1933, Prémio Nobel da Física


Erwin Schrödinger, Paul Dirac, «pela descoberta de novas formas produtivas da teoria atómica».
Schrödinger era um génio, mas também uma pessoa desprezível. Não só detestava o uso a que outros físicos deram às suas equações sobre ondas – criou a famosa analogia d’O Gato de Schrödinger para troçar da natureza probabilística das teorias quânticas – mas era também um pedófilo com uma história (documentada por ele próprio) de abuso sexual de menores. Comportamento em parte mitigado pela sua oposição ao nazismo e que o obrigou a sair da Alemanha.
Paul Dirac era uma figura algo suis generis, até para o grupo de génios com quem trabalhava e convivia regularmente. Há vários pequenos episódios sobre ele e sobre a sua vida dos quais ofereço apenas um: os seus colegas em Cambridge “criaram” uma unidade chamada “Dirac”, definida como “uma palavra por hora”. Dirac no entanto teve descobertas e formulações teóricas que ofereceram uma plataforma para desenvolver a Teoria Quântica. Entre outros aspectos, criou a equação de Dirac, que era uma equação de movimento relativístico para a função de onda do electrão (não vou entrar em pormenores para não escrever asneiras sobre assuntos dos quais entendo quase nada). Esta equação, entre outras coisas, permitiu antecipar a existência do positrão, ou seja, a “versão antimatéria” do electrão. A equação foi publicada em 1928 e em 1932 o positrão foi observado. As suas contribuições foram tais e abriram tantas possibilidades na Física, que se pode dizer que a sua importância é hoje maior que no tempo em que formulou as suas ideias.

Paul Dirac era um caso severo de síndrome de Asperger.
Penso que o síndroma de Asperger já não seja diagnosticado como tal e seja simplesmente integrado no espectro de autismo. Penso que seja provável que Dirac tivesse de facto alguma forma de autismo. Era no entanto também uma pessoa capaz de interagir com outras, embora tivesse uma personalidade de facto suis generis.
Schroedinger mereceria, em rigor, um segundo prémio Nobel. Já com uma certa idade, publicou um livro intitulado “Que é a vida?” no qual abriu horizontes radicais sobre a genética.
Attraverso l’esposizione delle varie teoria attraverso gli anni, in particolare quella di
Erwin Schrödinger, il vitalismo e le definizioni comunemente accettate al giorno d’oggi nel campo della biologia, viene dimostrata la fragilità di queste teorie, come scritto
comunque da molti studiosi attraverso gli anni, in quanto ci vorranno nuove leggi per definire il concetto di vita, nell’ultimo capitolo verrà definita l’idea di Intelligenza
Artificiale e quanto questa nuova tecnologia cancella la linea che separava gli oggetti
animati da quelli inanimati.
caso dos vírus e priões
o seu nome é bem escolhido.
O génio dele era de facto especial. Não seria o único a merecer um segundo prémio Nobel.
O gato de Schroedinger não é nada para gozar. É um facto que as pessoas não compreendem a mecânica quântica. O gato de Schroedinger apenas coloca de uma forma vívida algo que ninguém compreendia nem comoreende.
É o que li: ele era (pelo menos na altura) da mesma opinião de Einstein, que a natureza probabilística da física quântica não seria para levar a sério. Por isso terá criado a analogia, para chegar à absurda conclusão que o gato teria de ser visto como simultâneamente vivo e morto. O curioso é que a analogia é absolutamente correcta (não sou eu que o digo) mas também é absurda relativamente àquilo que compreendemos na Natureza que vemos no nosso dia a dia. Para Schrödinger era também absurda.
Nem de propósito: amanhã (quinta) às quatro da tarde haverá uma palestra na Academia das Ciências sobre estes problemas da mecânica quântica, dada pelo professor do IST Yasser Omar. Entrada livre.
https://pqi.pt/pt/noticias/palestrado-de sassossego-de-einstein-ao-premio-nob
el-da-fisica-de-2022
O ensaio de Schrodinger sobre a Vida também se recomendava.Posteriores especulações quase esotéricas talvez não.
L’expérience du chat de Schrödinger a justement été imaginée pour faire surgir
l’indéterminisme microscopique dans le monde macroscopique de notre vie quotidienne. L’idée de
Schrödinger consiste à placer un chat dans une boite fermée. Cette boite est pourvu d’un système
destiné à tuer le chat (il s’agit évidemment d’une expérience de pensée.). Ce système est constitué
d’un flacon de poison, d’une petite quantité de matière radioactive et d’un compteur Geiger. Lorsque
la première désintégration d’un noyau radioactif se produit, le compteur Geiger réagit en
déclenchant un mécanisme qui casse le flacon et libère le poison mortel. Ainsi, la désintégration
d’un noyau radioactif, un processus microscopique, se traduit par la mort du chat, un événement
macroscopique …
Dans l’interprétation traditionnelle de la mécanique quantique, le chat n’est alors ni mort, ni
vivant. Il se trouve dans une superposition de ces deux états. Ce n’est que lorsque nous ouvrons
finalement la boite que l’un des deux états possibles devient la réalité. Le chat est alors soit vivant,
soit mort