Catalunha: mitos e factos (2)


Pedro Correia,

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Nestes dias de campanha eleitoral, tenho ouvido e lido os maiores disparates sobre a Catalunha. Proferidos por gente manifestamente ignorante que só agora acordou para esta questão, juntando-se de imediato aos tudólogos de turno – os que falam sobre tudo sem nada saberem de coisa nenhuma.

Vale a pena desmontar alguns destes mitos.

 

1. Os catalães querem recuperar a independência

Falso.

A Catalunha nunca foi um Estado independente. Integrou o Reino de Aragão até ao século XV, quando ocorreu a união dinástica através do casamento de Isabel a Católica, Rainha de Castela, com Fernando de Aragão.

 

2. Espanha é um Estado de formação recente

Falso.

A conquista de Granada aos mouros, em 1492, e a incorporação pacífica de Navarra, em 1516, deram ao Estado espanhol a sua configuração actual. Já com mais de 500 anos, Espanha é muito mais antiga, por exemplo, do que a Bélgica (existente desde 1830), Itália (1870) ou Alemanha (1871)

 

3. Portugal só é independente graças à Catalunha

Falso.

Portugal é um país independente há quase nove séculos. Já o era havia meio milénio quando recuperámos a plena soberania, em 1640, pondo fim ao domínio de seis décadas da coroa espanhola em Lisboa, coincidindo com a revolta catalã, iniciada semanas antes. Madrid enviou então tropas para a Catalunha, integrando aliás efectivos portugueses, mas manteve uma forte guarnição militar em Portugal – o que não impediu a vitoriosa rebelião dos conjurados e a rápida proclamação de D. João IV. Seguiu-se uma guerra fronteiriça que durou 28 anos e terminou muito depois de ter sido neutralizado o conflito catalão, em 1652.

 

4. A língua catalã é a dominante na Catalunha

Falso.

As estatísticas desmontam esta fantasia. O castelhano é a única língua verdadeiramente veicular na Catalunha – falada e entendida por 99% dos seus habitantes. É menor a influência do catalão, entendido por 90% e falado por 65% dos residentes.

 

5. A Catalunha tem sido explorada por Espanha

Falso.

A Catalunha é uma das parcelas mais ricas do Estado espanhol, com um PIB per capita equivalente a 28,5 mil dólares. Superando a riqueza de Aragão (26 mil dólares), Leão e Castela (22 mil), Galiza (21 mil), Valência (21 mil), Astúrias (20,9 mil) Andaluzia (17 mil) ou Extremadura (16 mil). E ultrapassando a média nacional espanhola, avaliada em 24,1 mil dólares – dados sempre de 2016. Por curiosidade, refira-se que Portugal tem um PIB per capita de 19,8 mil dólares.

 

6. A Catalunha não tem autonomia

Falso.

A Catalunha é uma das regiões não-independentes com mais poderes próprios no mundo – consagrados no Estatuto Autonómico de 2006. Tem bandeira própria, hino próprio, órgãos de governo (Executivo e Parlamento) próprios, sistema educativo e sistema sanitário próprios, forças de segurança próprias, órgãos judiciais autónomos, receitas tributárias autónomas e uma língua autóctone difundida sem restrições em todos os graus do ensino oficial.

 

7. Existe um povo catalão

Falso.

Não há nenhum carácter diferenciador, do ponto de vista étnico ou rácico ou religioso, que permita distinguir um catalão de qualquer outro habitante do resto de Espanha. A maioria dos apelidos dos habitantes da Catalunha é de origem castelana e ao longo dos séculos a população foi-se mesclando através de processos cíclicos de migrações internas, levando a Catalunha a absorver largos milhares de andaluzes, extremenhos, castelhanos, leoneses, asturianos, valencianos, galegos e gente oriunda das restantes parcelas do país. Aqui subscrevo, com a devida vénia, as sábias palavras do filósofo Fernando Savater: “Chamar povo ao conjunto dos cidadãos não é pecado, tal como não o é chamar corcel a um cavalo: são liberdades poéticas, de duvidosa retórica. Mas é ilusório acreditar que o corcel é mais do que um cavalo ou que o povo está acima dos cidadãos.”

 

8. A democracia não chegou à Catalunha

Falso.

Os catalães foram chamados às urnas 35 vezes nos últimos 40 anos. Em três referendos, todos vinculativos: o de 1978, destinado a validar a Constituição (em que foi a região de Espanha com maior índice de aprovação à lei fundamental, favorecendo-a com 90% dos votos) e os estatutos autonómicos de 1979 e 2006. E em sucessivas eleições de carácter nacional, regional, municipal e local.

 

9. Os catalães não têm acesso aos órgãos do Estado

Falso.

Há representantes da Catalunha em todos os órgãos políticos que resultam de eleição no Estado espanhol: Câmara de Deputados e Senado, além do Parlamento Europeu. Dois dos sete constitucionalistas que redigiram a lei fundamental do país eram catalães – Miguel Roca e Jordi Solé Tura. Tal como o ex-presidente da Câmara dos Deputados Landelino Lavilla, que foi também ministro da Justiça e líder da União do Centro Democrático. Ao longo dos anos vários outros catalães têm-se distinguido no Governo nacional. Alguns exemplos: Narcis Serra, que foi vice-presidente do Governo socialista de Felipe González; Josep Borrell, que ascendeu à presidência do Parlamento Europeu após ter sido ministro e deputado em Madrid; Josep Piqué, titular da pasta dos Negócios Estrangeiros no governo conservador de José María Aznar; Carme Chacón, primeira espanhola a ocupar a pasta da Defesa, durante o executivo do PSOE liderado por Rodríguez Zapatero; ou Dolors Montserrat, actual ministra da Saúde.

94 comentários em “Catalunha: mitos e factos (2)”

  1. Sobre o ponto 3, é verdade que Portugal já tinha sido independente antes de 1580, mas não deixa de ser verdade que, se Portugal é independente hoje, isso se deve à revolta de 1640, a qual em grande medida só teve sucesso devido à revolta da Catalunha em 1638.

    1. Isso é tão verdadeiro como dizer que os catalães aproveitaram a boleia da revolta portuguesa de 1637, com epicentro em Évora, e afogada em sangue pela tropa ocupante.

      1. Também há quem defenda que, durante os reinados dos Filipes, Portugal nunca deixou de ser um Estado independente. E alguns desses defensores têm bons conhecimentos de História.

          1. Nesse altura já havia Direito Internacional??!!! Estou a ficar velho!!!

          2. Qual? O de Avinhão? Ou o de Roma?
            O Tratado de Tordesilhas foi aquele aprovado pelo Santo Papa Alexandre VI? Ao que consta o passatempo desse metia castanhas e prostitutas. ….

          3. Tanto moralismo. Será do Natal? Daqui a pouco vai argumentar que o Churchill era bêbedo e o Roosevelt e o Kennedy traíam as mulheres.

          4. “Formalmente, à luz do direito internacional, houve apenas uma união dinástica. Um monarca titular de duas coroas.”
            Por isso é que os outros países invadiam as colónias portuguesas como retaliação por todas as guerras em que Espanha se metia.

            (Aproveito ainda para agradecer ao povo catalão por se ter revoltado em 1640, facilitando assim a restauração da independência em Portugal a 1 de Dezembro desse ano.)

          5. Primeiro o povo catalão tem de agradecer ao povo português por se ter revoltado em 1637, o que abriu caminho à revolta catalã de 1640.

      2. Essa coisa ,em Évora, foi o gangue do manelinho, correcto? Já nesse altura o CPCJ era uma miséria!

        1. Estavam reunidos a comer pezinhos de coentrada. A digestão caiu-lhes mal e produziram as célebres “alterações” contra a Duquesa de Mântua e o Conde-Duque Olivares.
          Se tivessem comido migas, em vez de pezinhos, a história teria sido diferente.

      1. É isso, João Pedro. Quando começa a cadeia dos “agradecimentos”, a coisa nunca mais pára. Porque a história é dinâmica, não é estática.
        Dizer que a revolta catalã do Outono de 1640 foi vital para o 1.º de Dezembro implica por sua vez reconhecer a influência que as anteriores “alterações de Évora” tiveram na revolta catalã, etc.
        Acontece que nós tivemos sabedoria e arte e coragem e manha para sacudir o jugo madrileno. Os catalães, como fizeram várias vezes, bateram à porta de França, que viam como uma espécie de mãe-protectora. Acabaram traídos pelo Cardeal Mazarino, sucessor de Richelieu, que assinou a paz em separado com Madrid e os reconduziu ao Estado espanhol. Não sem que os “amigos” franceses abocanhassem primeiro um pedaço de território catalão – até hoje. Refiro-me ao Rossilhão, ou Catalunha do Norte, como lhe chamam os separatistas.

  2. Sobre o ponto 5: o facto de um território ser mais rico do que outros não significa que ele não seja explorado por esses outros. É verdade que a Catalunha é mais rica (per capita) do que quase todas as outras regiões de Espanha, mas isso não significa que não seja explorada por elas.
    Por comparação: antes de 1989 a Polónia era mais rica do que a Rússia, mas pode-se argumentar que era explorada por ela…

      1. Tanto num caso como no outro há repressão policial e presos políticos. Podemos ainda comparar a Catalunha com a invasão da Checoslováquia, que era, a par com a Alemanha de Leste, o país mais rico do Pacto de Varsóvia, em 1968.
        Tal como a Checoslováquia não queria abandonar o socialismo, querendo até optar por uma versão mais democrática e menos autoritária do mesmo, o governo legítimo catalão queria manter o capitalismo e a permanência na UE, só que sem estar ligado ao autoritarismo do Estado Espanhol que nunca julgou os crimes do franquismo mas prende pessoas por fazerem piadas no Twitter.

        1. Por falar em Alemanha de Leste: são incontáveis os crimes da clique totalitária comunista liderada primeiro por Ulbricht e depois por Honecker, paus-mandados de Moscovo.

          Quanto à Polónia, a corja de tiranos comunistas foi encabeçada por Bierut, Gomulka e Gierek, em épocas diferentes. Cada qual mais criminoso do que o anterior.

          E na Checoslováquia permanece por julgar o estendal de crimes cometidos pelos ditadores comunistas Novótni e Husak.

          1. Do regime franquista, que cometeu diversos crimes de guerra, recusava-se a reconhecer o Estado de Israel devido ao anti-semitismo de Franco e ainda proibiu o uso da língua catalã, o Pedro não falou. Também se esqueceu de mencionar a criação do grupo terrorista GAL pelo governo espanhol nos anos 80 (sob a lógica “americana” de combater terrorismo com mais terrorismo), que assassinou diversas pessoas que não tinham nada a ver com a ETA. Esqueceu-se ainda de mencionar que há pessoas presas no estado espanhol por escreverem músicas ou fazerem piadas.
            Mas já vi que só se preocupa com as ditaduras se forem de uma ideologia diferente da sua.

          2. Você parou em 1975. O fantasma do Franco assalta-o todas as noites. Depois corre ao teclado mais próximo, coberto pelo anonimato, a proclamar que o franquismo ainda existe.
            Faz lembrar aquela personagem do filme ‘Adeus Lenine’. O muro já tinha sido derrubado há muitos anos e ela ainda acendia velinhas ao ditador Honecker.

          3. “O fantasma do Franco assalta-o todas as noites.”
            A mim é capaz de ser apenas o fantasma de Franco mas para uma cidadã espanhola que fez uma piada sobre o assassinato do nº 2 de Franco não foi apenas o fantasma. Isto saiu nos jornais de toda a Europa mas os espanholistas preferem ignorar.

          4. Confirma-se: tem sonhos húmidos com o Franco. Imagina que a Espanha de 2018 é a “Espanha franquista” de 1938.
            E continua a ser incapaz de escrever uma frasezinha em catalão.

  3. Castela deveria anexar Portugal, pois a Dinastia de Avis era bastarda e por isso usurpadora. O casamento de D. Pedro consumou-se e os seus filhotes eram por isso legítimos herdeiros. João das Regras mentiu.

    A Restauração de independência de 1640 foi um golpe de Estado ilegítimo. Portugal e Espanha estavam unidos legalmente e assim deveriam continuar.

    Viva Espana!! Abaixo a terra do filho de Baco

  4. Até pode ser verdade, tudo o que o texto diz.
    Mas eu sou muito mais sensível a uma verdade muito maior:
    – A vontade do Povo, saída das eleições de amanhã, terá de ser CONSEQUENTEMENTE respeitada.
    João de Brito

    1. Tal como Savater, prefiro dar vivas à cidadania. Povo (no sentido de uma entidade homogénea) e populismo são conceitos difusos, imprecisos, facilmente manipuláveis e que já serviram de fermento às piores ditaduras.

      1. O Povo invocado no comentário (isto é: o Povo que vota) e a cidadania não são contraditórios: da cidadania faz parte o direito e o dever cívico de votar.
        O povo são os cidadãos, os cidadãos formam o povo. São uma e a mesma coisa.

      2. Substitua-se então povo por cidadania e torne-se também ela manipulável – cidadanismo, voila

  5. Esqueceu-se de alguns pontos:

    10. Os povos que não foram maltratados, não têm direito à independência.
    Falso: Quem deve decidir a independência de um povo é esse povo. O argumento de recusar o direito a referendar a independência porque “estão muito bem assim” é falso. Só os próprios podem aferir se querem ou não estar assim

    11. Para existirem países diferentes tem de ter língua, etnia ou tradições diferentes.
    Falso: Existem numerosos países independentes que não têm línguas, etnias ou tradições diferentes. O que distingue um francês de um valão? Etnicamente o que nos distingue dos espanhóis?

    12. Democraticamente a posição do governo espanhol é mais sustentada que a dos independentistas.
    Falso: Ao incluírem votos de outras regiões na decisão da independência e ao recusarem uma consulta democrática, sem razão válida, o governo espanhol está, talvez por medo dos resultados, a inviabilizar a discussão política. Não é uma posição democrática.

    1. Para haver debate, tem de haver um mínimo de seriedade intelectual.
      Por exemplo, a sua pergunta “O que nos distingue dos espanhóis?”
      Até uma criança do ensino básico saberia responder: distingue-nos quase um milénio de independência.
      Nada a ver com os catalães.

      1. Não existem Estados – Nação! Isso é um construtivismo moderno. O que existe, naturalmente, é a Comunidade.

        O que é que um alentejano tem a haver com um minhoto? Zero em termos culturais-etnográficos. Nada os une em termos de perfil psicológico (a maneira de ser alentejana é distinta da do duriense)…..

        Não existem solidariedades nacionais. Existem, no máximo, laços comunitários.

        Abaixo qualquer ideia de país!

        1. ter a haver, no sentido de ter que ver com….

          Assim se fala bom português…se escreve…

          Não falhei pois não?

          1. Com esta sua saída está a dizer-nos que se distraiu, mas que notou o erro. Acontece.

          2. Acontece. Isso passava na rtp2. Salvo erro apresentado pelo Carlos Pinto Coelho. Correcto?

          3. Correcto, se se escrever como me ensinaram. Correto, ao que me dizem, para quem está em desacordo com essa forma de escrever e tenha adoptado (ou será adotado?) o AO/90.
            Boas-Festas.

      2. Todos as coisas têm um princípio, até as independências. Se o que nos distingue dos outros povos é sermos independentes há muito tempo, então houve uma altura que nada nos distinguia. Mas se nada nos distinguia não poderíamos ser independentes.
        Dizer que uma coisa não pode existir porque não existia antes de nascer, é dizer que nada pode nascer.

          1. O que me parece é que todo o seu nervosismo com a Catalunha está a levá-lo a comentários ao lado do assunto.

            Os seus argumentos são muito corretos numa discussão sobre as vantagens ou as justificações históricas da independência da Catalunha. Ora, o que foi declarado é que é proibido que a Catalunha seja independente e quem procurar promover essa independência, sem perguntar aos não catalães se concordam, será preso.

            Se é proibido porque sim, não vale a pena procurar mais argumentos.
            Se vale a pena esgrimir os seus argumentos então um referendo à independência da Catalunha é o local onde eles devem ser apresentados.

            Pessoalmente o que me incomoda neste assunto, não é se os Catalães querem ser independentes ou não, isso é lá com eles. O que me incomoda é que sejam proibidos de referendar a sua independência.

            Isso e haver pessoas que acham perfeitamente democrático que se invoque como razão para a proibição o perigo de outros também quererem ser independentes, como faz a UE.

          2. Que chatice, “incomoda-o” a Constituição espanhola.
            Veja lá se a Constituição portuguesa não o incomoda também. Ela proíbe também qualquer “referendo” que ameace a nossa integridade territorial.

          3. Pedro vá por mim…que sou mais velho. Passada uma centúria a Regionalização passaria naturalmente a Autonomias, e no Norte arranjava-se um belo berbicacho….não pagamos os luxos de Lx….estamos ligados à Galiza e não aos mouros. …

          4. Incomoda-me o proibido porque sim. Seja português espanhol ou chinamarquês.

            Pode ser uma novidade para si mas as regras da democracia não se alteram conforme as pessoas a quem se aplicam.

            E antes que pergunte: se os madeirenses ou os minhotos quiserem ser independentes é um direito que lhes assiste.

          5. De maneira nenhuma. Os direitos só se processam dentro da lei, aliás num quadro de direitos e deveres. Não fora da lei.
            Eu posso sentir-me no direito de lhe dar uma porrada, mas a lei e os costumes e as normas sociais vigentes não autorizam que eu concretize tal “direito”..

          6. Pedro por vezes a impossibilidade pode dever-se não a uma questão de Direito mas de directos e uppercuts…

          7. Começo a compreender porque está tão desejoso de saber a minha identidade.

            Há direitos que se processam fora da lei, Os Direitos Humanos por ex. são supranacionais, e são aplicáveis em todo o lado. Se não fosse assim não tínhamos nada que nos incomodar com o ISIS, eles não estavam a violar as próprias leis no seu território.

            Eu sei que o caso da Catalunha não é tão grave (nem semelhante a isso) mas o direito à autodeterminação também é um direito.

          8. Isis e Catalunha, tudo no mesmo saco. Eis uma forma originalíssima de analisar factos. Equivale à sopa da pedra em culinária: tudo para dentro da panela e seja o que Alá quiser.

          9. Recusar qualquer comparação também não é uma grande maneira de analisar factos.
            Concorda ou não que o Direito à Autodeterminação existe enão depende da lei do país em particular?

          10. Compara “dar porrada” com o direito à autodeterminação. É por formas de pensar como a sua que o Estado Espanhol só sabe recorrer à violência.

          11. A constituição portuguesa não. A ONU, que defende o direito à autodeterminação, sim.

          12. Está mesmo a insinuar que as convenções internacionais de direitos humanos não se aplicam na Catalunha? Eu percebo que queira defender o regime herdeiro do franquismo, mas por amor de Deus…

  6. Pedro, peço desculpa! Mas esqueci-me. A República portuguesa é ilegal resultante não da vontade popular (monárquica ) mas da vontade maçonica e afirmada por um duplo assassinato.

    Vote Paiva Couceiro!!

    1. Ora agora é que disseste tudo — começou muito mal e muito mal continua. Por causa dessa raça cebolosa dos que controlam a função pública.

      1. Feliz Natal, caso o celebres! Empanturra-te com rabanadas que até janeiro prometi a mim mesmo engordar 10kg….faz o mesmo, nem que seja com papos de freira… isto do Natal é uma grande patacoada….a Geringonça deveria acabar com isto….

        1. Primeiro vão acabar com os croquetes. Depois com os CTT e os empregadores privados. Depois então o Merry Christmas para não ofender os sarracenos e o resto da macacada (já tiraram o S. Jorge de Arroios, btw). Quem se ofende com a religião dos outros não é afinal uma grande besta?

  7. Um artigo de alguém que conhece a História de Espanha, coisa bastante rara aquém-Caia.
    Os comentários revelam a disseminação fortíssima que o telelixo e, neste caso concreto, a propaganda telecomandada, tem entre os nativos.

    JSP

    1. Propaganda a toda a hora travestida de informação nos telediários, meu caro. Acabo de ver na SIC um jornalista da TV3 catalã – a maior máquina de propaganda pró-separatista e de “ódio tribal” na Catalunha – queixando-se dos condicionamentos impostos pela junta eleitoral. E dá como exemplo, entre outros de idêntica valia, não poderem chamar nos noticiários “ex-conselheiros” àqueles que são de facto ex-conselheiros do deposto Governo catalão.
      Eis a “pós-verdade” a prestar tributo à mentira. Com direito a antena e passadeira especial nos telediários cá do burgo, sem crivo crítico de qualquer espécie.

      1. Pedro advogo a criação de alguma Mesa de Puridade. É necessário filtrar toda a informação de modo a que esta não contradiga a verdade que sabemos.

      2. É curioso que classifique a TV3 catalã como “máquina de propaganda” mas não faça o mesmo em relação a todos os meios de comunicação do Estado Espanhol que praticam propaganda ao nível da propaganda de guerra dos anos 30.
        Eis a pos-verdade a prestar tributo à mentira. Com direito a antena e passadeira especial nos telediários cá do burgo, sem crivo crítico de qualquer espécie.

        1. Não só a TV 3: também a Rádio Catalunha. Meios do Governo catalão que nada têm a ver com jornalismo. Só praticam propaganda ao serviço da ideologia nacionalista. Incentivando ao ódio a mais de metade dos catalães – aqueles que se assumem como cidadãos espanhóis.

  8. Sobre o ponto 3, já aqui tinha escrito um post, como recordo ao Luís Lavoura mais acima, em que se vê que na altura da Restauração Espanha estava em guerra com quase toda a gente na Europa e um pouco nas Américas. O declínio de Espanha como potência vem precisamente dos resultados dessas guerras espalhadas. Nem os Tercios conseguiam aguentar aquilo tudo.

    http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/agradecer-aos-catalaes-pela-restauracao-9683762

  9. Parabéns ao autor deste excelente e metódico texto.

    Muito saboroso, não o “saboroso” utilizado pelo vendedor de ilusões….em 2017!

    Feliz Natal e um óptimo 2018

  10. MENSAGEM PARA OS ANTI-SEPARATISMO
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    Pessoal anti-separatismo:
    —» CONTINUEM A DESBARATAR/VENDER TUDO AQUILO QUE PUDEREM MAS NÃO CHATEIEM os separatistas que trabalham para a sobrevivência da sua Identidade.
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    -» A gente sabe que para os anti-separatismo é tudo para vender/desbaratar; ex: na Europa a propriedade pública, e a propriedade privada tradicional ESTÃO A DESAPARECER (é ver as estatísticas)… a pouco e pouco, está tudo a ser vendido a multinacionais e a oligarcas (africanos, do médio oriente, etc).
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    Mais:
    – a gente também sabe que os anti-separatismo não só não trabalham para a sustentabilidade (média de 2.1 filhos por mulher) da comunidade nativa… como também… andam por aí a lamber-as-botas aos salvadores da demografia; mais, andam inclusive a lamber-as-botas à boa produção demográfica daqueles que tratam as mulheres como úteros ambulantes (ex: islâmicos).
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    E mais:
    – a gente também sabe que os europeus anti-separatismo trabalham como lacaios/mercenários ao serviço da alta finança (capital global) -» trabalham para a eliminação de fronteiras… nota: a alta finança ambiciona terraplanar as Identidades, dividir/dissolver as Nações para reinar…
    [ os mercenários europeus – tal como a alta finança – são intolerantes para com os povos autóctones (economicamente pouco rentáveis) que procuram sobreviver pacatamente, e ao seu ritmo, no planeta ]
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    Uma nota: tal como seria de esperar, os lacaios/mercenários não têm falado neste caso: em pleno século XXI tribos da Amazónia têm estado a ser massacradas por madeireiros, garimpeiros, fazendeiros com o intuito de lhes roubarem as terras… muitas das quais para serem vendidas posteriormente a multinacionais (uma obs: é imenso o património no Brasil que tem estado a ser vendido à alta finança).
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    Anexo:
    DEMOGRAFIA E SEPARATISMO-50-50
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    —»»» Todos Diferentes, Todos Iguais… ou seja, TODAS as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta -» inclusive as de rendimento demográfico mais baixo, inclusive as economicamente menos rentáveis.
    Ou seja: os ‘globalization-lovers’, UE-lovers e afins, que fiquem na sua… desde que respeitem os Direitos dos outros… e vice-versa.
    Ou seja: separatismo-50-50 -» o legítimo Direito à Sobrevivência das Identidades Autóctones!
    —»»» blog http://separatismo–50–50.blogspot.com/.
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    Nota 1: A existência de outros não faz confusão aos separatistas-50-50… mais, os separatistas-50-50 não são fundamentalistas: leia-se, para os separatistas-50-50 devem ser considerados nativos todas as pessoas que valorizam mais a sua condição ‘nativo’, do que a sua condição ‘globalization-lover’.
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    Nota 2: Mais, é preciso dizer NÃO à democracia-nazi; isto é, ou seja, é preciso dizer não àqueles que pretendem democraticamente determinar o Direito (ou não) à Sobrevivência de outros.

  11. “As estatísticas desmontam esta fantasia. O castelhano é a única língua verdadeiramente veicular na Catalunha – falada e entendida por 99% dos seus habitantes. É menor a influência do catalão, entendido por 90% e falado por 65% dos residentes.”
    Pela mesma lógica a língua mais falada na Holanda é o inglês, a língua mais falada na Finlândia é o sueco e a língua mais falada no Quebec é o inglês. Nem percebo porque não escreveu o artigo em espanhol ou inglês pois assim mais gente poderia lê-lo.

    PS: Até o Sr. Garcia Albiol e a Sr.ª Arrimadas falam catalão, isto apesar de serem descendentes de um regime que no passado tentou proibir o catalão.

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