitalicias.html
Como o link saíu truncado, a notícia que referi está também aqui:
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?c ontent_id=4251740
A sua referência é oportuna e mostra como esta gente descolou da realidade.
É simples, são democratas logo sentem-se legitimados para tudo, e como têm o escudo do jornalismo do regime a proteger os seus partidos estão safos.
A propósito ninguém por aqui falou da intimidação do Regime e deste Governo PSD+CDS à Galp e à REN…por legalmente contestarem um imposto.
Duas notas breves:
1 – Paulo Núncio, ao deitar a mão ao micro para contestar, na realidade pretendeu ultrapassar a autoridade do deputado/presidente na condução dos trabalhos. Portanto, mereceu que lhe fosse negada a palavra. Creio que Cabrita pretendeu simplesmente mostrar que ali a regra não é a do secretário;
2 – Paulo Núncio, depois que tomou a palavra, foi suficientemente claro a demonstrar a insipiência da intervenção de Cabrita.
Nota pessoal: não estou de acordo com a política fiscal. Mas não é esta a matéria em apreço.
Sem dúvida o acharem que se representam a eles próprios. E o triste é que os eleitores os deixam.