12-12-12


Ana Vidal,
“A persistência da memória”, Salvador Dali

Acho graça a esta excitação toda em volta do dia 12-12-12, e ao argumento dramático de que é um dia único porque “nunca mais vamos ter um dia igual no tempo de vida que nos resta”. Como se isso não acontecesse todos os dias, como se cada dia não fosse único, sempre diferente de todos os que já passaram e dos que virão. A vida renova-se, não se repete.

Ajuda


Ana Vidal,

Pensando bem, felizmente que acabaram com o dia de todos os santos neste país. Afinal, não é para baixo que todos os santos ajudam? Ora, isso fazemos nós muito bem sozinhos.