Também ouvi com espanto a frase que João Gonçalves reproduz. Segundo Marques Mendes, em política “não existem lealdades passadas, só há lealdades para o futuro”. Com extrema candura, este oráculo define toda uma elite, toda uma época.
Torna-se penoso assistir a este espectáculo trágico do “segundo apurei”, a política de comunicação governamental mais desastrosa de sempre, na verdade única no mundo. Como refere Sérgio de Almeida Correia, em post anterior, em vez de serem anunciadas pelas autoridades ou aparecerem nos jornais, onde têm a devida credibilidade, as notícias importantes são reveladas por um comentador que é também político activo com ambições próprias e que finge ser jornalista de investigação.
A ligeireza tomou conta da paisagem mediática. Estamos rodeados de falsas narrativas e de omissões, vemos a hipocrisia geral dos que governam e dos que querem governar, assistimos impávidos às distorções da comunicação social transformada em espectáculo e ao radicalismo marciano dos partidos da oposição. A responsabilidade está em declínio, triunfa o oportunismo e a táctica. As elites portuguesas afundaram o país e vivem uma crise sem precedentes, mas para essas elites, sobretudo as políticas, é difícil compreender que o povo deixou de confiar nelas.

e o luis naves, na minha perspectiva, até foi muito cuidadoso a classificar o grilo falante, porque “segundo apurei” o mesmo teve e não sei se tem cargos de direcção em empresas que estão aí, no mercado livre, a vender os seus serviços a aproveitar as oportunidades de negócio que aí surgem, e não fica bem terem nos seus quadros este grilo falante que apura o que apura nos locais em que apura.
mas toda a gente parece oferecer alface ao grilo, portanto, deve estar tudo bem.
Sobre isso não tenho informação
Mas quer matar o mensageiro só porque quem tem a obrigação de informar é meramente – chame-se Judite ou Clara, José ou António – pé de microfone? E dá crédito a um e a outros?
Hoje o Sr. Naves não deve ter tomado o comprimido laranja pois fugiu-lhe a boca para a verdade.
O problema é que só vê e ouve quem quer e infelizmente há muitos e muitas a quererem ver e ouvir o oráculo da governação que na minha modesta opinião consegue ser pior que a do inginheiro pelo simples facto que era possível dada a vontade á época (já lá vão 3 anos) que os Portugueses tinham em lançar sementes e trabalhar para mudar a sério o lodo em que nos meteram mas afinal tal como previra (na minha solidão) PPC e sus muchachos e muchachas ainda conseguiram cavar mais fundo e abrir mais feridas na sociedade pondo velhos contra novos e vice-versa, funcionários do Estado contra privados e vice-versa e por aí adiante já para não falar na enorme incompetência que têm em defender os interesses de Portugal e dos Portugueses.
E pelo andar da carruagem ainda vai ficar pior agora que vêem aí novamente os xuxas mamar no pote……………..
…” Assistimos impávidos às distorções da comunicação social transformada em espectáculo …”
Concordo. Assistimos e alimentamos a besta, que um dia nos ” devorará ” a todos.