Maravilha! Ainda não tive tempo de pesquisar os 1971 brasileiros, franceses, italianos, espanhóis, etc., etc., mas o Pedro faz isso por mim… 😂 Boa noite. 🌔
Nas minhas pesquisas confirmei o que já esperava: 1971 foi ano de excelente colheita musical. Dos mais diversos géneros. É precisamente esta diversidade que pretendo espelhar aqui. Quanto a esta “Construção”, sou capaz de elegê-la como melhor canção em língua portuguesa de todos os tempos. Tem, pelo menos, lugar garantido entre as dez mais. Saravá, Chico!
Esta obra prima do Chico Buarque, que tenho em vinil, foi tocada até a agulha doer pelo meu pai. Está para mim em igual patamar que qualquer sinfonia clássica.
Olá, Dulce. Compreendo muito bem o seu pai. Esta canção é muito mais do que isso: é uma pequena peça sinfónica. E um prodígio de poesia, com cada verso formado por palavras finais intermutáveis – todas esdrúxulas, simbolizando o absurdo da chamada “vida moderna” nas grandes urbes despersonalizadas. Era assim há 50 anos, é assim agora – por maioria de razão.
Ontem, enquanto nos dadicávamos à descasca de favas, a minha neta trauteava “Dragostea din tei”, que lhe demos a conhecer por ser de melodia agradável e fácil de reproduzir. A minha filha comentou então que aquela banda produzio um hit de verão e parece que ficou por ali. É a realidade dos grupos musicais de agora. Produzem algo estrondosamente harmónico, mas que é sazonal, chegam ao topo das tabelas com um brilho fulgurante e depois tornam-se estrelas cadentes, muito diferentes dos sóis eternos, como o do Chico Buarque, de quem A Construção é um dos exemplos maiores, Pedro.
Maravilha!
Ainda não tive tempo de pesquisar os 1971 brasileiros, franceses, italianos, espanhóis, etc., etc., mas o Pedro faz isso por mim… 😂
Boa noite.
🌔
Nas minhas pesquisas confirmei o que já esperava: 1971 foi ano de excelente colheita musical. Dos mais diversos géneros. É precisamente esta diversidade que pretendo espelhar aqui.
Quanto a esta “Construção”, sou capaz de elegê-la como melhor canção em língua portuguesa de todos os tempos. Tem, pelo menos, lugar garantido entre as dez mais.
Saravá, Chico!
Esta obra prima do Chico Buarque, que tenho em vinil, foi tocada até a agulha doer pelo meu pai. Está para mim em igual patamar que qualquer sinfonia clássica.
O comentário anónimo é meu🙄🙄
Olá, Dulce. Compreendo muito bem o seu pai. Esta canção é muito mais do que isso: é uma pequena peça sinfónica. E um prodígio de poesia, com cada verso formado por palavras finais intermutáveis – todas esdrúxulas, simbolizando o absurdo da chamada “vida moderna” nas grandes urbes despersonalizadas.
Era assim há 50 anos, é assim agora – por maioria de razão.
Ontem, enquanto nos dadicávamos à descasca de favas, a minha neta trauteava “Dragostea din tei”, que lhe demos a conhecer por ser de melodia agradável e fácil de reproduzir. A minha filha comentou então que aquela banda produzio um hit de verão e parece que ficou por ali.
É a realidade dos grupos musicais de agora. Produzem algo estrondosamente harmónico, mas que é sazonal, chegam ao topo das tabelas com um brilho fulgurante e depois tornam-se estrelas cadentes, muito diferentes dos sóis eternos, como o do Chico Buarque, de quem A Construção é um dos exemplos maiores, Pedro.
Gosto muito. É sem dúvida das melhores do Chico Buarque. Uma melodia ligeira e festiva. Uma história trágica.