Cem escritores que deviam ter ganho o Prémio Nobel (61)
Pedro Correia,
«O senso comum diz-nos que a nossa vida mais não é do que uma brecha de luz entre duas eternidades de treva.»
Vladimir Nabokov (1899-1977)
5 comentários em “Cem escritores que deviam ter ganho o Prémio Nobel (61)”
Creio que essa frase é uma paráfrase de uma outra, preferida muitos séculos antes por um poeta da corte de Edwin, rei da Nortúmbria, e registada por Beda, o Venerável.
Não pondo de lado escritores russos/soviéticos como: Tolstoy, Dostoevsky, Gogol, Bulgakov, entre tantos outros magos das palavras e de um estilo próprio que pulsa elegância de narração e –verdade seja dita– em tudo o resto, sempre tive um gosto especial por Nabokov.
Talvez seja devido a sua ocidentalização; nos próprios contos – uns escritos ainda na ex-URSS, outros na Europa e Estados-Unidos – vão se denotando algumas diferenças
E apenas há umas semanas atrás acabei de ler ‘Ada or Ardor;’ o romance deixou-me siderado; a maneira como ele manipula as três línguas, os jogos de palavras, o humor, a generosidade contribuíram para fazer dele um dos meus melhores achados de 2013.
Creio que essa frase é uma paráfrase de uma outra, preferida muitos séculos antes por um poeta da corte de Edwin, rei da Nortúmbria, e registada por Beda, o Venerável.
Em literatura, também nada se perde – tudo se transforma.
Não pondo de lado escritores russos/soviéticos como: Tolstoy, Dostoevsky, Gogol, Bulgakov, entre tantos outros magos das palavras e de um estilo próprio que pulsa elegância de narração e –verdade seja dita– em tudo o resto, sempre tive um gosto especial por Nabokov.
Talvez seja devido a sua ocidentalização; nos próprios contos – uns escritos ainda na ex-URSS, outros na Europa e Estados-Unidos – vão se denotando algumas diferenças
Sem dúvida, um dos melhores escritores do século XX. Com a particularidade de ter escrito em três línguas: russo, francês e inglês.
E apenas há umas semanas atrás acabei de ler ‘Ada or Ardor;’ o romance deixou-me siderado; a maneira como ele manipula as três línguas, os jogos de palavras, o humor, a generosidade contribuíram para fazer dele um dos meus melhores achados de 2013.