(Single: O Tom de Antônio Carlos Jobim e o Tal de João Bosco, 1972)
2 comentários em “Canções com meio século (373)”
Neste meu regresso às lides musicais do DO gostaria de começar por escrever algo saído da minha cabeça e baseado nos meus conhecimentos mas não vai dar. Isto porque encontrei associado a este vídeo um texto (que talvez já conheça) tão interessante e útil que é esse que aqui transcrevo:
“João Bosco estreou com o Disco de Bolso, do Pasquim, em 1972. O primeiro desse projeto foi “O Tom de Antonio Carlos Jobim e o Tal de João Bosco”. Nele, um músico veterano apresentava um calouro. No lado A, Tom Jobim cantou, pela primeira vez, “Águas de Março”; no B, João Bosco foi de “Agnus Sei”, dele e Aldir Blanc. Escolha de Sérgio Ricardo, pelo Pasquim, que cravou, sobre João Bosco: “Sua melodia, seu ritmo, sua harmonia, seu senso de arranjo, ultrapassam os níveis aceitáveis pelos mestres.” Curioso é que “Águas de Março” foi retida algum tempo, pela Censura. Hoje, parece surreal. Não na época da dita-cuja militar. O segundo disco foi Caetano Veloso cantando “Asa Branca”, de Luíz Gonzaga, e Fagner levando “Mucuripe”, dele e Belchior. O terceiro disco não aconteceu. Também devido à Censura. O projeto acabou ali. Pouco antes disso, João Bosco fez seu primeiro show. Curiosamente, se chamava “Quanto Mais Perto do Andrógino Mais eu me Lembro da Adúltera”, bandeira ostensiva de quanto a dupla Aldir/Bosco já era de vanguarda, num Brasil tão careta”. Nelson Bravo
Neste meu regresso às lides musicais do DO gostaria de começar por escrever algo saído da minha cabeça e baseado nos meus conhecimentos mas não vai dar.
Isto porque encontrei associado a este vídeo um texto (que talvez já conheça) tão interessante e útil que é esse que aqui transcrevo:
“João Bosco estreou com o Disco de Bolso, do Pasquim, em 1972. O primeiro desse projeto foi “O Tom de Antonio Carlos Jobim e o Tal de João Bosco”. Nele, um músico veterano apresentava um calouro. No lado A, Tom Jobim cantou, pela primeira vez,
“Águas de Março”; no B, João Bosco foi de “Agnus Sei”, dele e Aldir Blanc. Escolha de Sérgio Ricardo, pelo Pasquim, que cravou, sobre João Bosco: “Sua melodia, seu ritmo, sua harmonia, seu senso de arranjo, ultrapassam os níveis aceitáveis pelos mestres.” Curioso é que “Águas de Março” foi retida algum tempo, pela Censura. Hoje, parece surreal. Não na época da dita-cuja militar. O segundo disco foi Caetano Veloso cantando “Asa Branca”, de Luíz Gonzaga, e Fagner levando “Mucuripe”, dele e Belchior. O terceiro disco não aconteceu. Também devido à Censura. O projeto acabou ali. Pouco antes disso, João Bosco fez seu primeiro show. Curiosamente, se chamava “Quanto Mais Perto do Andrógino Mais eu me Lembro da Adúltera”, bandeira ostensiva de quanto a dupla Aldir/Bosco já era de vanguarda, num Brasil tão careta”.
Nelson Bravo
Grato pelo texto quase de ‘libretto’ que aqui nos traz, meu caro.
Que seja o primeiro de muitos, agradeço-lhe.