Uma voz tão bonita! Esta nem é uma das canções que mais gosto, mas na sua voz tudo densifica, é talvez o peso da diferença qualitativa que só aos bons pertence.
Olá Bea. Vinha aqui comentar, mas depois de ler o que escreveu, que mais posso eu dizer? Talvez que ele é um charme de pessoa… sim, porque os olhos também ouvem Maria
hummm…pois de charme pessoal não sei. Que me parece uma boa pessoa, parece. Que tem na voz toda a dolência alentejana, tem; que lhe mistura qualquer coisa de cabo verde e Brasil, também. Em espectáculo é simples e agradável, as garotas de Beja – há sempre garotas de Beja nos seus espectáculos – chamam-no em alta voz de Tó Zé; de figura, é alentejano chapado; em concerto pessoal, leva por vezes convidados com extraordinários dotes vocais e que ninguém conhece, lembro uma espanhola que cantou e encantou e não se sabe onde a desencantou:) Gosto muito do seu canto. Tanto, que me encantam os fados que canta; eu, que aborreço fado.
Ah Bea, como não sabe? Para mim, ter charme é ser uma pessoa simples, simpática, acessível, dar respostas inteligentes e com sentido de humor – enfim, o contrário de ser pedante e convencido. Se tudo isto estiver dentro de um belo invólucro, tanto melhor. Mas não é, de todo, indispensável. Nunca tive oportunidade de o ver em concerto e apenas tenho o CD em que ele canta Chico Buarque. Mas a tv, a net e o livro que li sobre ele e o Miguel Araújo chegam para formar uma opinião. Maria
Não me convence. Nenhum livro me convence. O que penso de António Zambujo é o que disse. Gosto um imenso da canção brasileira “rancho fundo” que descobri um dia no youtube, numa óptima parceria com Miguel Araújo, um cantor de que também gosto. Oiço com frequência essa música, as canções nordestinas têm certo timbre de nostalgia. Mas se um é compositor, o outro é apenas cantor. Cantando, não se comparam. Pode cada um encher coliseus, terem idênticos êxitos de bilheteira, mas uma coisa é uma coisa; e outra coisa é outra coisa. António Zambujo é excepção num mar de normalidade.
Tudo bem, Bea. Mas eu também não pretendia convencê-la de nada. Apenas dei a minha opinião… Maria
Tem razão, o termo convencer foi força a mais. Gosto da flor com que por vezes se despede. Um dia bom para si
Uma voz tão bonita! Esta nem é uma das canções que mais gosto, mas na sua voz tudo densifica, é talvez o peso da diferença qualitativa que só aos bons pertence.
Música portuguesa, hoje, neste dia que é também Dia de Portugal.
Um alentejano cuja voz me tem cativa. Desejo que a voz nunca lhe doa e continue cantando por muitos e longos anos.
Olá Bea.
Vinha aqui comentar, mas depois de ler o que escreveu, que mais posso eu dizer?
Talvez que ele é um charme de pessoa… sim, porque os olhos também ouvem
Maria
hummm…pois de charme pessoal não sei. Que me parece uma boa pessoa, parece. Que tem na voz toda a dolência alentejana, tem; que lhe mistura qualquer coisa de cabo verde e Brasil, também. Em espectáculo é simples e agradável, as garotas de Beja – há sempre garotas de Beja nos seus espectáculos – chamam-no em alta voz de Tó Zé; de figura, é alentejano chapado; em concerto pessoal, leva por vezes convidados com extraordinários dotes vocais e que ninguém conhece, lembro uma espanhola que cantou e encantou e não se sabe onde a desencantou:)
Gosto muito do seu canto. Tanto, que me encantam os fados que canta; eu, que aborreço fado.
Ah Bea, como não sabe?

Para mim, ter charme é ser uma pessoa simples, simpática, acessível, dar respostas inteligentes e com sentido de humor – enfim, o contrário de ser pedante e convencido.
Se tudo isto estiver dentro de um belo invólucro, tanto melhor. Mas não é, de todo, indispensável.
Nunca tive oportunidade de o ver em concerto e apenas tenho o CD em que ele canta Chico Buarque.
Mas a tv, a net e o livro que li sobre ele e o Miguel Araújo chegam para formar uma opinião.
Maria
Não me convence. Nenhum livro me convence. O que penso de António Zambujo é o que disse. Gosto um imenso da canção brasileira “rancho fundo” que descobri um dia no youtube, numa óptima parceria com Miguel Araújo, um cantor de que também gosto. Oiço com frequência essa música, as canções nordestinas têm certo timbre de nostalgia. Mas se um é compositor, o outro é apenas cantor. Cantando, não se comparam. Pode cada um encher coliseus, terem idênticos êxitos de bilheteira, mas uma coisa é uma coisa; e outra coisa é outra coisa.
António Zambujo é excepção num mar de normalidade.
Tudo bem, Bea.
Mas eu também não pretendia convencê-la de nada. Apenas dei a minha opinião…
Maria
Tem razão, o termo convencer foi força a mais.
Gosto da flor com que por vezes se despede.
Um dia bom para si
Obrigada, Bea, para si também.
