Enquanto respigo arquivos e vou desenleando fiapos de ideias sobre a minha década nos blogues (lá para o final deste Verão postarei essa pequenina série, aqui no D.O.), tenho aproveitado para passar pelas ‘casas’ de vários dos autores que – mal sabem muitos dele(a)s – me têm feito virtual companhia, e com quem cresci um pouco do muito que tenho a crescer na leitura do que me rodeia.
Nestes anos houve de tudo: os que abriram e fecharam a mesma porta várias vezes; os que bateram com a dita porta de vez, depois algum arrufo com a vizinhança; os que, carregados de bagagem, fizeram mudanças com cadência regular; os que prometeram não regressar, mas já aí estão outra vez. Nesta década houve também os que mantiveram morada certa, constantes numa predisposição, num imaginário próprio, num programa, até. Dentre estes últimos – uma boa dúzia – destaco hoje A Natureza do Mal, um clássico de André Bonirre e Luís Januário. Foram raras as vezes que por lá passei sem aprender ou ficar a conhecer coisa alguma.
