
Será a nossa índole lusitana que nos torna brandos, serenos, ou até mesmo frouxos?
Somos contestatários por natureza, mas o nosso espírito combativo foi-se dissipando suavemente através de décadas de vida tranquila e anafada e temperatura amena.
Pode efectivamente a pena ser mais poderosa do que a espada, mas os cartazes e palavras de ordem da nossa discórdia, projectados nas muitas manifestações ruidosas e infrutíferas, foram apenas fogo de vista, dejectados e votados ao esquecimento em poucos dias, por mais acesa que tenha sido a controvérsia gerada.
Um José Júlio da Costa, hoje em dia, limitar-se-ia a sair para a rua sem máscara. Perdeu-se aquele fogo que consome as entranhas, a raiva que arma o braço, a fúria que prime o gatilho. Perdeu-se bem. Dirigimos os sons e as fúrias noutros sentidos, mais ineficazes mas muitíssimo mais ruidosos. Somos pacíficos. Demais, talvez.
Com uma eleição presidencial quase à porta, debruçamo-nos sobre o assunto com o característico encolher de ombros de quem acha que já sabe o resultado e se está nas tintas para ele. Vamos, como temos ido, ao sabor da maré. Reclamações virão posteriormente. E muitas. Nisso somos excelentes, somos mestres.
Mas claro, somos portugueses, simpáticos e afáveis.
Portugal não é the land of the free and the home of the brave, paraíso das amplas liberdades daqueles que nada temem.
Imagem retirada do Google

Se o pastor de ovelhas do reclame do tou xhim, mudou de sexo, o que é podemos esperar, de um Portugal cada vez mais larilas e fufoíde, onde imperam as forças do desbaste da masculinidade.
Homens isso é passado, as coutadas de garanhões do macho latino estão praticamente extintas.
Daí a nossa cultura futurista de acatados!
José Rita
Se o chefe máximo da nação tem medo de um simples vírus o que é que podemos esperar dos seus súbditos?
Acho que devíamos mudar o hino…
– As armas e os barões abichanados…
O jornalismo Marxista passou os últimos meses a dizer-nos que eram “protestos” e não vandalismo e violência política. Ainda nos dizem que o partido que apoia isto é centrista e na nóvel palavra da narrativa “decente”. Estranho.
Ainda mais estranho nada disto acontecia com as manifestações do Tea Party. apesar da mesma monocultura jornalista nos dizer que eram “extremistas”.
lucklucky
USA “Land of the Free”? Fora os que estão na prisão, nesse país com a maior percentagem de presos do mundo, são 655 por 100.000 habitantes (0,65%) enquanto que em Portugal temos apenas 125. Por coincidência somos o 125º país / território de uma lista de 223, embora a maior parte dos europeus tenha uma percentagem de população presa inferior à nossa: https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_co untries_by_incarceration_rate
Apesar de nalgumas ocasiões eu achar que devíamos ser mais exigentes e mostrar aos nossos governantes,sejam estes,ou os que vieram,não posso concordar com o que se está a passar na América. Armas que esgotaram,lojas entaipadas e por aí fora, só porque pode ganhar quem não gostamos!!??E depois chamam ditadores aos outros…
Os polícias do mundo nem a si próprios se conseguem controlar.
É um fenômeno curioso: o país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.
Somos, socialmente, uma coletividade pacífica de revoltados.
Miguel Torga
O Dr. Adolfo era um grande conhecedor das massas.
«(…) o país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto»
Sobre o assunto até recomendo um artigo que li recentemente no Público, com o título de «A alimentação é o que mais pesa na pegada ecológica de Portugal»
Sim, os dados estatísticos até não são muitos actuais mas só os que acreditam em milagres (do tipo que o “bicharoco” é uma invenção para os governos socialistas de todo o mundo nos subjugarem aos “globalistas” – inclua quem quiser na sua suposta longa lista) é que acreditam que eles até se alteraram desde então…
Claro, enquanto abrem a boca, é sabido que fecham os ouvidos e até arreganham todas as suas muitas cavidades aos restantes convivas das suas orgias alimentícias – é um sinal daquela notória obsessão tuga de “morrer com a barriga cheia”.
Morra Marta, mas morra farta?
Maria Dulce Fernandes, eu só fui o mensageiro…
Sobre qualquer comentário a propósito do que eu fiz, e que termine como uma pergunta, neste caso, pouco até mais posso adiantar mas se o que V. quis dizer, na afirmativa (ou seja, antes de ter colocado o maldito “?”), com o seu «Morra Marta, mas morra farta» é o mesmo que o povo diz com «“morrer com a barriga cheia”», acho que sim…
Não vivo nem para aí mas do que vou lendo pelo que se passa para aí… apenas vou descobrindo o quanto os europeus confirmam o que eu sempre pensei deles: parecem baratas tontas depois de uma baforada de pesticida.
Claro, até me manifesto preocupado porque, como mais não seja, tenho aí um filho e uma sobrinha: o resto da minha família até vive subjugada sob ditaduras orientais, em parcelas do mundo onde até nem há casos do “bicharoco”.
Confesso que fiquei surpreendido com o seu “post” por ter convocado o “terrorista” (que a minha bisavó, eternamente grata ao “salvador da nação”, até apenas o trataria como apenas um daqueles «anarquistas bombistas» que faziam a vida diária dos seus contemporâneos numa suposta verdadeira miséria) José Júlio da Costa, para uma baila de que, e agora é a minha vez de o julgar, ele até nem estaria minimamente interessado em alinhar: «hoje em dia, limitar-se-ia a sair para a rua sem máscara»… é que tudo nele, cara Maria Dulce Fernandes, indica que o gajo era um daqueles “esquerdolas” picuinhas que, hoje e aqui neste blogue, são chamados de “politicamente correctos”, “marxistas culturais”, etc, e que, perante o “bicharoco” que ultimamente tem levado, diariamente, milhares de nossos conterrâneos aos hospitais públicos, ele até estaria de máscara a negociar, como então fez, em nome de quaisquer grevistas com os representantes do governo…
PS. Espero que não tenha levado a mal o ter mencionado o seu “Zézinho da máscara” como um terrorista… falava pela minha bisavózinha e depois como é sabido, ele, perante os cânones retóricos aqui do DO, antes de limpar o sebo ao “militante honorário póstumo” do Chega, Sidónio Pais, até nem berrou “allahu akbar”, para já está esquecida essa questão: melhores dias até virão em que gajos como ele, não deixarão de ser considerados como terroristas… a bem da Nação.
Não o sabia tão conhecedor das afinidades do pré-bloquista Zezinho, mas uma coisa lhe garanto, António Vaz, em vivendo nesta nossa época , o dito cujo seria seguramente da esquerda caviar e não havia de querer ir para o 25 de Abril mascarado.
Lá está, e já que estamos numa onda de confissões, também eu não a sabia «tão conhecedor(a) das afinidades do pré-bloquista Zezinho» porque, para além do que isso possa significar: 1. julguei-o enterrado; 2. e até nunca o considerei como uma figura assim tão para o “POP”; 3. muito menos até ao ponto de me surpreender com a sua «garantia» de que ele «em vivendo nesta nossa época ,(…) seria seguramente da esquerda caviar e não havia de querer ir para o 25 de Abril mascarado.»….
Claro, sobre este meu último ponto até poderia um construir um comentário mais volumoso do que o seu “post”… mas fico-me apenas por lhe perguntar onde é que descobriu que ele, por que, segundo V., «seria seguramente da esquerda caviar» – e eu nem prtendo ir por aí… – «não havia de querer ir para o 25 de Abril mascarado»?
Conhece alguém da suposta «esquerda caviar» que se manifestou contra «ir para o 25 de Abril mascarado»?
A pergunta é inocente porque, de facto, até desconheço um desses possíveis quaisquer casos…