Dentro do péssimo, o menos mau


Pedro Correia,

Sem Título.jpg

Anda por aqui gente com pouca ou nenhuma fé, navegando no derrotismo militante. Pois eu, contrariando a tendência, insisto em ver o copo meio cheio, mesmo em circunstâncias difíceis. E não me arrependo.

Releio o que escrevi nesta caixa de comentários do DELITO a 4 de Janeiro, após a captura de Nicolás Maduro numa operação-relâmpago dos EUA com óbvias cumplicidades ao alto nível do corrupto regime da Venezuela. O que mais me interessou ali foi ver o colapso de um precioso aliado da Federação Russa. E logo vaticinei a queda de outros dois: o ditador russo «está a escassos meses ou até semanas de perder o Irão» (aconteceu a 28 de Fevereiro) e «em Abril perderá o amigo Orbán, por derrota nas legislativas da Hungria» (aconteceu a 12 de Abril, no passado domingo). 

É verdade que neste atribulado 2026 o mundo está muito perigoso. Mas todo o negativo acaba por ter o seu reverso. E até dentro do péssimo é sempre possível vislumbrar o menos mau.