Catch him if you can


lauraramos,

 

Espero que, por uma vez, apanhem um corrupto.
Isso não nos ressarciria de todos os danos acumulados pelos muitos casos em que a lei, a verdade e o exemplo acabaram triturados numa teia nojenta de expedientes processuais, alianças mafiosas e inexplicáveis impasses sem nome nem rosto, sujando muitos e não responsabilizando ninguém.

Mas deixar-me-ia muito consolada.

23 comentários em “Catch him if you can”

    1. A presunção de inocência é um valor civilizacional, tric. Não sou eu quem tem de condenar ou absolver. Quero é empreguem todos os meios postos à disposição da justiça, pagos por todos nós – magistrados incluídos – para esclarecerem a verdade, impedirem o arrastamento processual e o envelhecimento das provas, etc. Defendo todas as garantias históricas que conquistámos para que um suspeito não sofra a lei da selva. Mas esse é apenas um lado do prisma: – então e o principal?

      1. Não me diga que não são todos perigosos radicais Marxistas ??? Nem quero acreditar que insinuem que é este tipo de gente que nos governa há 36 anos, e que nos trouxe ao estado a que isto chegou….pensei que a culpa era dos malandros que até subsídio de Natal querem sacar aos patrões ?

  1. Costuma dizer-se que no ‘meio é que está a virtude’, mas não é o caso aqui. Mesmo depois da barrela, veja-se o estado da menina do meio que ainda continua bem sujinha. Com certeza, não deve pertencer a este lote, mas talvez ao “sobrinho-do- outro-que-é-taxista-na-Suíca”. E por falar nisto, agora que o governo procura desesperadamente soluções rápidas para a saída da crise, que tal investir numas parcerias público-privadas em «lavandarias»? Tenho a certeza que, pelo menos uma das partes ficava a ganhar muito com a limpeza, e a outra ficava com muita água suja para tratar.

    1. A pequenina continua sujota, é um facto;) Deve ser por isso que só apanham a arraia-miúda… Quanto aos lotes, Luís, diz bem: ele há tantos e tantos… qual deles?

  2. Não são partidos, são quadrilhas – e não é Justiça , é “justiça” ( venal, laxista, ignorante e com laivos mafiosos , que , por estas bandas , assumem a variante maçónica).

    1. Concordo: laxista. – Venal? Tudo indica que há venalidades sim, mas aqui como em tudo, tendemos a valorizar apenas o que corre mal. O que não impede que… etc.
      Ah, JSP, é verdade: odeio pedreiros, ‘soi-disant’ livres (?). E pedreiras então…nem lhe digo! (Mas note-se que nada tenho contra os Pedros 😉

      1. haja alguém que fale de pedreiros, que habitualmente só se fala de empreiteiros.
        é espantoso como todos nós, cidadãos e eleitores, aceitamos que cidadãos se apresentessem perante nós para serem eleitos para os mais altos cargos de chefia, a quem confiamos o nosso destino, e não têm a seriedade de nos dizer que pertencem a determinada sociedade exclusiva (esta ou aquela).
        e consideram isso ético e republicano.
        e nós aceitamos, agradecidos, pelo serviço que nos prestam.

        1. Enfim, há liberdade de associação em Portugal, é um facto. Não gosto é de coisas ocultas, sejam elas quais forem. Na vida, não dar a cara não augura nada de bom (a não ser, talvez, num único caso: quando alguém foge dos aplausos da gratidão pública).

  3. laura, caríssima,
    depois de um ‘fui ali’ seria previsível que na hora do ‘já vim’ por aqui passasse um dos primeiros regressos.
    nada de novo, portanto.
    espero que esteja bem, no geral/privado e no particular quotidiano. estou ao seu dispor como sempre, ou seja, nada de novo também por aqui.
    e sei que temos correspondência em atraso, umas trocas que recordo e se houver alguma baldroca pois que venha, mas não creio..:)

    aceite os meus cumprimentos

    1. Olha o Rui Vasco Neto 😉 Muito gosto em vê-lo por aqui. Não estou esquecida das trocas, não senhor. E à custa do DO já possuo, não um ou dois CD – que hei-de ter depois da conversão dos meus LP, mas eu disse que demoraria – já possuo, dizia eu, uma série de músicas do H.P. em mp3, que um gentilíssimo comentador me mandou depois dos meus posts. Posso-lhos mandar também, é só dizer, eu acho que o Luís Belard da Fonseca não se vai importar. Como diria a Ana Vidal, se se tivesse lembrado, «a música é para comer». O que é dizer, para servir à mesa com muitos comensais 🙂

  4. sem querer publiquei o comentário anterior sem dizer ao que vinha no tocante ao texto, a saber: quando li o seu post já tinha postado algo muito semelhante na essência ao que fica do seu post.
    mais uma daquelas afinidades que se manifestam entre nós de vez em quando, e mais do mesmo no ‘nada de novo’ que lhe falava.

    continua interessante, portanto.

    1. Já fui ver: estamos de acordo quanto ao alcance da notícia do dia, é verdade. Estas novidades dão-me algum alento, sem esquecer nunca os muitos que antes dele escaparam. Vamos ver no que isto dá…

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