Blogue da semana.


Luís Menezes Leitão,

Nos últimos tempos, parece que recuámos 40 anos e voltámos aos alvores do regime democrático, em que os governos eram irresponsavelmente derrubados, apenas em virtude de ambições pessoais, sem consideração pelo interesse nacional. É assim que, nos próximos dias, o governo dos partidos que ganharam as eleições vai ser substituído por um governo do partido que as perdeu, com base num pseudo-acordo absolutamente risível com os partidos da extrema-esquerda que, no entanto, permanecerão na oposição.

 

Há vários blogues que se têm manifestado contra este estado de coisas. De entre eles destaco o Blasfémias, pelo rigor e interesse dos textos que publica. É assim a minha escolha para blogue da semana. 

0 comentários em “Blogue da semana.”

  1. Rigor e interesse dos textos?
    Risível, no mínimo.
    Como diz o povo: quem feio ama bonito lhe parece.
    Voltámos mesmo aos tempos do PREC, mas agora da Direita.
    Aos tempos em que, por exemplo, o jornal «O Tempo», do inefável Nuno Rocha, relatou os pormenores de uma reunião do Conselho da Revolução, com as intervenções de cada conselheiro.
    Houve apenas um contratempo: a reunião estava marcada mas foi adiada à última hora.
    Mas isso era um pormenor sem a mínima importância: o que contava – a parece contar hoje, infelizmente – em certo jornalismo e agora na blogosfera – à Direita mas também à Esquerda – é a luta ideológica cega, pura e dura, fanática, movida por ódios pessoais tantas vezes, outras pelo mais puro espírito de seita.
    É este o meu retrato do nosso país: aprendemos pouco com o PREC e as suas nefastas consequências.
    Estamos desejosos de outro – agora da Direita – como referi, em que este governo feito de gelatina é apenas um pormenorzito, uma febre passageira.
    Em breve voltaremos aos esmagamento dos outros – os diabinhos – em nome de outro «além da Troika», que tão bons resultados deu.
    Temos uma economia pujante, competitiva:
    – cresce a 1,3% depois de uma decréscimo acumulado em 4 anos de 5,5%;
    – um desemprego de 11,9% após o «lifting» da emigração (450 mil emigrantes com formação académica e profissional como nunca tivemos) e dos estágios do IEFP;
    – um investimento mais baixo desde há 2 décadas;
    – níveis e pobreza como não conhecíamos há 4 décadas;
    – uma diferença entre ricos e pobres no mínimo chocante, para não dizer obscena.
    E esta luta estúpida, estéril – Direita / Esquerda – que não acrescenta nada ao país e aos portugueses.

    1. É chato quando já não se consegue dominar o discurso não é M.S.

      Para lá das mentiras que escreveste ex: Pobreza. Volta lá aos anos 70 para veres o que é pobreza quando um aspirador custava várias vezes um ordenado. Ou quando quem tinha um carro era rico.

      Portugal nunca foi tão socialista como hoje, com perto de 50% da riqueza a ser controlada pelo Estado. Os resultados estão à vista com uma população viciada naquilo que um Governo tira aos outros e pede emprestado.

      Muito português com o Socialismo tornou-se anti-social: não está interessado em fazer serviços livremente para a sociedade. Quer uma lei, um poleiro regulado protegido pelo burocrata que o mantenha nessa posição para sempre, sem permitir ao resto da sociedade a escolha livre se esse serviço interessa ou não.
      Por isso é que temos o ódio aristocrático de certa Esquerda aos merceeiros , aos fabricantes de sabonetes etc. onde servir os outros é uma coisa menor para os bem pensantes.

      1. Não tenho argumentos capazes de contrapor ao seu «canivete suíço»: a culpa dos males do mundo é do Socialismo.
        Não vale a pena insistir que eu não lhe respondo mais.
        A culpa de o Ricardo Salgado ir receber uma pensão miserável de 90 mil euros/mês, assim como de o Calvão da Silva ter feito um parecer a justificar a licitude do presente de 14 milhões dado pelo amigo José Guilherme, tal como da miserável reforma de 162 mil euros/mês do Jardim Gonçalves só pode se do Socialismo.
        ———-
        P. S. Nos anos 70 havia pobreza? Quando a economia crescia quase a 2 dígitos? Em pleno Estado Novo, o regime estável, responsável e benigno? Mau Maria, já não percebo nada disto.

  2. A deturpação e manipulação de António Costa é execrável — bem ao jeito da nova esquerda que altera não os valores de fundo mas os elementos que os produzem numa retórica falsa e perigosa que manifesta uma profunda desonestidade intelectual — e que, suspeito, é a sua marca pessoal em tudo isto. Só para referir um exemplo, está a fazer uma chantagem odiosa sobre os eleitores invocando que é tempo de acabar com o “arco da governação” como se isso fosse resultado de discriminação e não (como é óbvio) de resultados eleitorais normais. Como se houvesse “direito” a governar mesmo quando se perde. E as pessoas comem estas patranhas como se fosse nestum com mel. Muito perigoso. Para que serve um Conselho de Estado senão para pôr esta gente na ordem? Infelizmente a “direita” tem poucos intelectuais e não consegue desmontar e comunicar aos eleitores com habilidade o nevoeiro ideológico que os partidos de esquerda são hábeis a produzir.

    Para que servem as instâncias mais altas da República e por que motivo as pessoas com responsabilidades deixam estas coisas passar em branco? Defendem o quê, afinal? É por isso que faz falta a qualquer Democracia avançada um poder exterior ao campo político e que aperte os calos aos abusadores e agentes desonestos da democracia como é o caso de António Costa: está a abusar.

    1. Prezado V. (à s 12:16):
      ” Como se houvesse “direito” a governar mesmo quando se perde.” Governar é um direito? Ou trata-se de uma possibilidade que a Assembleia da República pode permitir ou não? Parece-me que com a actual composição da Assembleia, derivada do modo como os eleitores votaram, ela não permitirá que a PaF governe. É um desgosto para si? Acredito mas é assim a democracia que temos consagrada na Constituição.
      “Para que serve um Conselho de Estado senão para pôr esta gente na ordem?” Suponho que está simplesmente a gozar, não é?
      Pérola: “É por isso que faz falta a qualquer Democracia avançada um poder exterior ao campo político e que aperte os calos aos abusadores ” Um poder exterior ao campo político? Esta a referir-se ao Ministro Calvão da Silva que foi buscar Deus (certamente exterior ao campo político)?
      “Infelizmente a “direita” tem poucos intelectuais” O seu discurso demonstra isso mesmo. Falta de cabeças!!

      1. Continue a perverter as ideias todas: é o que vocês fazem bem para assaltar o poder e assegurar os vossos lugarzinhos. Eu não me identifico com o vosso universo de referência. Vocês também as alteram com facilidade quando dá jeito por isso não vale a pena perder muito tempo com isto.

        Por poder exterior ao campo político refiro-me por exemplo a um poder de equilíbrio (monarquia ou um conselho de gente séria) que não seja nomeado por sabujos os lambe-cús nojentos da política como vocês fazem. Em última análise, o tribunal constitucional serve, mas o vosso deixa-me muitas dúvidas.

      2. Imagine lá que era ao contrário e que o PSD e o CDS começavam a pescar deputados a hipotéticos partidos de extrema-direita e nacionalistas e coisas assim. Era maravilhoso termos uma democracia tão representativa, não era? E haver governos que o PSD montava desde a social-democracia a políticas hard-core anti-imigração. Não era bom?

        Era muito bom e espero que agora que está dado o exemplo partidos mais radicais à direita comecem a estar representados no Parlamento, inclusivamente partidos que advogam a extinção do parlamento como os comunistas e os verdes.

        E digo-lhe mais uma coisa: se alguém alguma se me dirigisse pessoalmente com a arrogância que vc acaba de demonstrar, partia-lhe logo o focinho todo.

  3. Os partidos ganharam as eleições porque tiveram a maioria num parlamento democraticamente eleito, foram nomeados governo, vão apresentar o seu programa. Como ganharam as eleições não têm a temer qualquer moção de rejeição.

    A menos claro que essa treta de terem ganho as eleições seja falsa e percam a votação da moção de rejeição no parlamento que, sendo o mesmo do parágrafo anterior, continua a ser democraticamente eleito.

    Não ter maioria para constituir governo tem um nome, chama-se PERDER AS ELEIÇÕES.

    1. Não será uma perspetiva meramente aritmética e “limiana” da coisa?
      Quando o “limiano” vota a favor, somos os vencedores das eleições.
      Se o “limiano” vota contra, somos outra bagunça qualquer sem nome.
      Não será então o “limiano”o verdadeiro grande vencedor eleitoral?
      Damos então o grande salto desde “o pântano” até “à queda do último tijolo do Muro” em que BE E CDU têm de votar SEMPRE a favor para que quem nem sequer conseguiu ter mais votos do que o PSD possa ser “o grande vencedor eleitoral”.
      Cá estaremos para pagar a conta. Outra vez.
      É nas mãos destes irresponsáveis que os adeptos das “aritméticas limianas” põem o país…. Sim Senhor, estamos bem entregues….
      A Oligarquia dominante bate palmas.

      1. Com essa do limiano quer dizer que quem tem metade dos votos e mais um (somente mais um) ganha? De facto é assim qualquer que seja o nome que se lhe chame. Ou queria ao contrário?

      2. A contagem dos votos é aritmética. As moções que têm mais votos ganham, as outras perdem.

        Já há muitos anos que não há votos de qualidade para os rapazes bons, filhos de boas famílias.

        Quanto à estabilidade da PàF já foi irrevogavelmente demonstrada (à maneira do Portas).

    2. Não será uma perspetiva meramente aritmética e “limiana” da coisa?
      Quando o “limiano” vota a favor, somos os vencedores das eleições.
      Se o “limiano” vota contra, somos outra bagunça qualquer sem nome.
      Não será então o “limiano”o verdadeiro grande vencedor eleitoral?
      Damos então o grande salto desde “o pântano” até “à queda do último tijolo do Muro” em que BE E CDU têm de votar SEMPRE a favor para que quem nem sequer conseguiu ter mais votos do que o PSD possa ser “o grande vencedor eleitoral”.
      Cá estaremos para pagar a conta. Outra vez.
      É nas mãos destes irresponsáveis que os adeptos das “aritméticas limianas” põem o país…. Sim Senhor, estamos bem entregues….
      A Oligarquia dominante bate palmas.

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