A Caixa Geral de Depósitos (CGD) teve um lucro no ano passado inferior a 2007: perto de 500 milhões de lucro, quase 50 por cento menos. Tanto quanto se sabe, os números podiam ser piores, por causa da dívida de Manuel Fino, que foi evitada por a CGD ter ficado com umas acções do empresário muito acima do seu valor. No negócio, a diferença constitui o grande negócio do cliente: dever à CGD rendeu-lhe um lucro e tanto.
Ora, aquela diferença é o prejuízo da CGD de que se fala, mas a verdade toda ainda está por apurar. O negócio teve um contrato: o empresário pode recomprar as acções à CGD nos próximos três anos em que a CGD não pode negociá-las com outrém, o que só fará se isso lhe der acrescida vantagem. Portanto, a única coisa que a CGD conseguiu foi não reflectir o prejuízo pela dívida do empresário nas contas do ano passado. Ninguém adivinha qual virá a ser o prejuízo final pelo negócio nas contas futuras.

“O negócio teve um contrato: o empresário pode recomprar as acções à CGD nos próximos três anos em que a CGD não pode negociá-las com outrém”
E isso é a parte mais vergonhosa de todo o processo.
É o que eu acho, Jorge. Porque já conhecemos o valor que o mau negócio teve agora, mas ainda ninguém conhece o valor que o mau negócio terá no fim.
Faria de Oliveira, ex-ministro de Cavaco, troca Espanha pela presidência do grupo CGD em Portugal.
Pudera! Onde é que ele em Espanha, teria oportunidade de realizar tão belos negócios como este? Mas, por favor, não insistam mais, porque o sr. Dr. Faria de Olveira já propalou em tudo quanto é comunicação social que este é um assunto que nunca deveria ter vindo para a praça pública.
E explicou a razão de ser disso: é que além de ser uma intolerável ingerência num negócio entre a Caixa e um seu cliente, também a CGD sai muito prejudicada de toda esta história para a realização eventuais “futuros negócios” análogos a este, o que seria na verdade desastroso… (Será que Fino ainda tem mais acções para vender à Caixa??) Além do mais, explicou ainda, o valor de compra das acções da Cimpor a Manuel Fino, (cerca de 25% a +) situa-se perfeitamente dentro dos limites usuais para este tipo de operações, que pode chegar até aos 30%… Mas que Finos que eles são, ambos!