Cadáver esquisito (8)


fiodeprumo,

1. UM LIVRO, 2. CA…… SARKIS G……..N, 3. OLHOS, 4. ESCAVAR, 5. IN VINO VERITAS, 6. TO THE LEFT, AS PERNAS DE STELLA, 7. O MEDALHÃO

8

O SEGREDO

 

João e Eduardo não sabiam que fazer a Vivelinda que, por mais que a abanassem, parecia não dar sinal de vida.

– Porra, será que morreu?

– É pá, não vês que respira?

– Traz vinagre ou amoníaco.

– E onde é que encontro isso?

– In the kitchen, just here, respondeu Stella ainda mal recomposta dos orgasmos que não chegara a ter, com a fuga inopinada de João Cosme.

 

O efeito do vinagre fez-se sentir. A pseudo morta começou a entreabrir as pálpebras. Mas a cor do rosto permanecia cal. Aos poucos e com a ajuda dos dois homens, conseguiu levantar-se e amparada sentar-se numa cadeira junto à mesa. Pediu um copo de água e olhou o medalhão que estava em cima dela, ainda aberto. Como foi possível o medalhão não ter ardido n´Os Freixos, perguntava a si própria, ainda zonza.

– Alexander, exclamou, quando lhe trouxeram a água.

– Quem é o Alexander? perguntou Cosme.

– Alexander, continuava ela.

– Who is Alexander? questionava Stella, que ansiava recuperar Cosme para o trabalho inacabado.

– The pianist, exclamou Vivelinda, que deixou todos boquiabertos, perante a correcção do seu inglês.

– Where, where did you find the locket? Inquiria ela sem se dar conta da língua em que falava e do rebuliço que estava a causar.

– Alexander, the man I loved…and the killer…

 

José Augusto, que entretanto acordara, perguntou o que se passava. Eduardo apontou para o medalhão e de repente, viu-o lívido, balbuciar … Alexander?

– Também conhece o homem? ripostou Cosme.

–  Alexander, o assassino, murmurou.

–  Assassino de quem? perguntaram os outros em uníssono.

–  É uma longa história que só a Valeriya pode contar.

–  Quem?!

 

(Este é o oitavo capítulo do nosso ‘cadáver esquisito’, explicado aqui. A próxima mão a embalar o cadáver é da Ivone Costa.)

 

(Esta é a saga que será o próximo best seller da escrita a várias mãos!)

16 comentários em “Cadáver esquisito (8)”

    1. Ó Isabelinha mina querida esta história da Vivelinda começa em minha casa, dado que a empregada doméstica ao meu serviço tem esse abençoado nome. Os “delituosos”, pérfidos, resolveram gozar-me e baptizar a protagonista com o dito!

  1. O pianista? A culpa é sempre do pianista! Muito bom Helena, parabéns, e ainda bem que a Stella sobreviveu, mesmo sem os tais orgasmos:) Mas o que faz ela com o Eduardo? Beijos

  2. Bravo, Helena! Quero ver como a Ivone vai descalçar esta bota… ou será que vai antes calçar mais uma à história, para complicar ainda mais? É menina para isso, e até para encher a aldeia de deuses do Olimpo…

    Um dia temos de contar à “tua” Vivelinda esta sua gloriosa saída do anonimato! 🙂

  3. Helena, tento se escavou que algo se achou!
    Ivone, sai uma água com açúcar para a Vivelinda e outra para o professor José Augusto: estamos em ponto de caramelo para saber do pianista, ou do incêndio, ou do medalhão – qualquer coisinha!

  4. Será que o sr. procurador geral da república e sua partner arquivista … já têm conhecimento deste depravado trama?

    Cuidado com as escutas!

    1. A dada altura todos os envolvidos na trama entram em transe abesbilicos pela revelação da Vivelinda sobre a origem do seu nome…

      Na hora do parto durante o periodo expulsivo é necessário levar a parturiente para o hospital para a criança ser tirada a ferros”forceps” o pai temendo a criança e a mãe em risco grita desesperado Vive Linda. A mãe apreensiva por uma criança pouco saudável no ambito da beleza exclama vive linda e assim nasceu a Vivelinda, que nem duvidamos que o é de qualquer forma…

      Isabel Seixas

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *