Cadeiras


Sérgio de Almeida Correia,

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(http://imgjkw.co/ideas/)

Há os que se sentam numa e nunca mais se levantam. Ficam colados ao fundo, como umas lapas. E só se erguem, com manifesta dificuldade, quando os fundilhos começam a arder. Ou caem da cadeira. Outros há que não se chegam a sentar. Para não perderem tempo e irem acumulando cadeiras.

Em comum têm a mesma coerência, o mesmo amor aos números.

É-lhes incontrolável. Vem da massa do sangue.

6 comentários em “Cadeiras”

  1. RELATÓRIO CONFIDENCIAL (jogos de cadeiras infantis revisitados)
    Marques Mendes mansinho para com quem não devia a ver ouvir e calar sobre a dupla Costa/Marcelo na tapada de Ta(ma)ncos.
    Jogos de poder a erradicar diz o Presidente, como manobras eleitorais dos partidos, como de campanha presidencial em várias frentes para assegurar reeleição, há quem diga
    Se João Cordeiro (afastado ou afastou-se?) por dever de lealdade não pode ou deve revelar o que transmitiu a Marcelo, este obriga-se desde já a confirmar que o Chefe da Casa Militar alguma coisa lhe disse, sem prejuízo de a breve trecho nos revelar o segredo.
    Sendo para com os portugueses o único dever de lealdade a respeitar, parece líquido que o Presidente não pode continuar a insistir na tese de que esteve sempre à margem de qualquer conhecimento.
    Costa disponível para a CPI, e até lá nada, nada, mesmo nada?
    Se Marcelo nada sabe porque não se cala quando não tem parado de comentar avançando mesmo com cenários nunca dantes navegados?
    Agora já não precisa de aguardar pelos resultados da investigação?.
    Quando alguém, que devia ser símbolo e exemplo para a nação, tenta encaixar (a martelo) num estalar de dedos, argumentos contraditórios ao empurrão, em linguagem taberneira de esquina, mostra andar perdido no próprio labirinto aos apalpões sem encontrar saída em cada canto onde tropeça.
    Mais nebulosa ainda em cima de tanta escuridão ? Para um presidente de faz de conta seria do outro mundo saber de alguma coisa importante e que lhe possa morder as canelas.
    O cerco aperta-se em torno destas figuras que não sabem o que dizem nem querem dizer o que sabem.
    Chega de jogos infantis.

  2. Muito bom.
    E há os que se sentam para pintar as unhas.
    Um fartote de anedotas que dá para nos entristecer e incomodar todos os dias.

  3. Conhece o jogo das cadeiras?
    Não devia ser um jogo.
    Devia ser a vida.
    Ao invés do que acontece, seria a maneira de os mais capazes ocuparem as cadeiras…
    João de Brito

  4. Desculpe, o ‘link’ acima não funciona!

    Está a falar daquele alfobre de avenças, “ajustes directos”, duplexes catitas e vendas de imoveis com ganhos de > 100% no âmbito da Câmara Municipal de Lisboa?

    Jorg

  5. Mas que gente esta! O corrupio de notícias deste teor não terá fim?!
    À parte esses lordes que são como Deus Nosso Senhor, Omnipresentes, e que vão sendo detectados mas não têm emenda porque, como diz, está-lhes na massa do sangue. Pois à parte isso, a sua cadeira serpentina, supondo que as ripas de madeira são de qualidade e que leva uma forra decente, é das que prendem qualquer ser humano por horas e horas. Mesmo sem a paisagem paradisíaca. Cuidado com ela.

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