Camões de A a Z


Ana Vidal,

 

Aqui está uma boa notícia: Publicado o primeiro Dicionário sobre Luís de Camões.

Dirão que já era tempo, mas mais vale tarde do que nunca.

 

A boa notícia foi logo seguida de outra péssima: o livro está escrito em acordês, facto que o desclassifica totalmente aos meus olhos. Terei pena mas não vou comprá-lo, como protesto por mais uma agressão à língua portuguesa, que Camões tanto honrou.

16 comentários em “Camões de A a Z”

  1. Ah, muito bem, Ana, então agora já podemos ficar a saber tudo acerca de “Camõez”, certo?

      1. Já nem sei bem o que diga, Ana. Com o novo «desacordo ortográfico» (sim, esse que dá para a gente escrever tudo de qualquer maneira, que está sempre bem), já não sei se o alfabeto ainda é o que era.
        Agora, o que tenho a certeza, é que o dicionário deve ser ‘muit’a fixe’ a julgar pela aprovação daquela piscadela de olho do Camões…, aliás, do Camõez. ;-))

    1. Também não leio «acordês» nem compro livros escritos nessa estranha língua. As editoras parecem ter uma agenda à revelia dos gostos dos seus clientes. É outra singularidade portuguesa…
      Seria interessantes que os leitores lhes dessem a resposta que merecem. Não comprarei nenhum livro em «acordês» e não comprarei – com pena – este.
      Se os leitores se derem ao respeito – deixando nos escaparates estes produtos do autoritarismo e do abuso – talvez as editoras percebam que também em Portugal os clientes devem ser respeitados.
      Lastimo ver ligada a esta obra o nome do Prof. Aguiar e Silva, autor de um Parecer muito negativo sobre o chamado «acordo» ortográfico, parecer que foi ignorado sem qualquer explicação – até hoje! – pelo organismo oficial que o aprovou – o Ministério da Educação!!!

    1. Sim. O autor fustiga a demência macaca-casteleira; a editora publica a obra na grafia macaca. Queixe-se o autor ao Camões se quere; a editora antes se apruma em duas edições – uma portuguesa, outra brasileira – ambas em akordês (!).
      Eis o português universal, língua oficial ò nu.
      O Camões? Passa muito bem sem tal dicionário. Eu também.
      Cumpts.

  2. Meus amigos, fiquei entusiasmada com a ideia e esqueci-me de que, muito provavelmente, este dicionário estaria redigido em acordês.
    Peço desculpa a quem comentou aqui, com toda a razão, mas vou apagar este post e os vossos comentários desaparecerão com ele. Recuso publicitar um livro escrito num dialecto estranho e cheio de erros ortográficos, que não aprovo. Muito menos em nome de Luís de Camões, de cuja família os meus filhos descendem.
    (deixo esta declaração aqui durante o dia de hoje para que a possa ler quem vai ver os seus comentários apagados)

        1. Em face dos últimos desenvolvimentos, vejo-me na obrigação de corrigir o que acima comentei:
          Assim, declaro que «não tenho qualquer certeza de que dicionário em causa seja uma obra a respeitar e muito menos a adquirir. Veja-se, a este propósito, a atrapalhação do próprio Camões, já com um olho sériamente afectado de tanto o esfregar, por não conseguir decifrar convenientemente o dialecto em que o mesmo se encontra escrito.»

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