Nos dias que correm, com a crise na imprensa provocada desde logo pela mudança radical de hábitos de consumo, cada aniversário de um título jornalístico é motivo para festejar. Sobretudo, como é o caso da Time Out Lisboa, quando essa publicação não emite sinais de crise. Assim merece parabéns redobrados. E todos nós, leitores, também acabamos por estar de parabéns: nenhuma democracia funciona sem cidadãos esclarecidos e este objectivo só se concretiza com uma imprensa de qualidade.
Sou talvez suspeito por deixar aqui um elogio a esta revista nascida há sete anos: conheço vários dos profissionais que lá trabalham. Por isso não estranho o conjunto de qualidades da Time Out. Desde logo, sabe ter ideias próprias. E uma linguagem inconfundível. E criatividade a vários níveis, surpreendendo os leitores pela positiva. Sem nunca perder a noção de que presta um dos mais relevantes serviços públicos: informar.
Tenho a pretensão de conhecer bem Lisboa, nas suas múltiplas facetas. Mas já aprendi muito sobre a capital lendo semana após semana esta versão alfacinha da Time Out – marca internacional de referência em matéria de jornalismo de lazer, um nicho de mercado em contínua expansão.
Aprecio a qualidade da escrita, sem mutilação de consoantes. O grafismo atraente. O bom gosto das escolhas. O discreto sentido de humor.
Gosto de pequenas rubricas que tantas vezes já me fizeram sorrir – “Ouvido no metro”, por exemplo. Frequento com proveito as páginas de crítica, redigidas numa linguagem que evita o jargão encriptado daqueles que preferem escrever para os amigos do que para os leitores. E descobri inesquecíveis ângulos da cidade com “Lisboa à Lupa”, a página que serve de remate.
Para mim, a Time Out continua in. Superado o ano sete, número mítico, faço votos para que muitos aniversários se sigam. Com a qualidade de sempre.

![capa[1].jpg capa[1].jpg](http://1.fotos.web.sapo.io/i/B3e135473/17496151_jWocD.jpeg)
Elogio merecido. Também sou fã.
Então já somos dois, Teresa.
Elogio muito merecido.Profissionalismo. Modernidade. Sentido de utilidade informativa. Parabéns!
(Caramba, é tão bom dizer bem de alguma coisa!)
Tem razão, Fátima: é bom podermos dizer bem de alguma coisa. Foi precisamente esse o espírito que me levou a lançar esta série aqui no DELITO: g/bom+jornalismo
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