«Não é o Homem, são os homens que habitam este planeta. A pluralidade é a lei da Terra.»
Hannah Arendt (1906-1975)
ADENDA: esta é uma série regular, que deverá publicar-se a um ritmo diário, e que está naturalmente aberta a sugestões de todos os leitores.


Excelente escolha, caríssimo Pedro.
Obrigado, caro Samuel. Espero que vá gostando deste desfile diário de notáveis esquecidos pelos académicos suecos (mas não pelos leitores). O primeiro lugar, como mandam as boas regras, estava reservado a uma Senhora.
Tenho a certeza que sim. Aprecio diariamente as séries que o Pedro nos traz. Fez muito bem, que as boas regras são para manter
Lá irei seguindo diariamente, embora confesse que talvez sejam mais do que 100.
Não sendo galardoado não é sinónimo de que não sejam um expoente máximo na literaratura mundial, tal como um prémio nem sempre é garantia da justa entrega.
São seguramente mais de cem, Carlos. Mas eu gosto de número redondos e há aqui uma vontade de selecção, não apenas de acumulação. Uma espécie de lista de Nobeis alternativos aos 108 até hoje atribuídos.
Um começo em grande!
Hannah Arendt merece, Tiago. Um abraço.
Pedro começaste logo com uma das mais difíceis e mais surpreendentes pensadoras que conheço.
Vou pensar em sugestões, mas em férias penso pouco…
Desfruta, Helena. Bem mereces, bem mereces…
Beijinho.
Ó Pedro eu que não sou especialista “amando-te” a Agustina que tem tanta gente que gosta dela, como tem que não gosta. Eu gosto. Mas já sei que vai chover o Lobo Antunes.
O Pessoa, claro.
Nos estrangeiros eu gosto dos mal amados. Vocação minha, de certo…
Bem lembrado, Helena. Mas eu só vou fazer menção a escritores que já morreram. Agustina e Lobo Antunes ainda podem receber o Nobel.
«Não é o Homem, são os homens que habitam este planeta. A pluralidade é a lei da Terra.»
Pois é, uns dizem que Deus é que é bom, outros dizem que é a ciência, depois vem outros dizer que a Bíblia é que orienta o destino da Humanidade, outros dizem que não, que é o Alcorão ao que outros contrapõem, dizem terroristas… Vem outros dizer não à poluição mas guardam em suas caves, bombas suficientes para ‘limpar’ toda a vida sobre o planeta. Outros, desenvolvem o vírus para o qual vendem a cura.
E muito preocupados, constroem carros eléctricos, para depois ligarem-nos nas suas centrais alimentadas por carvão, petróleo ou plutónio. Outros muito indignados com isto tudo, separam lixo para que outros não cortem as árvores que, no Verão servem de comburente, ora por aquecimento global ora por interesses particulares. Depois há aqueles matam um ser humano a fugir, mas não matam uma galinha para comer, outros há, que não semeiam mas comem e bebem porcarias desenvolvidas em laboratórios, depois aparecem aqueles que cospem na cara dos pedintes, mas organizam campanhas contra a fome, outros…são tantos… e depois, falam, falam, falam, tretas, tretas, e mais tretas. Corrompidos de tal forma que já cegos, não se lembram que são todos iguais aos olhos do nosso Deus. Qual Deus!?, uns afirmam, outros duvidam, outros negam. Será que estão todos loucos, ou “comeram merda “, como dizia meu avô. Então, se o adoram, se ele tudo pode e tudo alcança, se a ele erguem catedrais, se por ele até o mais simples dos homens devoto, como que numa romaria sagrada, vai dois dias por semana fazer o “obrigatório” donativo, na esperança de um autentico milagre e, não sabem quem é ele!
Milagre seria se abrissem esses olhos.
O conjunto dos países europeus que aderiram ao Euromilhões, o valor das apostas atingiu na sexta-feira, 3 agosto 2012, um total de 96.115.508,00 euros, com 15.525.068,00 euros em Portugal.
Vejam só, afinal até o conhecem bem.
O maior loucura do DEPOIS é que, quando este “Deus” nos abandona, apontam-se palavras, depois dedos e depois… usam-se as bombas que guardamos nas caves.
Como se, cada um por si, se veja como único , puro, cheio de boa moral detentor da verdadeira razão.. bla bla bla, somos todos iguais.
Dizia o escritor ” …este mundo é uma feira de vaidades.” ao que acrescento, um mercado de atrocidades.
O que não invalida que esta frase de Hannah Arendt seja excelente.
Claro que não. A frase permanece intacta, é eterna.
Sem dúvida. Hannah Arendt tinha merecido o Nobel.
Grande ideia, Pedro! Põe aí na tua agenda, se é que já não está lá, o Joseph Conrad, um dos maiores cá para mim, já adulto, o Joyce, o Scott Fitzgerald, o Erich Maria Remarque, decisivo na minha adolescência, o Mark Twain, meu ídolo ainda mocinho. Põe ainda o Tolstói e o Machado de Assis, se é que já não os tens na tua lista. E ainda o Virgílio Ferreira, claro. Estes para já. Cá te vou acompanhando, podes estar certo. Abraço
Obrigado pelas dicas, Fernando. Grande parte dos nomes que mencionas já constavam da minha pré-selecção.
Vai ficando atento. Um abraço.
Gabriel G: Marquez, Virgínia Woolf, W. Faulkner, J.L. Borges, S. Beckett, T.S.Elliot, Pablo Neruda, Rilke, Proust, K. Popper, Salinger e claro a Yourcenar.
Julgo que está tudo morto…
Não me cause um susto cara Helena! O Gabriel Garcia Marquez está vivo.
Tem toda a razão. O que morreu foi o Borges.
Isto de antecipar mortes ainda me garante uma funerária!
Quem deixa obra nunca morre.
Quem deixa obra nunca morre: é um facto que merece sempre ser assinalado.
O Aquilino Ribeiro não cabe nessa lista? Para mim, que sei pouco, AR foi o maior escritor portugues do sec XX, e vai concerteza fazer parte da lista do Pedro.
Fica a sugestão, Alexandre. A lista não está fechada. Nem teria piada nenhuma se já estivesse fechada mal a série começa.
Marquez está tão quase como Agustina…
García Márquez, de qualquer modo, já foi contemplado. Há injustiças gritantes em relação aos latino-americanos (começando, claro está, pelos brasileiros). Mas GGM recebeu o Nobel ainda relativamente jovem e no auge da sua fama, em 1982. Poucos escritores podem gabar-se disso.
Escritores não, de facto. Mas Obama recebeu o da Paz ainda antes de ter feito alguma coisa…
Eu sabia que virias em minha defesa. Gosto tanto de ambos e logo os matei…
A intenção não podia ser melhor, Helena. Aliás nenhum deles se deixa matar: continuarão a ser lidos daqui a muitas gerações.
Obviamente que, apesar de ainda vivo, e’ de estranhar Jose’ Antonio Saraiva ainda o nao ter recebido. Pelo menos duas vezes.
(Nao tenho acentos neste teclado, peco desculpas).
E para meter a colher na sopa do Joao Campos, porque nao ir ‘a ficcao cientifica? J. Verne, H.G. Wells, Arthur C. Clarke, Stanislaw Lem, Asimov e talvez um par de outros.
A ficção científica não será esquecida aqui, caro João. Ao contrário do que sucede ano após ano em Estocolmo. Agradeço os contributos.
Grande série.
Andava há uns anos com esta série na cabeça, Ana. Faltava um clique. Aconteceu enfim.
Ainda bem. Alguém já sugeriu a Clarice Lispector? Uma das minhas escritoras de eleição, e mais do que merecedora de um Nobel.
Faltavas tu para sugerir a Clarice Lispector.