Woman is the Nigger of the World, John Lennon e Yoko Ono
(Álbum: Some Time in New York City, 1972)
3 comentários em “Canções com meio século (380)”
A única boa canção de um álbum que ninguém na altura considerou grande coisa. O título é uma frase que Yoko Ono disse numa entrevista e saíu na capa da revista que a publicou e, sendo “nigger” uma palavra com forte teor racista, discutiu-se muito a intenção dela. É curioso sabermos hoje que foi mal recebida à época tanto por muitas feministas como por todos aqueles que sempre respeitaram os negros pois, de certo modo, toda essa gente considerou que eles estavam não a ajudar a quebrar barreiras mas a rebaixar mulheres e negros de uma só “cajadada”. Estávamos em 1972 e, ainda que hoje muita gente pratique alegremente o “anacronismo” como desporto, o facto é que à época certas situações não eram vistas por esse mundo fora como muitos imaginam hoje com base no habitual “lá fora era diferente”, talvez porque são muito novos, talvez porque infelizmente à época não tinham a possibilidade de ter acesso aos jornais e revistas franceses, ingleses e americanos que se vendiam por cá. Isto era um país “fechado” mas houve quem tivesse a sorte de estar “preso” a isso.
Este álbum foi criticado de alto a baixo, à época, pela crítica discográfica mais influente. Pelo menos nos EUA. Chamaram-lhe demagógico, consideraram que estava reduzido a chavões ‘hippies’ e pecava por facilitismo musical. No entanto, tem vindo a ser revalorizado. E sobretudo neste tema, que dividiu muitas opiniões.
A única boa canção de um álbum que ninguém na altura considerou grande coisa.
O título é uma frase que Yoko Ono disse numa entrevista e saíu na capa da revista que a publicou e, sendo “nigger” uma palavra com forte teor racista, discutiu-se muito a intenção dela.
É curioso sabermos hoje que foi mal recebida à época tanto por muitas feministas como por todos aqueles que sempre respeitaram os negros pois, de certo modo, toda essa gente considerou que eles estavam não a ajudar a quebrar barreiras mas a rebaixar mulheres e negros de uma só “cajadada”.
Estávamos em 1972 e, ainda que hoje muita gente pratique alegremente o “anacronismo” como desporto, o facto é que à época certas situações não eram vistas por esse mundo fora como muitos imaginam hoje com base no habitual “lá fora era diferente”, talvez porque são muito novos, talvez porque infelizmente à época não tinham a possibilidade de ter acesso aos jornais e revistas franceses, ingleses e americanos que se vendiam por cá.
Isto era um país “fechado” mas houve quem tivesse a sorte de estar “preso” a isso.
Isto era um país “fechado” mas houve quem tivesse a sorte de NÃO estar “preso” a isso, claro.
As minhas desculpas
Este álbum foi criticado de alto a baixo, à época, pela crítica discográfica mais influente. Pelo menos nos EUA. Chamaram-lhe demagógico, consideraram que estava reduzido a chavões ‘hippies’ e pecava por facilitismo musical.
No entanto, tem vindo a ser revalorizado. E sobretudo neste tema, que dividiu muitas opiniões.