Bye-bye


jmmcc,

Finalmente, tal como aqui previmos desde sempre. Adeus, TGV. Falta agora fechar a RAVE, que nunca devia ter existido e já comeu a sopa de muitos pobres. Só é pena ainda termos de pagar a teimosia estúpida de quem quis a todo o custo avançar com o que devia estar suspenso há muito e não se importou de assumir compromissos contratuais que estava na cara jamais ser capaz de cumprir. Pudera, não é? Ninguém lhes cobra responsabilidades e não lhes sai dos bolsos.

Já agora, era interessante — muito interessante mesmo — saber quanto custaram os novos projectos, as alterações e as encenações inventadas por este governo demissionário. Mas saber em números reais, que as troca-tintas do ainda ministro Mendonça já foram antes desmacaradas (lembram-se?) no que respeita a preços. Por muito menos, num país realmente civilizado, o ainda ministro que achou que todos nós tínhamos bitola estreita já estaria a entrar pela madeira dentro.

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14 comentários em “Bye-bye”

  1. Nem mais, João! E o povo vai esquecer isto tudo? Será possível que 35 anos depois o voto seja assim tão pouco esclarecido (ou menos…)?
    Se isto fosse uma democracia verdadeira, essas contas estavam feitas, publicadas e explicadas – está bem que sujeitas ao contraditório possível, mas eram conhecidas! Chama-se a isso um nome intraduzível conhecido por “accountability”. O que nós regredimos!!!

  2. Entre os que a história regista e outros que ingrata esquecerá é obrigatório que a RTP traga á fala (agora) quem contra ventos e marés ousou ter razão antes de tempo. Como Manuela Ferreira Leite e Medina Carreira (se bem me lembro), em serviço mínimo obrigatório. Vamos lá cambada!

  3. Começa a ser hora desta gente ser chamada a responsabilidades, detida e pagar os desvarios. Se eu prejudicar o meu patrão, acha que me perdoam, tipo tadinha, tão boa rapariza, afinal o que são mais mil menos mil? Enganou-se, coitada?

  4. Isto, na verdade, é um tema que me mete muita «Rave» e só de pensarmos nos milhões que toda esta brincadeira nos custou sem que tivesse sido posto um metro de linha no terreno, é de bradar aos céus. A verdade, porém, é que (finalmente!!) parece que a inevitabilidade acabou por se impôr num lugar onde o bom senso nunca quis aparecer e talvez este tenha sido o preço que tivemos de pagar para pôr toda esta «cambada» a ir para casa. Em alta velocidade, está claro!

  5. Pois é. Mas algum partido da oposição vai ter a iniciativa de o fazer? O Presidente? o PGR?
    Obviamente que não.

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