No final de Orgulho e Preconceito, depois de aceitar a proposta de casamento de Mr. Darcy, recusada meses antes com base no quão desagradável e orgulhoso ele era, Elizabeth Bennet diz que, em tais casos, ter boa memória é imperdoável. Certíssimo. Todavia, não é apenas antes do casamento que ter boa memória é imperdoável; é-o muito especialmente depois. Aliás, ter boa memória é quase sempre imperdoável.
Boa memória
escafandro,

Ter falta de memória é um bom predicado para ser feliz!
Ter falta de memória e não analisar demasiado as coisas. Eliminar as principais características que nos fazem humanos, portanto. 😉
E o “durante” , que é quando a boa memória vinda do “antes” vai escavando o buraco em que fica no “depois” ?
“Quase sempre” é favor seu , é mesmo “sempre”.
rmg:
Na primeira versão eu tinha “sempre”. Mas depois, como na última frase já estava a falar em termos genéricos, lembrei-me daquelas ocasiões em que encontramos alguém que nos diz: “Ei, sou o/a [inserir nome adequado]. Lembras-te de mim?” Nessas alturas é chato não ter boa memória.
ter boa memória é Sempre bom! é a falta dela que nos conduz a estados deploráveis. sejam eles quais forem.
marta: evidentemente, não se está a falar de casos-limite e, mais importante ainda, o post é (ou tenta ser) irónico. Se quiser, o melhor mesmo é ter boa memória mas, dentro e fora do casamento (que chefe gosta de ouvir “Ah, mas tinha-me dito que…”), ser suficientemente inteligente para esquecer muitas coisas.