Católicos ma non troppo


Teresa Ribeiro,

Vão à missa regularmente, fazem as suas peregrinações, rezam muito aos santos da sua devoção, mas confessar-se para poder comungar, nem pensar. A avaliar pela quantidade de católicos praticantes que conheço avessos ao confessionário, não será abusivo concluir que são muitos os que preferem acarretar com o fardo dos seus pecados do que arrepender-se, ainda que a prazo, das suas prevaricações.

Se for para reincidir, de facto não vale a pena investir em padres-nossos e avé-marias, além de que é arriscado desafiar o altíssimo com falsos arrependimentos. Reconheço pragmatismo e honestidade neste gesto, embora não seja um comportamento lá muito católico (eh!eh!).

14 comentários em “Católicos ma non troppo”

  1. És mazinha (e ainda te ris). Não te esqueças que muitos não podem confessar-se nem comungar. E que a relação com Deus é, sobretudo, uma opção individual.
    Já agora: eheh…

  2. Parece-me que o catolicismo é a única religião que tem esta modalidade curiosa: os “não praticantes”, uma opção mesmo à medida do ocidental moderno. Nada de muito trabalho, nada de grandes compromissos. E antes que me caiam em cima os puristas e os escandalizados da praxe, sugiro (a esses) um exame de consciência severo. Por mim, já o fiz… e chumbei.

    1. Nem mais, Ana. Esta flexibilidade sem paralelo em qualquer outra religião permite diferentes níveis de compromisso com o divino.
      Fizeste um exame severo de consciência e chumbaste? Tens de corrigir essa tendência para seguir pelo caminho mais difícil 🙂

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