Lugar
Há uma rosa no solitário da janela, champagne nos copos, Verdi no ar. O relógio parou. Eu leio-te o desejo nos olhos, tu lês-me Borges depois do amor. O lugar, que importa? Pode ser uma mansarda em Montmartre, uma villa em Scirmione, uma caverna em Matmata, uma cabine no Expresso do Oriente, uma cubata no Quénia ou um mosteiro suspenso nos Himalaias. Ou pode ser simplesmente o nosso quarto, com o mundo inteiro aos pés. O lugar somos nós, onde quer que estejamos.
(Imagem: René Magritte)


As quatro paredes de nós que transportamos pelo espaço. Gostei muito, Ana.
Estes teus posts também são um bom lugar.
Obrigada, Cristina e Teresa. Se não criamos os “nossos lugares”, nos tempos que correm, o nosso destino mais provável é enlouquecermos.
Quando sai o livro, Ana? E o Pedro aproveitava para lançar também o dos rios e das praias.
Isto assim “às bochechas”, como dizia um ilustre conselheiro, passa demasiado depressa, torna-se efémero num sopro.
Talvez esta série dê um livro sim, Sérgio. Já me desafiaram para isso. Vamos ver.
Um dia destes podemos até fazer um livro do Delito, tinha graça. 🙂
Eu gostava muito. Material não falta. Já estou a preparar uma nova série de Verão, depois da série das praias portuguesas e dos rios portugueses.
Boa. Vou ver se ganho novo fôlego para mais uma série também.
Simples, romântico e bonito… como se quer!!!
Gostei, miúda!
Saudade quase obesa!
beijo
Ah, mas essa obesidade é das que desaparecem de um dia para o outro! Não precisa de ir à Júlia Pinheiro…
Beijinho! 🙂