Carlos Fuentes


modosdever,

 

Carlos Fuentes. Sangravam-lhe os dedos quando escrevia, para mais quando o fazia sobre o México. Era inovador, ousado, corajoso. Leiam o Adão no Éden, acabado de editar entre nós e vejam pelos vossos próprios olhos. Era um escritor comprometido com o seu mundo, que é também o nosso. Topava os esquemas e arrancava máscaras, e isso a reinventar sempre a escrita. Esta noite olho para a minha estante e não me apetece ler sequer. Acho que vou sair e beber um copo. A ele. 

2 comentários em “Carlos Fuentes”

  1. Bem lembrado, Fernando. Há muito que gostava de ler Carlos Fuentes – o ficcionista e o pensador, grande cronista também. Um gigante das letras hispânicas. Um gigante da literatura universal.

  2. Fico triste com a perda. A perda de alguém. Mas o gesto de louvarmos alguém que perdemos é de grande dignidade. Sem querer ferir susceptibilidades quero apenas dizer que aconteceu algo de muito infeliz no nosso país. Na Assembleia Regional da Madeira, a maioria, os deputados do PSD, recusaram dois votos de pesar. Isto é mais um sinal que o país deve se unir para retirar aquela maioria indigna do poder.

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