Manuel Prieto, combinando com seu tio uma saída no dia seguinte, disse-lhe não saber o que era um farnel. O tio explicou-lhe que era aquilo que os pastores enrolavam num pano e penduravam num cajado para levarem para o campo. Manuel Prieto não sabia o que era um cajado. Por fim, depois de muita reviravolta vocabulística, lá exclamou: ah é um lanche.
Cá Por Casa
tralhasdavida,

Mudam-se os tempos eheheh
Antigamente a imagem do viajante/ passeante era quase sempre a de alguém com uma trouxa de pano amarrada na ponta de um pau que levava ao ombro.
Lembro-me de imensas gravuras em livros e até comics de jornais e revistas… 🙂 🙂
Seja bem reaparecida!
Parece que já estou a ouvir o Manuel a perguntar ao tio por que razão o pastor evangélico que viu na televisão não usa cajado e farnel!
Confesso que me rala a falta de vocabulário destes meus filhos.
Talvez fazer como o Pedro faz com os livros e afixar no frigorífico:
“Uma palavra nova por dia” e à noite a criançada deverá saber o significado dessa palavra.
Se calhar é uma ideia parva, mas foi o que me ocorreu. E até pode ser divertido…
🙂 Antonieta
Noto que o vocabulário tem mudado, mesmo em desenhos animados. Não sei se os do meu tempo eram propositadamente ricos, ou se os tempos eram mesmo outros e não se usavam só termos simples e infantis. Lembro-me de ver numa série uma “Máquina dos paradeiros”, que servia claro, para saber onde estavam objectos e pessoas. Só mais tarde relacionei, naturalmente, mas o contacto com a palavra estava feito há muito tempo. Farnel está perto de paradeiro no que toca à frequência com que é usado 🙂