Carta ao eleitor indeciso.


Luís Menezes Leitão,

 

Senhor eleitor indeciso:

Saberá que, em tempos, o voto foi uma actividade de gente séria, informada, culta, que comentava. Hoje, a coberto da confusão instalada entre a liberdade de votar e a imunidade de se abster, essa actividade é degradada por desqualificados, incapazes de terem uma opinião e discutirem as dos outros, que recorrem  à indecisão reles e cobarde, em lugar de preencher os quadrados nos boletins de voto que lhes estão reservados. Quem se julga para se arrogar a legitimidade de julgar o carácter de quem não conhece? Como não vale a pena processá-lo, envio-lhe esta carta para que não tenha a ilusão que lhe admito julgamentos de carácter, nem tenha dúvidas sobre o que penso a respeito da sua indecisão.

António Costa.

0 comentários em “Carta ao eleitor indeciso.”

  1. Carta aberta urgente ás televisões e á partidarite : Colem ainda que temporariamente só um pouco de esperto na cabeça de modo a viabilizar o prometido debate alargado. Cada força politica isoladamente ou em coligação levará a debate quem muito bem entender, sendo que o tempo estabelecido para cada uma dessas formações será dividido pelos elementos que cada uma delas pretenda assentar á volta da mesa. É só fazer as contas e os calados não contam.

  2. Tantas perguntas para uma reposta obvia: num partido e num país que faliu três vezes em trinta e sete anos é difícil acreditar!

    1. Se o que está acima saiu da pena do dão sebastião Costa, e não da imaginação do autor do post, vou concordar consigo a 100% e aconselha-los a desconvocarem a maquina de nevoeiro, que estava programada para 5 Outubro, na coroação.

        1. Obrigado por recordar e consequente esclarecimento. Embora noutra circunstância o homem escreveu naquela ocasião essa enormidade que lhe ia na alma, que seria bem capaz de repetir se lhe folgassem as rédeas. Assim mantenho tudo o que disse antes.

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