Parabéns a Maria Teresa D. Furtado por ter traduzido o LIVRO DAS HORAS (Assírio e Alvim) e as ELEGIAS DE DUÍNO. A Maria João Costa Pereira também devemos e a Paulo Quintela * É um dos poucos que me colocam a observar poesia (a imaturidade do signatário ou a excessiva ligação a Platão (que nao tem nos poetas grande conta) não dá para ler ainda, só observa …)
Maravilhoso e fundamental Rilke.
Imprescindível. Custa a crer que nunca tenha recebido o Nobel.
DIA de OUTONO
Senhor, foi um verão imenso: é hora.
Estende as tuas sombras nos relógios
de sol e solta os ventos prado afora.
Instiga a sazonarem, com dois dias
a mais de sul, as frutas que, tardias,
conduzes rumo à plenitude, e apura,
no vinho denso, a última doçura.
Quem não tem lar já não terá; quem mora
sozinho há de velar e ler sozinho,
escrever longas cartas e, a caminho
de nada, há de trilhar ruas agora,
enquanto as folhas caem em torvelinho
*
Parabéns a Maria Teresa D. Furtado por ter traduzido o LIVRO DAS HORAS (Assírio e Alvim) e as ELEGIAS DE DUÍNO.
A Maria João Costa Pereira também devemos e a
Paulo Quintela
*
É um dos poucos que me colocam a observar poesia (a imaturidade do signatário ou a excessiva ligação a Platão (que nao tem nos poetas grande conta) não dá para ler ainda, só observa …)
Já agora, também a Fernanda de Castro e a Vasco Graça Moura. Ambos traduziram, pelo menos, as “Cartas a um jovem poeta”.
Observar poesia é uma expressão muito bonita. 🙂
… A “musa” de Lou Salomé.
Rilke é muito, muito especial.
Muito, mesmo. Tão especial que não ganhou o Nobel. Como um Borges, um Kafka, um Pessoa.
Lindíssima! O Pedro traz para aqui verdadeiras pérolas.
Obrigado, Cristina. Espero que goste da série toda. Ainda faltam oitenta escritores.