Ceci n’est pas un post (28)


Ana Vidal,

 

Lugar

 

Há uma rosa no solitário da janela, champagne nos copos, Verdi no ar. O relógio parou. Eu leio-te o desejo nos olhos, tu lês-me Borges depois do amor. O lugar, que importa? Pode ser uma mansarda em Montmartre, uma villa em Scirmione, uma caverna em Matmata, uma cabine no Expresso do Oriente, uma cubata no Quénia ou um mosteiro suspenso nos Himalaias. Ou pode ser simplesmente o nosso quarto, com o mundo  inteiro aos pés. O lugar somos nós, onde quer que estejamos.

 

(Imagem: René Magritte)

9 comentários em “Ceci n’est pas un post (28)”

  1. Quando sai o livro, Ana? E o Pedro aproveitava para lançar também o dos rios e das praias.
    Isto assim “às bochechas”, como dizia um ilustre conselheiro, passa demasiado depressa, torna-se efémero num sopro.

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    Quando sai o livro, Ana? E o Pedro aproveitava para lançar também o dos rios e das praias. <BR>Isto assim "às bochechas", como dizia um ilustre conselheiro, passa demasiado depressa, torna-se efémero num sopro. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Bjs</A> .
    1. Talvez esta série dê um livro sim, Sérgio. Já me desafiaram para isso. Vamos ver.
      Um dia destes podemos até fazer um livro do Delito, tinha graça. 🙂

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