
Que tenha sido uma psicóloga, num espaço televisivo de comentário político, a revelar ao País aquela que foi até agora a notícia mais importante do ano, divulgando a lista dos megadevedores da Caixa Geral de Depósitos, paga com o dinheiro de todos nós, é algo que devia envergonhar toda a classe jornalística. A começar por alguns directores de publicações, que continuam a ser pagos a peso de ouro por empresas tecnicamente falidas.
Nas últimas duas décadas, proliferaram como cogumelos os jornalistas especializados na “área económica”. Deviam ter sido estes – ao menos um deles – a difundir aos portugueses a informação que Joana Amaral Dias divulgou, prestando assim um autêntico serviço público. Tal como deviam ter sido eles a alertar em devido tempo para os riscos sistémicos da governação Sócrates, em irresponsável conúbio com o Grupo Espírito Santo, instrumentalizando e depauperando grupos empresariais como a PT e a CGD.
A diferença, neste caso, é que Joana Amaral Dias nunca aceitou férias milionárias na neve, pagas por Ricardo Salgado, que assim – durante anos – foi comprando o silêncio de directores e editores de órgãos “de referência” na comunicação social. Será também ela a revelar-nos um dia a tal misteriosa lista de avençados do Grupo GES que nenhum “jornalista de investigação” até hoje conseguiu trazer a público?

![11174329_923243147737947_8241169421414256680_o[1]. 11174329_923243147737947_8241169421414256680_o[1].](http://7.fotos.web.sapo.io/i/B77066d26/18789615_qfo4j.jpeg)