É uma verdadeira mulher dos sete ofícios, com uma contagiante alegria de viver e um optimismo invejável. Já ouvi chamarem-lhe "Mátria", por graça, e a razão é óbvia: deu ao país dois filhos, ambos destacadíssimas figuras da nossa vida política. Em barricadas opostas da ideologia, curiosamente. Vida de mãe raramente é fácil, mas, neste caso, há que reconhecer que é duplamente difícil: a vitória de um será necessariamente a derrota do outro, e nenhum deles lhe merece menos carinho ou atenção. Mas esta mulher de fibra que não deixa ninguém indiferente – mesmo os seus críticos lhe reconhecem a ousadia e a coragem com que sempre deu o peito às balas – tem sabido, apesar da frontalidade que a caracteriza, manter uma inteligente e saudável equidistância na gestão pública desta delicada situação familiar. Com total êxito, como o atestam a amizade e admiração evidentes que Paulo e Miguel Portas demonstram um pelo outro. E esta mãe, contrariando toda a lógica e certamente porque o merece, teve recentemente a alegria de poder festejar com ambos os filhos uma vitória simultânea nas últimas eleições legislativas. A política tem destas coisas. Parabéns, Helena.
Esta semana cabe-me eleger o "blogue da semana" aqui no Delito.
Escolho o Fio de Prumo, da Helena Sacadura Cabral.

vitória de quem?
De ambos, Anónimo: tanto o BE como o CDS/PP subiram consideravelmente na percentagem de votos e no número de deputados eleitos. A maioria absoluta não é a única vitória política possível.
Boa escolha, Ana. Também nutro simpatia pela Helena Sacadura Cabral
É uma mulher de armas, Leonor.
E lê-la a comentar no blog do embaixador Seixas da Costa, é também uma delícia.
Ahahah !
Uma lady 🙂
🙂
Não conheço o Fio de Prumo. Simpatizo e admiro a Helena Sacadura Cabral. Acho que escolheste bem, assencialmente pelo que escreveste.
Podes crer que escolhi bem, Mike.
Excelente a escolha, e análise à autora, Ana. Há duas semanas, também foi a minha “Sugestão do dia” lá no Rochedo
O que eu gosto de estar de acordo contigo de vez em quando, Carlos! 😉
Subscrevo, por todas as razões já aduzidas, a escolha da Ana Vidal. E aquele “senhor embaixador” com que se dirige a Seixas da Costa é um todo um tratado de elegância e de saber estar.
Parabéns à Ana pela escolha certeira e a Helena Sacadura Cabral por ser quem é.
Obrigada, Ivone.
Por mim e pela Helena SC, que gostará muito de saber que é tão querida aqui no Delito, tenho a certeza.
Devo comentar que já conhecia o dito blogue e que considero o post… er… adjectivado em demasia; enfim, em post de “gaja” não deveria meter o bedelho, só que já está, paciência 😉
Se é esse o seu problema, descanse que não meteu bedelho nenhum. Sabe porquê? Porque nem eu nem a visada nos adjectivos em excesso nos reconhecemos nesse seu substantivo idiota.
Ó Ana Vidal, não se encrespe, não encrespe, atão, só porque meti substantivo de género feminino no meu comentário? Tss, tss…
Minha querida Ana como posso agradecer amizade e palavras a quem as utiliza deste modo? Apenas com um gesto – que engloba dois -, ou seja um abreijo e duas palavra vindas do coração: bem haja!
Ora essa, Helena, eu não disse nada que não seja verdade! A amizade não me tolda o raciocínio…
🙂
Um grande abreijo também, que sozinho já representa dois gestos.
Subscrevo a 100% em omenagem.html
http://duas-ou-tres.blogspot.com/2009/10/h
Muito obrigada pelas suas palavras, Senhor Embaixador. É um prazer recebê-lo aqui no Delito de Opinião.
Quanto à homenagem, como já disse, a Helena merece-a totalmente.
Só agora li, Ana. Excelente texto, excelente escolha.