Depois da Moody’s, surgem agora a Fitch e a chinesa Dagong a qualificar Portugal como lixo. Já nem os chineses conseguem acreditar na política deste governo. A razão invocada é óbvia: o próprio Governo reconhece que estas medidas vão provocar uma recessão profunda. Em consequência, sem crescimento Portugal não vai ter meios para pagar os empréstimos que contraiu. Mas parece que o Governo está convencido das virtudes do empobrecimento, pelo que insiste neste “ajustamento social”. Vão ver como estará Portugal em 2013. Aí o lixo já deve ser tóxico.
Cada vez mais lixo.
Luís Menezes Leitão,

Oh Menezes Leitão,
Tem a certeza que a greve será a melhor forma de ajudar ao “crescimento”?
Fazer como a avestruz, metendo a cabeça na areia e prosseguindo com investimentos e gastos, como se fossemos todos crianças irresponsáveis e inimputáveis, é o melhor caminho para nos transformarmos no lixo tóxico de que fala.
Qualquer pessoa mínimamente responsável percebe que tem de haver sacrifícios, contenção, reestruturação, um passo atrás enfim, para um dia termos uma base sólida, ainda que pobresinha, para podermos voltar a crescer.
Mas mais irresponsável do que fechar os olhos e ignorar a situação, o que certa esquerda faz com algum empenho e muita “lata”, é achar que podemos fazer contenção e crescimento ao mesmo tempo. Só a politiqueirice barata e demagógica pode defender uma impossibilidade económica várias vezes provada. A mania de inventarmos soluções únicas, levou-nos demasiadas vezes ao beco sem saída.
Caro Menezes é esta a sua solução e como se vê, é má! Muito má. Não somos cobaias, não devemos ser. Façamos uma coisa bem feita de cada vez. Primeiro contanção, empobrecimento, reestruturação. Depois quando pudermos e se pudermos, o tal crescimento.
Cumprimentos,
Honestamente, já ninguém liga aos ratings, Luís. Andam há muito a reboque dos mercados. Já não é notícia. Nem era quando lá estava o Governo anterior.
Por outras palavras, a Moody’s já deixou de ser “Modis”…
Como dizia o outro, “olhe que não, olhe que não”. Aliás, o prof. Cavaco até garantia a credibilidade externa se fosse reeleito. Tem-se visto.
Os ratings das 3 grandes agências ocidentais não são credíveis e andam a reboque dos mercados. Concordo.
Já os ratings da Dagong, parecem-me credíveis.
Um pequeno apontamento: a notação atribuída hoje pela agência chinesa corresponde a 2 patamares acima de nível de investimento especulativo (vulgo, lixo), ou seja investimento de qualidade «médio-baixo». Por outro lado, a Fitch, francesa, aproveitou para desviar as atenções do seu grande país…O relatório que acompanha a descida de rating, mas parece um para justificar a manutenção ou subida de rating..
Enfim..
Os activos tóxicos estão cada vez mais dispersos. E têm nome. Alguns andam lá por fora, a reciclar-se. Outros estão presos, a ver se se esquecem deles. E alguns outros chegaram entretanto ao poder. Estes últimos estão a ver se conseguem desmantelar o pouco que ainda estava de pé. Depois, quando os indicadores melhorarem, o que não será difícil em batendo no fundo (porque a partir daí será sempre mais fácil subir), voltarão aos seus negócios. Como sempre.
Deve ser a gozar. Então o rating melhoraria criando mais dívida? hahaha!
A recessão foi na última década. 10% de Dívida 1% de crescimento.
Agora é só a execução.
É evidente que se não se produz riqueza para o dinheiro da dívida tem de haver finalmente a execução da recessão.
A recessão que é necessária pois o dinheiro tem de equivaler à produção.
Mas este Governo não está a fazer muito para acabar com a gordura da dívida. Está manter todos os incentivos socialistas: impostos altos, poder total do estado sobre a economia, destruição de economia livre, protecção da economia política. Isso sim é o problema. Portugal não está a mudar e parece não querer mudar. Ou seja o problema vai-se repetir.
Eu nos julgamentos da Fitch não acredito. Mas se a Dagong diz, acredito. Os chineses não brincam em serviço.
Tudo tem uma razão de ser e uma origem. Ninguém pode ficar surpreendido com o aparecimento desta “Dagong”.
Isto é resultado da campanha que Paulo Futre fêz por Dias Ferreira, quando se candidatou a presidente do Sporting.
O homem tanto pediu um 20º jogador chinês, que ele acabou por aparecer.
Só que, como se deixou passar muito tempo… este já não vai trazer charter’s… 400/500 chineses por dia a visitar museus, a dormir no Sheraton e a esvaziar o Alegro…
Tivessem aberto os olhos!