BPN – Banco Pagamos Nós


Rui Rocha,

O Governo tem andado a injectar. E prepara-se para mais umas injecções intra-venenosas. No esqueleto do BPN. Ainda não se sabe bem em que termos. Mas, é certo que mais uma vez os contribuintes vão pagá-las. Gastar mais dinheiro com este doente salvaguarda, a prazo, o interesse de 1.800 trabalhadores. E evita ao Governo o embaraço de admitir (mais) uma decisão errada. Do outro lado, estão alguns milhões de contribuintes que, enquanto tiverem rendimentos, ainda continuarão a pagar impostos. Já não deve ser por muito tempo. Este é um daqueles casos em que uma alma caridosa deveria abreviar o sofrimento dos mártires da execução fiscal. Liquidando o Banco e assegurando a protecção dos trabalhadores o melhor que for possivel, nos termos previstos para este tipo de casos. Como está a acontecer a tantos outros. Quanto ao prestígio do Governo, que se lixe. Não se protege o que não existe. Está presente mais algum interesse atendível?

95 comentários em “BPN – Banco Pagamos Nós”

  1. Rui,
    Numa tasca do bairro Alto em Lisboa num torneio de bisca lambida, ouvia quem passava (era o meu caso) que pode haver, pelo menos, mais dois interesses atendíveis:
    1) o salário dos senhores administradores que são, simultaneamente, da CGD e do BPN e “abicham” dos dois lados – devem ser os tais elevados indícies de produtividade e que deveríamos todos imitar;
    2) utilizar o BPN para esconder lá algumas “imparidades” da CGD de modo a pode aparentar que está saudável e robusta.

    1. 1) abichar parece-me uma bela descrição do primeiro interesse em questão.
      2) quanto ao segundo, não sei quanto poderão valer tais imparidades, mas sustentar um poço sem fundo deve ser infinitamente mais caro. Outra coisa que me preocupa a esse nível é a competência de quem está a gerir o risco que uma operação desssas envolve… Queira Deus que…

  2. Quando é que o governo explica de uma vez por todas o que o levou a meter 5000 milhões de euros dos contribuintes num banco falido?
    Dizer que havia risco sistemico não vale, porque hoje todos sabemos que isso não era e não é verdade.
    Para além de ter servido de arma de arremesso contra o PSD e o Presidente da Republica, que interesses quiz e ainda quer o PS e o governo proteger, para não fechar o banco rapidamente?

    1. O único risco sistémico que existe é o de os contribuintes terem que suportar mais este fardo. E como o burro já não anda folgado… O pior é que ninguém é chamado a prestar contas.

  3. O governo português leva à letra aquele ensinamento de Peter Drucker que diz que o objectivo principal de uma empresa não é o lucro.
    Mas fica-se por aí, porque alguém deve ter rasgado o resto da página onde está escrito que o objectivo primário é servir a sociedade (o que é isso?) aproveitando uma lacuna do mercado (o horror! o horror!), sendo o lucro um teste à sua validade.

  4. são tão belas (pertinentes, quero dizer) as interrogaçoes de alguns, e primeiramente a do rui, que comparo o BPN ao metro do porto: agora é impossível pará-lo. Mas enquanto o bpn é um acidente, o metro do porto foi um proposito como tal nascido e criado.

      1. Como é que é possível dizer que o BPN não tem clientes????

        Então o que são aqueles senhores que insistem em manter o banco a funcionar????

        São esses os clientes do BPN, e estão a utilizar o banco para lavar os milhões que roubam aos Portugueses.

  5. É inacreditável. Andaram às voltas e mais voltas para saberem onde ir buscar os 500 000 000 que lhes custou o apoio do PSD//orçamento, e agora num ápice encontram os mesmos 500 000 000 para tentar tapar um poço sem fundo!

  6. É fácil , É barato, e dá milhões à corja que todos conhecemos. Não há um do PS, do PSD, do CDS, do PC, do BE que não tenha lucrado com isto. Até o candidato Cavaco Silva de lás comeu.
    Tretas para quê – o povo, que é estúpido (atestado passado pela Assembleia da República) paga.
    O pobre fica mais pobre, o rico fica mais rico!!!!!
    O Madoff já foi julgado e sentenciado à mais de 1 ano.
    Os aldrabões do BPN com a bênção do governo e da justiça continuam a viver por conta do pobre. Para não se maçarem até vão viver para Cabo Verde.
    Tudo isto é muito porco! Por menos mataram D. Carlos.
    Viva a Carbonária!!!!! Quando limpam o sarampo a toda esta corja que nos chula???????

    1. de que falamos, exactamente, quanto referimos Madoff ??? Onde posso encontrar na forma tão concreta quanto sucinta, genero para totos, o que aconteceu ao dito cujo, porquê e quem lhe fez a cama ? Que foi condenado, todos o sabemos. O que correu mal, porque correu mal, tao mal que um poderoso (se o era realmente, ou nao passava de um gerente ?) não conseguiu, nem legalmente, livrar-se ???

  7. Caros, isto para mim são optimas noticias.
    Eu tenho uma empresa com 50 trabalhadores.
    Ora .. se 500 milhões para 1800 trabalhadores … vejamos … eu gostaria de ter no Natal 13,9 Milhões p.f.

    Pode ser cheque, transferencia ou o que quiserem senhores do Governo.

    ISTO É RIDICULO !
    Fechem o maldito banco e acabem com isto.
    é mais barato assumir as indemnizações, Subsídios de Desemprego e ausência de IRS’s destes 1800.
    O Banco em prejuízo já não pagava impostos e não … por isso .. por favor !!

  8. Que desilusão de País…e de politicos!Estamos mesmo dominados por corruptos sem vergonha …Isto é um escândalo fase à crise instalada por esse Pais fora…mas também ninguem faz nada ?
    Lamento, mas a democracia que eu vi nascer não tinha estes valores…!
    Parabéns ao Rui Rocha pela escrita!
    Fer

  9. Para quem ainda tem dúvidas… os Colarinhos Brancos e os botões de punho dos Senhores do PSD têm de ser pagos de alguma forma. Os sucessivos ex-ministros de Cavaco Silva que lá encontraram pouso dourado é que deviam pagar estes milhões porque esses milhões estão nas suas contas em paraísos fiscais.

  10. Dos comentários que li, fiquei com a sensação de que são na maioria apoiantes do PSD.
    Seria bom lembrar os clientes importantes do BPN, o actual PR, e sua família (dividendos fabulosos, que outros não tiveram com as mesmas acções mas devido a informação privilegiada) Dias Loureiro, etc… nessa altura o Banco já tinha problemas e muitos dos doutos advogados sabiam e não me lembro de ter havido comentários.
    Quanto aos trabalhadores, tem havido despedimentos, por caducidade de contratos que já iam no 3º ano e depois chamam os filhos dos amigos apenas e curiosamente os empregados continuam a tentar manter o Banco contra esta maré tão desejada por alguns deste site.

    1. Ana, o ambiente geral é, neste momento, de animosidade contra o Governo. Todavia, tem toda a razão em sublinhar a necessidade de apurar todas as responsabilidades envolvidas. O que refere quanto à gestão dos contratos de trabalho só dá razão às críticas. O esforço dos trabalhadores que cita é louvável. A questão é a da viabilidade do negócio. E isso só parece ser possível à custa do contribuinte.

  11. Já estou saturado desta democraciazinha em que nos licham e nós a vermos. O primeiro ministrozinho e o o ministrozinho das finanças só por causa da politica que têm utilizado no caso bpn deveríam ser PENDURADOS os dois no TERREIRO DO PAÇO até secarem. E por muitas porcarias do género que têm feito.

    1. Como estamos em democracia, anónimo, proponho que substituamos a sua solução por eleições e por uma investigação séria das responsabilidades. Quanto à indignação, partilho-a inteiramente.

  12. nos EUA, o sr teixeira dos santos e o sr. constancio, há muito que fariam companhia ao sr madoff, aqui serão agraciados com algum lugar milionario nalguma empresa pública! apetece dizer uma daquelas palavras feias…

  13. Quim – Caldas

    Mais valia ter deixado cair o banco depois de roubado agora vamos pagar esses milhões que eles roubaram e que eu não vejo a justiça a funcionar. Que desgraça a nossa em ter um governo assim.

  14. Este é o país da vergonha. O país dos oportunistas, dos arranjistas, dos maltrapilhos de gravata, dos gatunos!
    Tudo o que enterrem nos bancos falidos vai direito para os bolsos dos que os levaram á falência.
    Temos um país de mentirosos e um governo de imbecis.
    Porém , somos em simultaneo um país de nados mortos. Autênticos albardados do Bordalo Pinheiro.
    Nem um coice sabem dar, como dizia Guerra Junqueiro!!! Essa, será a nossa maior tragédia!

    1. Tocou num ponto muito importante, Rafael. A falta de exigência de todos nós relativamente ao exercício do poder. E isso tira muita qualidade à democracia, não é?

      1. Acho que sim, a nossa democracia é de fachada ou de improviso, como tudo o que temos feito ao longo da história. Nem há exigência nem um projecto comum, duvido que alguma vez tenha havido.
        Há muito caminho para andar até chegarmos a um ponto de reconhecimento colectivo e de equilibrio entre a nossa comunidade de portugueses.
        Se não se alcançar esse ponto, para que existimos enquanto projecto se não existimos como todo?Para justificar alguns? Para legitimar elites suseranas?
        Não há coerência nem honestidade, enquanto seres humanos, para vegetar neste vazio. Não nos justificamos a nós próprios perante o mundo.

  15. Afinal, temos os nossos problemas e mais um, que é igual ao da Irlanda. Há-de vir o FMI. Tem que vir e acabou-se. Cada um por si. Fuga aos impostos, passa a ser o pão para a boca. Tem que ser e acabou-se. Pagar impostos ao estado? Para quê? Para injectarem dinheiro em mortos? Dar o dinheiro para o governo e ele, desgoverno-o? Não. ( Cada um por si. Fuga aos impostos passa a ser o pão para a boca. Tem que ser e acabou-se. É o refrão da música desta vida )

    1. Mais um ponto de reflexão muito oportuno, Aflitinho: o da legitimidade para gerir o dinheiro dos contribuintes de quem só tem demonstrado incompetência… A fuga aos impostos é ilícita e não a defendo. Mas, a incompetência devia pagar imposto.

  16. Isto acontece precisamente porque deve haver ainda alguns viagaristas ligados ao (des)Governo que ainda lá têm algum daquele que nos foi R…..o, e então tenta-se sacar de qualquer meio, e nós que estamos cá sempre para aquilo que não presta, temos que alimentar toda esta SEITA de CORRUPTOS e VIGARISTAS, Maldita DEMOCRACIA que estes INTRUJAS implantaram no n/querido PAIS. Estamos entregues a um POLVO C/um numero de tentáculos que nunca mais nos vimos livres deles.

    1. O ponto é, caro anónimo, que na falta de transparência e de rigor na informação e na gestão, acabamos a pôr todas as hipóteses. E isso degrada a democracia.

      1. depois de ler tantos comentarios onde muitos problemas do nosso “triste” pais são levantados, só tenho vontade de hibernar e ver se la para a primavera ou verão isto esta melhor… mas isso seria a politica da avestruz… nas proximas eleições nenhum portugues deveria votar, eu não vou certamente, como ha sempre alguem ligado ao tacho a minha proposta cai por terra… e que tal outra revolução e limpar por cima quem nos rege tão mal que so a eles da proveito ? ate tenho nauseas de tantas mentiras ditas por eles, fazer o que? como dizia um nosso comentador o polvo e tão grande como nos safemos? isto e so um desabafo porque havia muitas mais horas de conversa… boas festas a todos e saude.

  17. Cantona é que tem razão…
    A melhor forma de protesto é por retirar o dinheiro do bancos.
    Claro que ele deu o mote, mas não se mexeu, no entanto é uma alternativa viavel…
    Eu já comprei um colchão novo, só espero que ninguém me deite fogo ao palheiro…

    1. Pois é, JG. O Cantona também não ficou muito bem na fotografia. O mal destas situações é que abalam toda a credibiliade e a confiança. Ficamos sem saber bem o que fazer, não é? Entretanto, veja lá, não fume na cama.

      1. Em minha casa todos poupamos no tabaco, por isso não há perigo de sermos nós a incendiar o ninho…
        Quanto ao Cantona, ficou tão mal nesta foto, como em tantas outras anteriormente.
        Esteve tão mal como está o Governo neste caso BPN e em tantos outros.
        vAcho que o ideal seria o Bin Laden largar umas ameixas no BPN!Pelo menos assim haveriam motivos para investir; a reconstrução…
        Mas parece que estamos fecundados, até porque somos sempre nós a pagar e os ratos do barco BPN desta vez serão os últimos a ir de esgueiro com “boias salva vidas” e a pança cheia…

          1. São muitos anos a virar frangos…
            Eh eh eh
            Essa táctica de achar em quem colocar as culpas é milenar…
            E os nossos politicos assumem o seu uso na perfeição!
            O último que feche a porta…

  18. Trespassa por todos os comentários o sentimento de desilusão de desencanto com os responsáveis políticos tenham eles responsabilidades governativas ou estejam na oposição, mas acima de tudo é evidente o sentimento de impotência; que fazer? Culpam-se os politicos e a Democracia como sistema politico representativo, mas creio que existe uma omissão em todos os comentários.É que a par de politicos irresponsáveis, insensíveis e incompetentes , pelo menos na óptica do desempenho de funções públicas e de dedicação à causa pública, temos também um corpo eleitoral incompetente, que decide o seu voto em função das mais variadas razões , a maioria nem as terá ( pelas últimas sondagens verifica-se que muitos votam como que por inércia), e esse eleitorado é incapaz de pensar global , isto é , em termos de país.
    Que fazer num quadro democrático? Pouco ou quase nada, pois a soberania reside no povo e este está acometido de indolência intelectual e de inércia eleitoral. Se por um lado o governo é o que é, as oposições são o que são, incapazes de se credibilizarem perante esse mesmo eleitorado de modo a se poderem constituir uma alternativa. Está a abrir-se um espaço com o avolumar do desencanto e da angústia para o surgimento de organizações com base na sociedade civil, as quais nascem como a necessidade de dar uma resposta política, ao que os partidos já não conseguem dar. O s cidadãos têm de se começar a organizar em movimentos de opinião à margem dos partidos, pois estes estão esgotados em si mesmos, nos seus interesses pessoais e enquanto grupo.

      1. Dói a todos, não é.!? Claro! São muito sensatas as suas observações, e as de muitas outras pessoas que aqui se manifestam quanto à necessidade (absoluta e óbvia, também para mim, que fique claro) de resolver estes problemas através dos mecanismos próprios das sociedades dos estados de direito democráticos: eleições, tribunais, etc…
        Mas, que fazer quando todos os mecanismos são controlados pelos mesmos detentores de todos os poderes, quando se “qualificam” as pessoas com base na ignorância, como poderemos e quando poderemos ter cidadãos preparados, com sentido crítico, capazes de decidirem o que é melhor para a coisa pública? Que fazer quando há organizações não políticas que, sem se submeterem a eleições, dominam o espectro político e administrativo do país? Que fazer quando ninguém pode garantir a independência dos tribunais e do Ministério Público?
        Estaremos bloqueados, num beco sem saída?
        As organizações da sociedade civil, fora dos esgotados partidos, mas muito bem organizados na gestão dos interesses privados dos seu membros, terão capacidade para acabar com o bloqueio?
        Ou será que este é, mesmo, um país inviável?

      2. Em relaçao aos comentários sobre o BPN concordo de uma forma geral com o que foi dito.A posição do Sr. António Vieira para mim é a mais adequada à situação que o País atravessa, pois esta classe politica não serve os interesses da Nação, existe para se servir a ela própria. Democracia não é isto. Os responsáveis pela situação do BPN e do BdP teriam que ser chamados a pagar o que o (des)governo obriga o Estado a fazer. Afinal eles que administraram e levaram o banco à ruína têm bens, que pelo que se saiba continuam intactos e a Justiça nada faz para chamar à responsalidade esses srs.
        Quando o Sr. António Vieira sugere que a Sociedade Civil tem que ocupar o lugar que por direito lhe pertence, concordo em absoluto. De que forma è a questão que se põe, pois os 240 e tal lugares do Parlamento estão ocupados pelos fantoches dos partidos.
        Ou será que sugere que a sociedade os tire de lá à paulada? Por mim concordo.

        1. Rui, a revolta que todos vamos sentindo não pode desembocar num beco sem saída. A solução, que eu também não consigo concretizar, passará sempre por uma maior intevenção de cidadania. A violência seria perder a razão. Mas, entendo a sua imagem como uma hipérbole que traduz o nosso estado de espírito.

  19. Existem os interesses dos Cavaquistas q andaram a delapidar o BPN:Dias Loureiro q anda a curtir em Cabo Verde os valores arrecadados, o Arlindo de Carvalho, Ministro da Saúde do tempo do Cavaco, o Oliveira e Costa e sua familía, e outros PSDs menores mas q souberam governar-se ´agrande e á francesa…

    O BPN é um caso grave de Policía e Justiça e nada acontece e nada vai acontecer.Ainda vão ser condecorados pelo Cavaco no 10 de Junho…

    Quando é q os portugueses se revoltam e decidem fazer algo contra esta porcaria em q se tornou o nosso país?

    Tenho vergonha deste sítio mal frequentado em q se tornou esta merda de País…

  20. E querem-nos fazer crer que CRISE existe…vão mas é para a real pata que os pôs. Retiram aos reformádos coxos e cegos, inventam qualquer IMPOSTO em facturas mensais e VIVA O VELHO….

  21. O coitadismo financeiro parece dar frutos, só assim se pode explicar estas acções que parece que viraram moda! Um banco que em 2002 exigia 500€ para uma abertura de conta, querendo assim criar um pseudo elitismo capitalista assente em castelos de areia, só poderia dar nisto a meu ver. A prova disso é que agora os que até então nao serviam para clientes do banco são os que vão servir para o tirar da miséria dos milhões. Plantar bananas com a expetativa de colher melões funcionou durante algum tempo, ainda bem que a verdade é um caminho irreversivel mesmo que demorado. É mais uma estrategia de chico espertismo financeiro, pressionar o governo do ponto de vista social para resolver um erro de capitalismo. é lamentavel, espero que o governo reflita bem acerca desta questão maliciosa.

  22. Nunca deveria ter sido “salvo” sequer! As desculpas foram o que foram e é uma vergonha, ainda mais num tempo de cortes às cegas! Chega! Deixavam o mercado funcionar! faliu, faliu, como todas as empresas a quem isso acontece. o dinheiro já lá enterrado dava bem para salvaguardar os interesses dos trabalhadores e dos clientes mais necessitados e que foram verdadeiramente enganados! Os outros? Os que sabiam o que arriscavam? Os amigos? Os verdadeiros ladrões? Que se afundassem junto com este (des)governo de o “rei vai nú”! Uma vergonha continuada, uma vergonha! Que será mas preciso para Portugal acordar? Eleger o Alegre, compadre do Sócrates que negociou a saída do parlamento há mais de um ano num restaurante qualquer com o Sr. da covilhã, mais que culpado entre outros do controlo da TVI, do Freeport e etc.???? Tenham dó! Salvem o que ainda for tempo tempo de salvar! Basta! Chega! São tantas, tantas que os carateres aqui disponiveis não chegam para 10% da nossa desgraça! Abraços! Viva Portugal!

  23. Ainda não percebi que politicas são estas deste Governo!!!! Se por um lado tira a quem já pouco tem para comer e acabando jogados na rua sem dinheiro para pagar a casa e outras coisas e enfia o pais na miséria uma vergonha para quem é Potuguês, por outro lado injecta dinheiro na Banca. Onde para os criminosos das falências da Banca; Empresas, etc. A que grupo pertencem? Qual a cor politica? Qual a classe social? A que familia pertencem? São irmãos? Primos? Há favores a pagar? Tamém estão metidos nisto? Então qual é o critério? Digam ao Povo?

  24. BPN constitui o caixote do lixo da CGD. O que tem valor passa para a CGD, o crédito mal parado passa para o BPN. Assim será difícil vender este elefante branco…. Gestores a receber quase um euromilhões para agravar o problema…

  25. Para além de termos o salário mínimo nacional mais baixo da UE, ainda temos gente a ganhar abaixo do mesmo, trabalho precário extremamente mal pago, despedimentos em massa, cortes nos apoios sociais, milhares de famílias com extremas dificuldades, crianças a passar fome e ainda somos obrigados a navegar ao sabor das tempestades geradas por cartéis financeiros estrangeiros e especuladores agiotas. É a total falta de escrúpulos e humanismo. É a flagrante falta de ética e solidariedade. É a exploração da grande maioria, por meia dúzia de famílias “illuminati” nacionais e internacionais, ligadas ao poder financeiro e empresarial e pior que tudo… com a conivência do Estado e dos sucessivos governos. Querem mais medidas de austeridade? Porque não mexem nos lucros brutais de certas empresas públicas e privadas (sim, privadas também… ou não vivem no mesmo barco? Se a população parar de consumir os seus produtos, como sobrevivem?) Porque não existe uma taxação equitativa e proporcional das grandes fortunas? Porque não se fazem parcerias fortes entre o governo, o MP e as polícias para detectar e apropriarem-se das offshores em paraísos fiscais? E porque não utilizar toda essa quantia de dinheiro (que não havia de ser pouco) para desenvolver o país, apostar na criação de emprego, aumentar salários aos que menos ganham, proteger o apoio social, etc..? E ninguém toca neste assunto, porquê? Porque continuam a insistir na ideia de que fomos “todos nós, portugueses” a viver durante anos acima das possibilidades e a provocar esta crise? O nosso maior erro foi, isso sim, a transição do escudo para a moeda única europeia. Quem há 12 anos atrás consumia uma sandes, um refrigerante e um café, 500$00 chegava e sobrava. Agora quase que nem chegam 5 euros (1000 escudos). Na altura, os preços dos produtos, bens e serviços, o custo de vida aumentou tudo do simples para o dobro. Mas os salários, os ordenados, as pensões de reforma, os subsídios sociais não acompanharam esse aumento porquê? O tipo de emprego de quem há 12 anos auferia 100 contos é o mesmo de quem passou a ganhar e ainda hoje ganha os famosos 500 euros (100 contos). E eu pergunto à mais variada panóplia de economistas, analistas financeiros e experts em funcionamento de mercados, que todos os dias passam pela TV, como é/foi possível, que alguém que está no mercado de trabalho a receber entre 500 a 800 euros (muitos ganham até menos), possa viver ou ter vivido acima das suas possibilidades. Independentemente de constar na carta dos direitos humanos e na constituição, que todo o indivíduo tem direito à alimentação e à habitação, quando se tem que pagar a renda da casa, água, luz, telefone, gasolina ou transportes (porque se precisa, para ir trabalhar), alimentação, vestuário, impostos e taxas que cada vez são mais, esta pessoa não vive sequer… Sobrevive! Tivemos e continuamos a ter é muito “sr. doutor” da política, da alta finança e dos impérios industriais e empresariais a viver acima das nossas possibilidades, isso sim! Um país tão pequeno onde há muito fato e gravata e pouco fato macaco! E escusam de vir com a canção do “são eles que criam emprego e geram riqueza”… esta então é a melhor! Se eu tiver uma remuneração na ordem dos 30.000 euros, se puder acumular salários e reformas de vários cargos, se obtiver lucros astronómicos da minha empresa, se tiver um vasto leque de mordomias e benesses e a pagar ordenados de 500 euros aos funcionários… assim também eu crio emprego e gero riqueza. E afinal, onde está essa riqueza? Onde está esse emprego? Sempre me disseram que o exemplo deve vir de cima. Pois é. Em tempo de austeridade em que se pedem cada vez mais sacrifícios ao comum dos trabalhadores, porque não são eles a dar o exemplo de pagar a crise, a mesma da qual são em grande parte responsáveis? Vivemos no seio do capitalismo selvagem onde a justiça é forte com os fracos e fraquíssima com os fortes.

    1. Adivinho nas suas palavras uma grande revolta, Bruno. Se a nossa democracia não está a aprofundar o princípio da igualdade de oportunidades, então temos que concluir que é preciso alterar as coisas para a tornar mais justa.

  26. Na verdade quem criticava o negócio dos submarinos de Paulo Portas, deixou de ter qualquer legitimidade para o fazer. A que propósito é que o Governo injecta tantos milhões num banco que toda a gente (menos os do Governo) sabem que está falido? Quantos submarinos se compravam com esse dinheiro? Hummm …cheira-me a mais um imbróglio socialista.

      1. Vamos ver quando a bomba rebentar o que vem por aí. Não creio que alguém no seu perfeito juizo invista numa empresa que à partida, sabe estar falida. Mas desta gente já esperamos tudo, menos bom senso.

  27. Porquê que falamos, protestamos, mal-dizemos, contestamos, mas não actuamos? É preciso que o povo se revolte, é impossivel que juntos não consigamos parar esta vergonha!!!! Vamos continuar silenciosamente a deixar que nos roubem? Este silêncio está-se a tornar ensurdecedor!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  28. PENSO EU,E OS PORTUGUESES DEVIAM PENSAR ASSIM TAMBEM,QUE SE O GOVERNO CONCRETIZAR ESSAS INTENCOES,ESTARIA NA HORA DE O POVO VIR PARA A RUA,E PRECIONAR A QUEDA DO GOVERNO,POIS ISSO SERIA NO LIMITE O ULTIMO DEGRAU DA ESCADA,E UMA VERGONHA NACIONAL.

    1. A indignação é um direito. Desde que seja exercida de forma pacífica. Agora, uma coisa lhe digo AVVM: com esta gente nunca podemos ter a certeza de que chegámos ao último degrau…

  29. Rui, sem dúvida que o problema é genérico e transversal a todos os partidos, sobretudo o que nos (des) governam há décadas. Mas acho curioso quem trate os vários escândalos (e processos judiciais) com dualidade de critérios. Em tudo o que envolva o PM ou o PS, os nomes são publicados. Não há problemas em dizer ou escrever que Sócrates estará envolvido, ou que é isto e aquilo. Mas com os que envolvem gente do PSD e/ou do CDS-PP, não se referem nomes. Aliás, acabam, isso sim, por acusar o governo.
    Sabemos agora que a nacionalização do BPN foi um erro, apesar de, na altura, ter tido dúvidas se a decisão seria certa ou errada. Os números estão aí e não há volta a dar-lhe. 5 mil milhões dos nossos bolsos! Agora não podemos é ter problemas em também referir os nomes dos envolvidos neste processo. Cavaco Silva (indirectamente, ao lucrar), Dias Loureiro, Oliveira e Costa e outros comparsas do cavaquistão. No Freeport, Casa Pia, Face Oculta são apontados os dedos a Sócrates e aos boys socialistas, mas nos Submarinos, no Portucale, no BPN já não referidos nomes. Na comunicação social, existe também um tratamento diferente. Eu bem sei e compreendo que esteja na moda malhar no governo, mas devemos ser justos e tratar de forma igual casos iguais, não acha?
    Cumprimentos.

    1. Concordo consigo sem qualquer reserva, Ricardo. A situação deve ser clarificada, integralmente, desde o início. Identificando todos os beneficiários ilegítimos da situação do BPN. E dos outros casos. Não pode haver, a esse nível, filhos e enteados do sistema.
      A questão com o Governo é a de estar, tal como o BPN, completamente descapitalizado.

  30. Mesmo para quem não goste, como é o meu caso, ler Camilo Lourenço, hoje (21.Dez.), no Jornal de Negócios: “BPN, o torpedo que pode arrastar a CGD e o défice”

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *