Há muitas histórias – reais ou apócrifas – relacionadas com ex-presidentes dos Estados Unidos. A minha preferida tem a ver com aquele que foi um dos mais obscuros e porventura menos competentes inquilinos da Casa Branca ao longo de todo o século XX: o republicano Calvin Coolidge, que ocupou a presidência entre 1923 e 1929.
Ia certa vez Coolidge em visita a umas propriedades rurais, acompanhado da mulher, Grace, quando ao passarem por um galinheiro a senhora Coolidge perguntou ao proprietário quantas vezes o vistoso galo que ali se encontrava praticava sexo com as galinhas. “Dezenas de vezes, minha senhora”, respondeu-lhe o sujeito, porventura algo embaraçado com aquela súbita curiosidade feminina. “Faça o favor de informar o meu marido”, retorquiu-lhe a primeira dama.
Coolidge não se ficou. Tinha também uma pergunta destinada ao agricultor: “E o galo faz sempre isso com a mesma galinha?” Resposta imediata do sujeito: “Oh, não. Ele escolhe sempre uma galinha diferente.” Coolidge rematou então: “Faça o favor de informar a minha mulher.”
Ignoro se isto alguma vez aconteceu, mas passou à posteridade como se tivesse acontecido, o que para o caso vem a dar no mesmo. Como dizia aquela personagem do filme de John Ford, “quando a lenda se torna facto, imprime-se a lenda.”
Imagem: Calvin e Grace Coolidge numa varanda da Casa Branca


Ou, como dizem os amaricanos de origem iataliana, se non è vero è ben trovato.
Quando la leggenda diventa realità, stampamo la leggenda…
Estou aqui a imaginar como seria esta história contada de acordo com as actuais regras do politicamente correcto…
Bastaria o galo ter um “harém” para não passar no crivo, Rui.
Eheheh. Se isto foi verdade, imagino a cara do agricultor.
Imagino o agricultor, homem à moda antiga, a cogitar com os seus botões (como antigamente se escrevia): “Onde há galo, não canta galinha”.
Mas qual é o galo que não deixa cantar a galinha?
Será um galo capão?
🙂 Por favor entregue um beijinho meu ao Sr. João
Carvalho. Obrigada!
Lamento, Ilda, mas de capões nada percebo.
(o João certamente terá apreciado o beijo que aqui lhe deixou)
O agricultor poderia ainda informar o sr Coolidge e a sua esposa de que, sempre que o galo faz sexo com as galinhas, o faz à vista do agricultor.
De facto, o mais surpreendente nesta história é o conhecimento detalhado e quotidiano que o agricultor afirma ter da vida sexual do galo.
Nada mais natural, Luís Lavoura. Quem cria galinhas quer ter pintos.