Vão à missa regularmente, fazem as suas peregrinações, rezam muito aos santos da sua devoção, mas confessar-se para poder comungar, nem pensar. A avaliar pela quantidade de católicos praticantes que conheço avessos ao confessionário, não será abusivo concluir que são muitos os que preferem acarretar com o fardo dos seus pecados do que arrepender-se, ainda que a prazo, das suas prevaricações.
Se for para reincidir, de facto não vale a pena investir em padres-nossos e avé-marias, além de que é arriscado desafiar o altíssimo com falsos arrependimentos. Reconheço pragmatismo e honestidade neste gesto, embora não seja um comportamento lá muito católico (eh!eh!).


És mazinha (e ainda te ris). Não te esqueças que muitos não podem confessar-se nem comungar. E que a relação com Deus é, sobretudo, uma opção individual.
Já agora: eheh…
Eh!eh!eh!eh!
Parece-me que o catolicismo é a única religião que tem esta modalidade curiosa: os “não praticantes”, uma opção mesmo à medida do ocidental moderno. Nada de muito trabalho, nada de grandes compromissos. E antes que me caiam em cima os puristas e os escandalizados da praxe, sugiro (a esses) um exame de consciência severo. Por mim, já o fiz… e chumbei.
Vou chumbar contigo, para ficarmos na mesma turma.
Boa. Já reservei lugar na fila de trás, para podermos fazer barulho e atirar aviõezinhos de papel e bolinhas de papel…
Vou ver se te acerto no toutiço.
E eu mando-te ao gabinete do director…
Queixinhas.
É para que saibas.
Nem mais, Ana. Esta flexibilidade sem paralelo em qualquer outra religião permite diferentes níveis de compromisso com o divino.
Fizeste um exame severo de consciência e chumbaste? Tens de corrigir essa tendência para seguir pelo caminho mais difícil 🙂
🙂
Para chumbares, tens de fazer primeiro um rigoroso exame de consciência.
Eu, quando faço um rigoroso exame de consciência, sinto uma insuportável pressão psicológica.
Muito bom. E verdadeiro.