Bem, faltam algumas obras nos 4 volumes, nomeadamente a colecção de prólogos que ele escreveu para a série ‘Biblioteca de Babel’ (que a Presença andou a publicar até há alguns anos atrás). Sempre os quis ler, Borges a escrever sobre livros é do melhor que há. As obras completas deviam ser completas, bolas!
Adiante, sim, uma grande vergonha nunca ter recebido o Nobel. Mais lamentável é o facto de a Argentina, um dos países literariamente mais importantes do século XX, nunca o ter recebido – não foi apenas o Borges, foi o Bioy Casares, o Sabato e o Cortázar também.
Este é daqueles que não dá para disfarçar – é um esquecimento demasiado grande no Prémio Nobel.
Uma nódoa no Comité Nobel. Uma nódoa pelo menos tão grande como a distância que vai da Suécia à Argentina.
É verdade que qualquer prémio terá sempre as suas lacunas, mas o Nobel da Literatura – e pegando na tua metáfora – tem a camisa bem manchada.
É verdade, João. E de que maneira.
Um prosador e poeta de excelência. Raríssima combinação que Borges consegue. Eu diria que seria desumano …
A Teorema reuniu as suas obras completas.
Lembra bem. Essas obras lançadas pela Teorema foram um dos melhores acontecimentos editoriais da última década em Portugal.
Bem, faltam algumas obras nos 4 volumes, nomeadamente a colecção de prólogos que ele escreveu para a série ‘Biblioteca de Babel’ (que a Presença andou a publicar até há alguns anos atrás). Sempre os quis ler, Borges a escrever sobre livros é do melhor que há. As obras completas deviam ser completas, bolas!
Adiante, sim, uma grande vergonha nunca ter recebido o Nobel. Mais lamentável é o facto de a Argentina, um dos países literariamente mais importantes do século XX, nunca o ter recebido – não foi apenas o Borges, foi o Bioy Casares, o Sabato e o Cortázar também.