Também eu, Maria do Sol. Trocava a extinção do abominável vocábulo pela audição integral de vinte prelecções do Rui Santos na SIC Notícias. Bem, convém não exagerar: dez prelecçõezitas.
O problema é que se “implementa” de mais e se “faz” de menos. Com eufemismos não vamos a parte nenhuma, e este é um dos que mais me irrita no politiquês actual.
De facto, Ana, quanto mais se “implementa” menos se faz. Na política, particularmente, a capacidade realizadora está na razão inversa da utilização deste blablablá bom para iludir pacóvios.
Aqui pelas minha bandas académicas existe um feroz instinto de preservação da linguagem, que chega facilmente ao exagero. E esta da implementação é daquelas de palmatória, está no index… Mas vá lá que a proibição é pedagógica, porque vem sempre acompanhada da boa fórmula alternativa: no caso, incremento.
Outra do index é o impacto. Por impacte. La Palisse por La Palice (a grafia correcta). etc..
PS- Sou do tempo em que nas provas escritas de Direito se descontavam várias décimas (leram bem, décimas) pelo uso indevido de um vocábulo… E não era em expressões técnicas, bem entendido, era mesmo na linguagem geral. Ex: “aquisição de um direito posterior”. Toma lá que é para aprenderes, menos 5 décimas. Não é posterior, é ulterior! Para a próxima já não te esqueces. Passou-se comigo, não me esqueci mesmo 🙂 (meu querido meio valor :(…
Talvez porque: Por cá, na grande maioria dos casos, cada vez que se “implementa”, entra mosca ou sai asneira 😉
As moscas vão poisando em tanta “implementação” que tem sido feita.
Estou contigo, camarada.
Abraço, parceiro.
Pedro, não se esqueça do assertivo:)
– Um sr . no “Expresso da meia -noite”, afirmou sem se rir: ” as empresas têm de ser hiper- assertivas”
Se há característica que admiro em si é a sua assertividade. Seja lá o que isso for.
Infelizmente essa veio para ficar…
Já foi implementada, Ariel. É muito bem feito, na maioria dos casos.
há décadas que a odeio, acho que assisti ao seu nascimento
Eu vi muito político e muito empresário e muito jornalista dar-lhe de mamar.
Esta abomino-a. Mas, como diz a Ariel, esta ficou. Se soubesse os nerbos que se me implementam!
:)))))
Também eu, Maria do Sol. Trocava a extinção do abominável vocábulo pela audição integral de vinte prelecções do Rui Santos na SIC Notícias. Bem, convém não exagerar: dez prelecçõezitas.
O problema é que se “implementa” de mais e se “faz” de menos. Com eufemismos não vamos a parte nenhuma, e este é um dos que mais me irrita no politiquês actual.
De facto, Ana, quanto mais se “implementa” menos se faz. Na política, particularmente, a capacidade realizadora está na razão inversa da utilização deste blablablá bom para iludir pacóvios.
Essa do “implementar” vem do tempo do cavaquismo.
Tanto implementou que deu o poder ao PS nos 15 anos seguintes.
Deviam “implementar” uma nova forma de escrever a palavra poder. Com PH.
Ahahahhhhh :))
Aqui pelas minha bandas académicas existe um feroz instinto de preservação da linguagem, que chega facilmente ao exagero.
E esta da implementação é daquelas de palmatória, está no index…
Mas vá lá que a proibição é pedagógica, porque vem sempre acompanhada da boa fórmula alternativa: no caso, incremento.
Outra do index é o impacto. Por impacte.
La Palisse por La Palice (a grafia correcta).
etc..
PS- Sou do tempo em que nas provas escritas de Direito se descontavam várias décimas (leram bem, décimas) pelo uso indevido de um vocábulo… E não era em expressões técnicas, bem entendido, era mesmo na linguagem geral.
Ex: “aquisição de um direito posterior”. Toma lá que é para aprenderes, menos 5 décimas. Não é posterior, é ulterior! Para a próxima já não te esqueces.
Passou-se comigo, não me esqueci mesmo 🙂
(meu querido meio valor :(…