1. UM LIVRO, 2. CA…… SARKIS G……..N, 3. OLHOS, 4. ESCAVAR, 5. IN VINO VERITAS, 6. TO THE LEFT, AS PERNAS DE STELLA
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O MEDALHÃO
Eduardo não pregou olho, atento ao relógio de ponteiros brilhantes e ao trinco da porta da rua, ruído que conhecia bem por motivos que não vêm agora para o caso.
À hora que se arrependia de não ter ido também aos Freixos, desesperava João com as instruções amorosas da bifa – to the left, to the left – e pela tardança que se fazia para as escavações das ruínas, donde lhe chegava agora um gemido de vem, vem, vem, a que, num salto, decidiu acudir; ao sinal luminoso da torre juntava-se o sonoro.
– Sorry, tenho de ir.
– What the fuck? – queixou-se Stella.
Por isso, quando ouviu o trinco, e logo a seguir outro, Eduardo saiu para o corredor e entrou sem bater no quarto de João, que obviamente não o esperava às 4 da manhã:
– FO-FO-DA-SE, PÁ! – soltou o recém-chegado.
– Shuuuuuu! Caaalma!
Valeu aos dois que o interesse de Eduardo em saber como tinham corrido as pazadas correspondia à ânsia de João em mostrar o espólio da noitada; há dias que era só torrões, uma chatice. Até tinham encontrado um clip.
– Olha – convidou, num tom de tensa expectativa, o cavador.
Despejando os bolsos tirou uma moeda de 5 escudos, uma chave ferrugenta, talvez de um cofre, e um medalhão de São Rafael Arcanjo, patrono dos cegos, dos viajantes e dos encontros felizes, que aberto nas costas mostrava um retrato desfigurado pela humidade.
– Tenho de mostrar isto a Vivelinda – disse João.
Tarde. À porta, acordada pelos pequenos ruídos e sussurros que as noites aumentam, a criada, desgrenhada e de camisa de noite, com os olhos esbugalhados postos no medalhão, levou a mão ao peito, deu um grito que arrepiou o solar e caiu como um saco.
(Este é o sétimo capítulo do nosso ‘cadáver esquisito’, explicado aqui. A próxima mão a embalar o cadáver é da Helena Sacadura Cabral.)


Ai, Fernando, a minha vida! Aproxima-se a minha semana e agora aparece este medalhão a que não que destino dar. Vamos ver o que a Helena resolve, entretanto.
Este medalhão e a reacção da Vivelinda bem aproveitados podem ajudar-vos muito… Acredita. Agora ao menos há uma luz ao fundo do poço, eheheheheh. Créditoooooos!!
Pois claro, um cadáver que se preze tem de ter sempre um medalhão misterioso! Muito bem, Fernando. E agora sempre quero ver como a Helena vai acordar a Vivelinda… 🙂
… hummm. O medalhão pode não ser do cadáver… Quanto à Helena preferia estar na pele dela do que na da Teresa…
Já está escrito a aguardar publicação… que eu sou cumpridora!
Assim de um fôlego? E temos que esperar sete dias?
Ó Fernando eu faço quase tudo num fôlego…
Mas como se aproxima a Páscoa, resolvi pegar no teu texto e arranjar uma complicaçãozinha à Ivone.
Hesitei entre o indecoroso e o misterioso. Mas depois lembrei-me que mãe de políticos tem alguns espartilhos em canal aberto como é o DO. E fui para o misterioso. Vais-te rir porque criei uma encrenca!
Há gente para tudo como vês…e medalhões dão panos para mangas, ó se dão!
Uma decisão acertada, Helena, pelo misterioso. Pior para mim, que vou roer as unhas até ao fim-de-semana.
Muito bom! Parabéns!
Thanks. Fiquei só com um pouco de pena da Stella, mas penso que o João voltará.
Não te rales com a Stella, talvez ela tenha formas misteriosas de regressar, nunca se sabe. Beijo