Excertos dos editoriais de hoje da imprensa de Madrid e Barcelona:
La Vanguardia: “Um país à deriva”
«Carles Puigdemont, presidente da Generalitat [executivo autónomo catalão], mantém a Catalunha montada num vagão de montanha russa. Não é uma montanha russa usual, com rota e velocidade pré-fixadas: é imprevisível e parece evoluir sem um timoneiro fiável. Já não sabemos quem comanda este vagão, submetendo todos os catalães nele embarcados à mais estonteante incerteza. (…) A declaração “El món ens mira” [O mundo observa-nos], que o soberanismo tem repetido tantas vezes com orgulho, deve causar-lhe agora alguma inquietação. Porque o grotesco espectáculo proporcionado nos últimos dias pelos soberanistas a esse mundo que nos observa é daqueles que hão-de recordar-se. Sem admiração.»
El País: “Caos e confusão”
«Noutra grotesca jornada que demonstra até que ponto o soberanismo bateu no fundo, Puigdemont submeteu ontem a cidadania a um novo exercício de malabarismo político. Convocados os meios de comunicação para três horários diferentes, com mensagens contraditórias sobre o conteúdo do que iria ser anunciado à opinião pública, Puigdemont optou uma vez mais por inundar-nos de retórica vazia, meias verdades e manifestas falsidades. (…) É radicalmente falso, como ele assinalava, que tenham sido esgotadas todas as vias de diálogo: a sua falta de comparência no Senado, que devia ter acontecido no preciso instante em que pronunciava o discurso [em Barcelona], é a prova mais recente de que o diálogo – tal como o entende o dirigente catalão – apenas se centra no modo de forçar o Estado a aceitar a independência da Catalunha, a bem ou a mal.»
El Mundo: “Puigdemont leva a Catalunha ao desastre”
«Após uma manhã mais própria de um farsante sem graça do que de um político responsável, Puigdemont teve de reconhecer já de tarde que vive os seus últimos dias como presidente da Generalitat. Depois de se exibir como paladino do diálogo, da prudência e dos pactos, algo em que ninguém já acredita, nem em Espanha nem em nenhuma chancelaria europeia, decidiu diluir a sua responsabilidade no Parlamento [catalão] para que seja este, numa votação que provavelmente se forçará hoje, a declarar a independência da Catalunha. Com esta votação, Puigdemont pretende demonstrar que existem duas legalidades paralelas: a das Cortes espanholas e a da câmara autonómica. Nada mais longe da realidade. A legalidade e a legitimidade residem apenas nas instituições do Estado que se mantêm fiéis à Constituição.»

‘nunca cuspas contra o vento’
‘semeou ventos, colhe tempestade’
puig para Rajoy
‘que lhe sejam concedidas as duas orelhas e o rabo’
Clap,clap, clap
“Quem come feijão, arrota a grão “
Como sempre, profundo, jarricam
Sobre outros jornalistas, estes da televisão pública espanhola (TVE) ,nem uma palavrinha. O Pedro parece o meu sogro, cheio de certezinhas….. ( mas o homem já tem 80 anos)
Não suporto facciosismo. É gente sempre aborrecida.
vanesa benedicto @vanesabenedicto
Vergüenza, es lo q siento como periodista de TVE viendo el tratamiento sesgado q está dando el Telediario. Esto es manipulación.
2:25 PM – Oct 1, 2017
Xabier Fortes @xabierfortes
Todo mi apoyo a los compañeros de TVE-Cataluña que están denunciando la obscena manipulación de los informativos y telediarios. DIMISIÓN YA!
Gabriel López @Gabrielopev
Como periodista de TVE siento vergüenza por el tratamiento que ha dado RTVE al 1-O. De nuevo, la tele pública al servicio del gobierno #SOS
Até a TVE decidiu dar razão ás críticas (ás com acento ao contrário ):
C.Informativos TVE @CdItve
Apoyamos las quejas de los profesionales de TVE en Sant Cugat por el tratamiento de RTVE del 1-O y abrimos una investigación
https://www.google.pt/amp/www.lavanguard ia.com/television/20171002/431739446450/t ve-referendum-1o-catalunya-periodistas-c riticas.html%3ffacet=amp