Para mim, no mundo dos autores e cantores há o Charles Aznavour e depois há os outros todos, sou portanto mais que suspeito. Das cerca de 900 canções que escreveu terei algo entre um terço e metade, incluíndo agora uma caixa com os 8 primeiros álbuns, que já ninguém encontra em lado nenhum e me custou o equivalente a uma refeição económica (12€50).
“Les plaisirs démodés” é uma canção que foi ganhando “peso” com os anos, eventualmente porque as pessoas que a ouviram em 1972 lhe foram encontrando méritos que só com a idade nós reconhecemos. A versão inglesa “The old fashioned way” teve um êxito quase imediato, sendo adoptada por Frank Sinatra e Shirley Bassey entre outros. Mas o disco “Idiote je t’aime” contém uma das maiores canções de Aznavour no sentido humano de “maior”, a saber “Comme ils disent”. Não foi fácil abordar o tema da homossexualidade como ele o fez naquela época pois o assunto ainda era objecto de leituras “pouco felizes”, como ainda há dias aqui escrevi o mundo era o que era e o “Maio de 68” não modificou assim tanto as consciências como nos querem convencer os “soixante-huitards” (ainda conheço por aí vários mas aburguesaram-se e reescrevem a própria história, o habitual). No fundo aqueles acontecimentos serviram para afastar De Gaulle a curto prazo e ser substituído por Pompidou, que era o seu primeiro-ministro, um “déjà vu” que continuaremos sempre a ver.
A canção de Aznavour mais conhecida e reconhecida por toda a gente no mundo inteiro hoje em dia é de 1974 (daqui a 2 anos aparece aqui) e chama-se “Tous les visages de l’amour”, um título longo, podia-lhe ter chamado “Elle” e facilitado a vida. Não vos diz nada? E “She” do Elvis Costello e de todos os outros que a cantam agora já diz? Foi o tema musical da série de TV inglesa “Seven Faces of Woman” e um êxito enorme que perdurou lá pelo Reino Unido uns bons tempos mas ficou a dormitar até 1999 quando o Elvis Costello a gravou para a banda sonora de “Notting Hill”. A versão original francesa do autor não teve grande saída até hoje (e agora é tarde para a ter).
Eu também sou fã assumido do Aznavour. Não apenas como cantor, intérprete, compositor, mas também como actor de alguns filmes da minha vida (‘Tirez sur le Pianiste’, de Truffaut, por exemplo).
Há uma faceta menos conhecida dele: compôs canções para vários outros gigantes da canção francesa – incluindo Piaf, Chevalier, Bécaud, Gréco, Halliday. Mas se houve alguém intemporal na ‘chanson’, foi ele. Filho de imigrantes arménios.
‘Comme il Disent’ passará por cá em breve, fica prometido. E agradeço-lhe – uma vez mais – a preciosa colaboração.
Já agora, “aqui para a mesa do canto”, e como favor pessoal ;”Le Temps” e “Paris au mois d` Aôut”… “Memories are made of this” ( Pardon my English …). JSP
Atenderei os pedidos que quiserem fazer, com gosto. Mas com a condição de serem sobre canções divulgadas em primeira mão há exactamente meio século – ou seja, em 1972. Qualquer das que menciona é mais antiga. Como são várias outras dele de que gosto muito: ‘Jezebel’, ‘La Bohème’, ‘Il Faut Savoir’, ‘Les Comédiens’…
É uma canção que nos mostra a todos aos 18 anos. Também uma das minhas favoritas pelo que nos diz dessas esperanças, umas concretizadas, outras nem por isso, mas sempre esperadas quando nunca se desiste.. Com netos entre os 16 e os 21 estou a assistir a isso tudo pela 3ª vez, fomos nós, foram os nossos filhos e agora são eles. Mas há que ver sempre o copo meio cheio e continuar a lutar, esta letra tem também muito a ver com o percurso inicial do autor.
On ne m’a jamais accordé ma chance D’autres ont réussi avec peu de voix et beaucoup d’argent Moi j’étais trop pur ou trop en avance Mais un jour viendra je leur montrerai que j’ai du talent
Para mim, no mundo dos autores e cantores há o Charles Aznavour e depois há os outros todos, sou portanto mais que suspeito.
Das cerca de 900 canções que escreveu terei algo entre um terço e metade, incluíndo agora uma caixa com os 8 primeiros álbuns, que já ninguém encontra em lado nenhum e me custou o equivalente a uma refeição económica (12€50).
“Les plaisirs démodés” é uma canção que foi ganhando “peso” com os anos,
eventualmente porque as pessoas que a ouviram em 1972 lhe foram encontrando méritos que só com a idade nós reconhecemos.
A versão inglesa “The old fashioned way” teve um êxito quase imediato, sendo adoptada por Frank Sinatra e Shirley Bassey entre outros.
Mas o disco “Idiote je t’aime” contém uma das maiores canções de Aznavour no sentido humano de “maior”, a saber “Comme ils disent”.
Não foi fácil abordar o tema da homossexualidade como ele o fez naquela época pois o assunto ainda era objecto de leituras “pouco felizes”, como ainda há dias aqui escrevi o mundo era o que era e o “Maio de 68” não modificou assim tanto as consciências como nos querem convencer os “soixante-huitards” (ainda conheço por aí vários mas aburguesaram-se e reescrevem a própria história, o habitual).
No fundo aqueles acontecimentos serviram para afastar De Gaulle a curto prazo e ser substituído por Pompidou, que era o seu primeiro-ministro, um “déjà vu” que continuaremos sempre a ver.
A canção de Aznavour mais conhecida e reconhecida por toda a gente no mundo inteiro hoje em dia é de 1974 (daqui a 2 anos aparece aqui) e chama-se “Tous les visages de l’amour”, um título longo, podia-lhe ter chamado “Elle” e facilitado a vida.
Não vos diz nada?
E “She” do Elvis Costello e de todos os outros que a cantam agora já diz?
Foi o tema musical da série de TV inglesa “Seven Faces of Woman” e um êxito enorme que perdurou lá pelo Reino Unido uns bons tempos mas ficou a dormitar até 1999 quando o Elvis Costello a gravou para a banda sonora de “Notting Hill”.
A versão original francesa do autor não teve grande saída até hoje (e agora é tarde para a ter).
Eu também sou fã assumido do Aznavour. Não apenas como cantor, intérprete, compositor, mas também como actor de alguns filmes da minha vida (‘Tirez sur le Pianiste’, de Truffaut, por exemplo).
Há uma faceta menos conhecida dele: compôs canções para vários outros gigantes da canção francesa – incluindo Piaf, Chevalier, Bécaud, Gréco, Halliday.
Mas se houve alguém intemporal na ‘chanson’, foi ele. Filho de imigrantes arménios.
‘Comme il Disent’ passará por cá em breve, fica prometido.
E agradeço-lhe – uma vez mais – a preciosa colaboração.
Já agora, “aqui para a mesa do canto”, e como favor pessoal ;”Le Temps” e “Paris au mois d` Aôut”…
“Memories are made of this” ( Pardon my English …).
JSP
Atenderei os pedidos que quiserem fazer, com gosto. Mas com a condição de serem sobre canções divulgadas em primeira mão há exactamente meio século – ou seja, em 1972.
Qualquer das que menciona é mais antiga. Como são várias outras dele de que gosto muito: ‘Jezebel’, ‘La Bohème’, ‘Il Faut Savoir’, ‘Les Comédiens’…
Aznavour não me canso de o ouvir , gosto de todo o seu repertório.
À dix-huit ans j’ai quitté ma province
Bien décidé à empoigner la vie
Le cœur léger et le bagage mince
J’étais certain de conquérir Paris.
Tenho por hábito de cantar no carro para não incomodar ninguém
Esta faz parte das minhas «cantorias « .
É uma canção que nos mostra a todos aos 18 anos.
Também uma das minhas favoritas pelo que nos diz dessas esperanças, umas concretizadas, outras nem por isso, mas sempre esperadas quando nunca se desiste..
Com netos entre os 16 e os 21 estou a assistir a isso tudo pela 3ª vez, fomos nós, foram os nossos filhos e agora são eles.
Mas há que ver sempre o copo meio cheio e continuar a lutar, esta letra tem também muito a ver com o percurso inicial do autor.
On ne m’a jamais accordé ma chance
D’autres ont réussi avec peu de voix et beaucoup d’argent
Moi j’étais trop pur ou trop en avance
Mais un jour viendra je leur montrerai que j’ai du talent
Exactamente