O ambiente é uma das questões mais preocupantes da actualidade. Os nossos hábitos têm prejudicado gravemente a atmosfera, a biosfera e, consequentemente, até o que comemos. Não vos desafio a serem radicais, embora vos recomende o consumo de produtos biológicos. Porém, o que gostava mesmo era que espreitassem o blogue Trash is for Tossers, e que reflectissem sobre os vossos hábitos. Mesmo que uma gota de água não mude os oceanos, muitas gotas de água fazem a diferença. Há coisas simples que podemos fazer e que ainda há demasiadas pessoas sem consciência disso, ou que não entendem a importância de tal gesto. Refiro-me ao acto de RECICLAR, apenas para citar um exemplo.
Blogue da semana
realmagic,

Em primeiro lugar tudo o que ingerimos é biológico. Excepto a água e o sal das cozinhas. Não me ocorre mais nada.
Quanto ao resto do que diz:
tudo deriva de existirem mais seres humanos do que alguma vez existiram e o número vai duplicar em breve. Pode atingir-se um número que o planeta não suporta. Isto acontece com todas as espécies, não só com a humana. Quando o número de indivíduos de uma espécie ultrapassa um certo número, esse número começa a decrescer. Assim o número de coelhos (por exemplo) num certo habitat vai crescendo enquanto há erva, ao chegar a um certo limite decresce e a quantidade de erva volta a crescer (por haver menos coelhos) até permitir que os coelhos cresçam de novo etc. etc. de forma cíclica. O ciclo repete-se se não aparecer nenhum factor externo. Com os humanos é semelhante (faz lembrar Malthus mas não é o mesmo). Alguns países já perceberam isso, casos da Índia e China onde procuram fazer diminuir a natalidade (o método utilizado é outra questão). Na Europa toda a gente grita que é preciso fomentar a natalidade. É suicídio. Se todas as famílias passassem a ter 7 e 8 (ou mesmo 3 ou 4) filhos como há umas dezenas de anos o que seria? Durante um breve período podiam aumentar as reformas dos aposentados… depois seriam as epidemias, guerras etc.
Assim penso que as tais reciclagens etc. são paliativos que servem para adiar o problema e por pouco tempo.
Imagine a população da Terra a duplicar ou triplicar e todos com o mesmo estilo de vida da Europa: a África, a América do Sul, a Ásia atravessadas por milhares de quilómetros de auto-estradas (onde ficariam os elefantes, girafas, ?), milhões de automóveis, remédios (estou afalar da medicina) comida, diversões para todos.
A alternativa de abdicarmos destas coisas e voltar a viver como nas cavernas não serve. Sem diminuir o número de habitantes não há solução e o que o blogue que refere prega é ilusório.
Explique-me lá como é que tudo o que comemos é biológico?
A questão da natalidade é preocupante nos países com excesso de população, mas também nos que sofrem com o envelhecimento. Tem de haver equilíbrio, sem ele não há sustentabilidade.
A questão da natalidade é preocupante nos países que sofrem com o envelhecimento.
Não é. Esses países podem importar pessoas daqueles que têm excesso de população.
É uma ideia… 😉
“Há coisas simples que podemos fazer e que ainda há demasiadas pessoas sem consciência disso, ou que não entendem a importância de tal gesto.” Eu entendo e por isso não pratico o que aconselha.
E porque é que não o faz?
Um dia que tenha paciência faça uma reflexão sobre a importância das políticas publicas na reciclagem. Nantes na França criou um incentivo dando desconto na conta de residuo aos cidadãos que depositem no reciclador- segundo sei a adesão é a máxima de todo a UE.
Em Portugal os “nossos” verdes venderam a empresa de reciclagem a privados por uns milhões!! e pedem aos otários que gratuitamente se desloquem aos seus recicladores para “colaborarem” e têm a lata de dizer que é um dever “civico”; e sem se rirem o que é espantoso.!!
Entendo o que diz, mas ainda assim a reciclagem não é um negócio por si só, é um meio de criarmos sustentabilidade. Se começamos a olhar para quem ganha com isto tudo, para os interesses que estão por trás, etc, um dia destes o lixo começa a estar espalhado pelas ruas e passamos a ter um problema de saúde pública. Temos de nos focar no que é realmente importante, neste caso o ambiente.
recomende o consumo de produtos biológicos
Hihihi, se calhar a Joana faz compras na mesma loja que eu!
Um dia lá nos encontraremos, Joana!
É bem possível! 😉
Na Miosótis?
Por acaso vou mais ao Brio ou ao Celeiro, que ficam mais próximos de casa. Também gosto de ir ao Amor Bio em Alvalade e ao Biocoop no Figo Maduro. Mas a sua escolha é excelente, eu devia ir lá mais regularmente. Quem sabe… 😉
Eu fui um dos mais antigos associados da Biocoop, há muitíssimos anos. Mas há já anos que deixei de lá ir, e recentemente ouvi notícias de que tinha falido. Ainda existe? A mim chateava-me ter que lá ir de carro, fica muito longe.
O Brio e o Celeiro são, parece-me, muito caros. E não têm grande variedade de vegetais frescos.
Se um dia quiser aparecer na Miosótis avise-me, encontramo-nos lá.
Ainda existe, mas tem esse contra de ser longe.
O Celeiro parece-me mais caro que o Brio e com menos variedade.
Eu costumo conseguir encontrar no Brio os vegetais frescos de que preciso, mas também acho que faltam opções.
Quanto ao resto, combinado! 😉
Embora seja uma realidade repulsiva penso que seria importante uma ampla divulgação sobre a oferta de alimentos para as nossas crianças e jovens (e adultos), em cadeias do tipo McDonalds.
Como são feitos os nuggets de frango:
Para obter mais quantidade de preparado, à carne de frango são acrescentadas as peles, as gorduras, cartilagens, vísceras, ossos, cabeças e penas. Esta mistura (diria esta mixórdia) é submetida a uma trituração mecânica, resultando uma pasta cor-de-rosa, por causa do sangue.
Esta pasta é submetida a um processo de descoloração, para lhe ser depois dada uma cor «mais natural», é desodorizada para voltar a ser aromatizada e, finalmente, os nuggets são envolvidos num preparado farináceo (sabe-se lá com que produtos) e fritos em óleo de má qualidade.
À carne para os hamburgers são acrescentadas as gorduras depois de «lavadas» com amoníaco.
A cada segundo são vendidos 75 hamburgers.
M&M, Smarties, etc., são feitos com cera de carnaúba, a mesma na base das ceras para pavimentos, tintas, vernizes, etc.
E mais, infelizmente, muito mais.
Eu acho que por muito horrível que seja, devia ser do conhecimento geral. As pessoas têm de ter consciência da forma como estão a contaminar o organismo.
Não gosto do nome do blog Trash is for Tossers. Ele próprio é trash e precisa de ser reciclado. Porquê um insulto arrogante («O lixo é para os imbecis»)? Não gosto nada.
Eu também não gosto de muita coisa… 😉
Sugira isso à autora do blogue.
Mas para já prenda-se no conteúdo e não na forma.
Para mim a forma é tão importante como o conteúdo e penso que na relação entre uma e outro podemos «ler nas entrelinhas».
O nome do blog, na minha opinião, revela uma atitude de superioridade que me impede de confiar na autora do blog. Não confio, nem acredito nas pessoas «tudo ou nada», acho-as pouco seguras (parece o contrário, não é).
A divisão do mundo em nós os superiores que reciclamos, e os inferiores (pior do que isso, os ‘tossers’) que o não fazem, é algo para mim que revela imaturidade e pouca consistência. O conceito não parece estar interiorizado, ou a autora não diria uma barbaridade daquelas. Será apenas uma moda, para ela? Está a ver, não consigo aderir.
Os meus pais eram vegetarianos e naturistas, fui assim educada desde criança, e não me sinto superior por isso. Agradeço é muito, por ter tido uns pais como os meus, com os seus defeitos e qualidades, as suas dificuldades e sucessos de percurso e filosofia de vida, os seus erros até.
Quem aconselhou o blog foi a Joana, percebi que para si o nome do mesmo não tem muita importância, mas para mim tem.
Mas a sua ideia de divulgar a reutilização (a reciclagem, quanto a mim, é um processo mais complexo) é muito boa, claro.
Vou fazer assim- se eu encontrar um blog sobre este tema que ache bom, deixo aqui essa informação.
Acha bem?
Acho muito bem! 🙂
Percebo o que diz, para mim o nome do blogue não é importante e do que conheço da autora não diria que ela se ache superior a ninguém.
A autora é americana, o blogue é americano, e os americanos são radicais e exagerados.
Acho o blogue inspirador, mas difícil de seguir à letra.
Por isso, fico à espera que outros exemplos inspiradores e mais acessíveis surjam pela blogosfera.
Penso que estes projectos, que tenho nos meus ficheiros sobre este tema, lhe podem interessar, e é provável que conheça alguns.
– Escola alternativa/Método High Scope
Escola que têm como visão a educação de seres humanos mais felizes, confiantes e responsáveis, uma filosofia ambiental e uma alimentação biológica.
.Escola «Os Aprendizes», Cascais
http://www.osaprendizes.pt
– Projecto Querença em Loulé
Regeneração de terras gravemente desertificadas.
http://www.projectoquerença.com
– Tamera
Centro Internacional de Pesquisa para a Paz, fundada em 1995, em Odemira, no Alentejo.
O local tem vindo a ser regenerado através de experiências que cooperam com a natureza, pela retenção da água das chuvas, criando lagos, pelo uso da energia solar e do biogás.
http://www.tamera.org
– O nutricionista Alexandre Fernandes escreveu o livro «Cascas, Talos, Folhas- e outros tesouros nutricionais» em que apresenta receitas e soluções práticas para o aproveitamento integral dos alimentos, visto que todos os dias deitamos no lixo toneladas de «verdadeiros tesouros alimentares».
http://www.bemnutrir.com
– UCHI- uma casa portuguesa, que funciona por módulos eco-sustentáveis. Pode ser mudada de local, mesmo para outros países, e tem o custo de 10.000€.
T0 construído através de módulos com 21m2, tem preocupações ambientais, é versátil e pode ser personalizado.
Pode funcionar como habitação, gabinete, stand de vendas, posto de turismo, café, residência sénior ou universitária, pode ser utilizado para eco-turismo e turismo rural. Está preparado para aplicação de painéis solares.
http://www.bragacool.com/trabalhar/uchi
– O conhecido movimento Zero Desperdício («Portugal não se pode dar ao lixo»), cujo mentor é António Pereira. Este projecto aproveita e distribui os bens alimentares que antes acabavam no lixo- comida que não foi exposta nem esteve em contacto com o público.
http://www.zerodesperdicio.pt
– Projecto Skeleton Sea, mantenha os oceanos limpos
O escultor e surfista João Parrinha, reutiliza nas suas esculturas o lixo que polui o mar.
http://www.skeletonsea.com
Espero que estes projectos lhe interessem.
Interessam sim, muito obrigada!
Quando tiver mais ideias ou sugestões, pode enviar-mas para o seguinte endereço de email: joana.nave@sapo.pt.
OBRIGADA! 🙂