(…) e quando uma pessoa tem a sorte de viver dentro de uma história, de viver dentro de um mundo imaginário, as dores deste mundo desaparecem. Porque enquanto a história dura, a realidade cessa de existir.
(Paul Auster, em As loucuras de Brooklyn)
(…) e quando uma pessoa tem a sorte de viver dentro de uma história, de viver dentro de um mundo imaginário, as dores deste mundo desaparecem. Porque enquanto a história dura, a realidade cessa de existir.
(Paul Auster, em As loucuras de Brooklyn)
– Um biquino novo? – É, pai. – Você comprou um no ano passado! – Não serve mais, pai. Eu cresci. – Como não serve? No ano passado você tinha 14 anos, este ano tem 15. Não cresceu tanto assim. – Não serve, pai. – Está bem, está bem. Toma o dinheiro. Compra um biquíni maior. – Maior não, pai. Menor.
Aquele pai, também, não entendia nada.
(Luís Fernando Veríssimo, em O Melhor das Comédias da Vida Privada)
“Na matemática existencial, esta experiência assume a forma de duas equações elementares: o grau de lentidão é directamente proporcional à intensidade da memória, o grau da velocidade é directamente proporcional à intensidade do esquecimento”
(Milan Kundera, em A Lentidão)
Só me seduz duravelmente a inteligência do coração, providencial se ela se reveste de beleza, patética se desprovida dela.
(Amin Malouf, em O século primeiro depois de Beatriz)
“Mas na metrópole há cerejas. Cerejas grandes e luzidias que as raparigas põem nas orelhas a fazer de brincos. Raparigas bonitas como só as da metrópole podem ser. As raparigas daqui não sabem como são as cerejas, dizem que são como as pitangas. Ainda que sejam, nunca as vi com brincos de pitangas a rirem-se umas com as outras como as raparigas da metrópole fazem nas fotografias”.
(Dulce Maria Cardoso, em O Retorno)
O meu filho e eu chamávamos-lhe professor. E o professor chamava ao meu filho Root. Porque tinha o alto do crânio tão direito como o símbolo da raíz quadrada”.
(Yoko Ogawa, em A Magia dos Números)
“She rested her head against his and felt, for the first time, what she would often feel with him: a self-affection. He made her like herself.”
(Chimamanda Ngozi Adichie, in Americanah)
“Improperty is the soul of wit”
(W. Somerset Maugham – The Moon and Sixpence)