1. UM LIVRO, 2. CA…… SARKIS G……..N, 3. OLHOS, 4. ESCAVAR, 5. IN VINO VERITAS, 6. TO THE LEFT, AS PERNAS DE STELLA, 7. O MEDALHÃO, 8. O SEGREDO
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LABIRINTOS
Um nome, dizem crenças antigas, pode ser novelo de feiticeira em que se aprisiona ou comanda uma vida, máscara e abrigo. Espelho até, diz-me como te chamas e dir-te-ei por onde irás.
Valeriya, subitamente trazida até à claridade mágica de um nome que há muito a não procurava, emergia grave, quase solene, do casulo nocturno a que fora arrancada para a inesperada metamorfose que as palavras de José Augusto tinham precipitado.
– Quem?! – repetiu João Cosme, olhando alternadamente para ela e para José Augusto que parecia agora uma criança que, desastradamente, fez cair com estrondo um pote de faiança no chão da cozinha.
– Desculpe… eu… não sei…
– Você é um bom homem, José Augusto – disse ela de voz já diferente – e um bom homem é difícil de encontrar.
Eduardo impacientou-se. Os títulos de Flannery O’Connor pareciam um código cujo entendimento lhe estava negado. Tomavam-no por simples, bem sabia e convinha-lhe, desde há muito, que assim o fosse. Os acontecimentos, todavia, tinham tomado o freio nos dentes e decidiu que não, não ficaria de fora. Wise Blood, também ele o tinha e era agora ou nunca. João Cosme que saísse sozinho daquele labirinto.
– Bem – tomou o medalhão de cima da mesa e olhou a fotografia esmaecida – um medalhão de São Rafael Arcanjo… encontros felizes, talvez… e este, como é que é mesmo… este Alexander, quem é? Valeriya?
Ela deu meia dúzia de passos em direcção à janela e parou. Ficou uns minutos em silêncio e virou-se, depois, para aquele grupo imóvel. Parecia uma fotografia antiga, daquelas em que ninguém sorri para a câmara num temor reverencial de que lhes levem a alma no clarão do flash.
– Sentem-se. Vou fazer café.
A azáfama habitual dos gestos dela transmutava-se numa coreografia lenta em direcção aos objectos, as mãos passavam sobre as coisas, estranhamente alongadas, mãos antigas vistas à renovada luz do dia que começava.
A campainha da porta tocou. Uma vez e outra.
– Stella, would you mind?
E Stella voltou, atarantada. Uma inspectora da Judiciária, pelo menos era o que tinha percebido.
– Para quê? Para quem?
Eduardo olhou a rapariga de andar eficaz que entrou na cozinha. Parecia-lhe familiar mas, naquele momento, até as coisas mais bizarras lhe pareceriam familiares.
Deu uns bons dias afáveis e mostrou a identificação:
– Portas. Helena Portas.
(Este é o nono capítulo do nosso ‘cadáver esquisito’, explicado aqui. A próxima mão a embalar o cadáver é do jaa.)


Boa, Ivone, parabéns! Jaa estás tão tramado:) beijos
:)) Beijos, Patrícia. Merci.
Ivone querida
Colapsei…
Aos poucos, sem amoníaco, volto a mim.
Portas?! Portas?! Mas onde já ouvi eu este nome?
Esforço-me. Ah! Já sei. Não, não sei. Bolas, sei sim. São uns manos que andam na política e vão à televisão. Parece-me que são de ramos diferentes. Não, não tenho a certeza. Raio de nome…
Espera, já sei. É o arquitecto, o da exposição de Guimarães. Mas quem será esta Helena? Bom, deve ser uma irmã, ou prima. Ainda não tinha ouvido falar desta!
:))) Tinha de abrir uma porta para o jaa entrar :)))
(Se eu desaparecer nos próximos dias, já sabem …)
É-me impossível continuar. Tentei-o, juro, mas não aguento mais. Não me chorem, que eu não choraria. Também não vale a pena chamarem por socorro – para além de desconhecerem o local onde me encontro, nenhum chegará a tempo. Está tudo preparado e fá-lo-ei logo após clicar em “Publicar comentário”. É um pouco estranho – mas decididamente moderno, não vos parece? – que esse seja o meu último acto. Foi um prazer conhecer-vos. Até outra vida, corpórea ou incorpórea, do lado de cá ou do de lá.
Abaixo o acordo ortográfico!
Reconsidera, jaa. Eu também pensei como tu, mas aqui estou. Vá lá. 🙂
A vossa sorte é que eu não consigo decidir que lâmina do canivete suíço utilizar…
Muito bem, Ivone, mas já estou tremer só de pensar que a minha vez está cada vez mais perto.
E a Teresa, coitadita, a ter de dar um fecho a tudo isto?
Isto está bonito, Ivone. Já mete a judite e tudo. Mas podemos sempre continuar para um segundo round, ou mesmo para um terceiro… assim como assim, o divertimento é só nosso, ninguém liga nenhuma a este cadáver mal enterrado! lol
Pois, é só nossa a diversão.
Calma…
Pelo menos aguardem a reentré da Vivelinda, também quero ver a surpresa da Tal Helena Portas.
Isabel Seixas
Ai, que emoção, chegou a polícia!
Ivone, a tua descrição é tão viva que os consegui figurar a todos – até me chegou o cheiro a café 🙂
jaa, boa sorte!
Cheirava bem o café, não cheirava, Cláudia? 🙂
E temias tu, Ivone – ai, ai, ai de mim! – não saber por onde pegar… Mas arranjaste um problema à Helena… Lol… Proponho uma série para a televisão.
À Helena, não, Fernando porque ela já escreveu a parte dela. Agora, quem vier a seguir é que tem de resolver esta embrulhada 🙂
… Arranjaste-o não à nossa, claro, mas à Portas, a da judite…
Ah! 🙂
Helena, julgavas que bastava a Vivelinda para arrumar a tua participação nesta história?
Muito bem, Ivone! E que bom ver a Flannery de volta à história.
Obrigada, Adolfo. Estava a dar-me dó a Flannery tão abandonada lá para cima 🙂
Pois vão ver as maleitas que o Flannery causou na Vivelinda…Bons escritores causam muitas vezes grandes problemas. É que ser culto não é para todos. É só para quem pode!
Olha, afinal é simplicíssimo!
:))