Cem Prémios Nobel justamente atribuídos (6)


joaomsandre,

1918, Prémio Nobel da Física

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Max Planck, «pelos serviços dados ao avanço da fisica através da descoberta de quanta energéticos».

Quando tentava decidir a área de ciência por onde enveredar, Planck recebeu do seu professor o conselho de não estudar Física, pois quase tudo estava já descoberto. Décadas mais tarde Planck abriu novos horizontes.

8 comentários em “Cem Prémios Nobel justamente atribuídos (6)”

  1. Em rigor, Planck não descobriu os quanta de energia. Ele apenas mostrou que, matematicamente, a suposição da sua existência levaria à resolução do problema da radiação do corpo negro, um problema que a física de então não conseguia explicar. Mas Planck não se convenceu de que essa solução matemática fizesse sentido em termos físicos. (E, de facto, não faz – é o tal dualismo onda-partícula.)

    1. É verdade. de Broglie (penso que foi ele o primeiro) estendeu depois o conceito da onda a todas as partículas, começando (mais uma vez digo de memória) pelo electrão. Ao longo do tempo as teorias foram sendo melhoradas, como é óbvio. de Broglie vem mais tarde na lista.

      Já agora, como pode ver acima, a parte de “descoberta” é da citação do Comité, não minha. Seja como for, agradeço os seus achegas, melhoram bastante estas contribuições, especialmente vindos de quem obviamente sabe mais do assunto que eu

      1. Sim, foi Louis de Broglie (que era de uma família nobre, como se vê pelo “de”) quem pegou na solução matemática de Planck e resolveu tomá-la a sério em termos físicos, supondo que as ondas de luz tinham de facto a elas associadas partículas de energia, e depois invertendo esta noção e supondo que as partículas como o eletrão também têm ondas a elas associadas.
        Ou seja, Planck construiu uma solução matemática que achou inaceitável em termos físicos, e de Broglie atribuiu seriedade física a essa solução.
        Já agora, note-se que quando Planck fez isso já era um senhor algo idoso (42 anos) e perfeitamente estabelecido, enquanto que de Broglie era um jovem de 32 anos a realizar a sua tese de doutoramento quando fez a sua proposta revolucionária.

        1. Sei alguns desses aspectos (por exemplo que de Broglie realizou o trabalho que lhe deu o Nobel para a sua tese de doutoramento) mas não outros (nunca me dei ao trabalho de ver a idade que tinha).
          Eu havia de o convidar a si a escrever umas linhas extra para os meus nomeados, a acrescentar às minhas. Os posts só beneficiárias. Mas continue a escrever nos comentários que eu aprecio bastante. Obrigado por isso.

          Já agora, 42 anos é “algo idoso”??? Estou a sentir-me velho

          1. 42 anos é algo idoso para quem quer fazer descobertas revolucionárias. Os criadores da mecânica quântica tinham em geral menos de 30 anos de idade. Einstein tinha 26 anos no ano dos seus quatro fabulosos artigos.
            Em matemática o efeito é ainda mais pronunciado: os grandes matemáticos fazem as suas descobertas antes dos 25 anos de idade. O grande Evariste Galois morreu (num duelo) com 21 anos de idade… Srinivasa Ramanujan morreu com menos de 30 anos, creio…

          2. Isso é verdade. Terá a ver com o arrojo. Por outro lado, poderá também ser devido a outra coisa: enquanto jovens, os cientistas podem concentrar-se no seu trabalho e menos em tarefas lectivas ou administrativas. Quando se tornam professores e especialmente quando começam a ter mais estudantes, poderão ter menos tempo e energia. Talvez ambos.

            Um velho amigo tinha outra teoria que aplicava aos ciclistas mas que talvez não fique mal aqui: quando se casam e/ou têm filhos, ficam sem “pica” (para ciclistas tem mais piada pelo duplo sentido, mas serve).

        2. Entre os dois – Planck e de Broglie – houve Einstein, Bohr, Sommerfeld… cujas contribuições para a compreensão do mundo microscópio não foram despiciendas. Aliás, o último ostentava o título de professor com maior número de aluno nobelizados: Heisenberg, Pauli, Bethe, Debye, …. Ou assim reza a lenda.

          1. Bohr e Einstein ainda aparecem (Einstein já apareceu). Sommerfeld obviamente não (foi nomeado 84 vezes, um recorde, mas nunca ganho).

            Há muitos outros nomes que mereceriam aparecer, mas sem vencerem sequer o prémio não podem. Além disso, apesar de a Física ser a disciplina mais representada na minha lista, tentei tê-la o mais variada possível. Por isso haverá nomes que, merecendo completamente o seus prémios, não aparecerão (muito provavelmente injustamente).

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