Se há algo que me entristece profundamente é a decadência em que deixaram cair esta magnífica cidade de Lisboa. Todos os dias assistimos a autênticos atentados ao espaço público como a proliferação de graffitis, a acumulação de lixo nas ruas, a falta de atenção pelos monumentos históricos, o estacionamento desordenado, e as dificuldades de circulação, sempre com a complacência da Câmara Municipal, que não só não reprime como por vezes até estimula estes comportamentos. Mesmo um filme que poderia promover a cidade como O Comboio Nocturno para Lisboa exibe continuamente esta degradação do nosso espaço público, a qual atingiu o zénite a semana passada com a maior estátua do país a ser impunemente objecto de graffitis na zona mais movimentada de Lisboa.
Há, porém, um blogue que há vários anos vem fazendo a denúncia desta situação, lutando para que a mesma seja corrigida. O Cidadania Lx é por isso o blogue da semana.

Bem escolhido e argumentado.
Não sei se esta vereação será a pior que Lisboa teve, de há muitos anos a esta parte. Mas que, com ela – e embora os problemas já lá estivessem – Lisboa atingiu o cume do desleixo, da bandalheira, da bagunça, do deprimente, de um terceiro-mundismo misturado com parolismo, acho que é manifesto.
E parecia-me bem que a CML tivesse pessoal responsável encarregado de seguir o que é postado em blogs como o CidadaniaLx e encaminhasse os problemas, mas os numerosíssimos funcionários que lá trabalham andam decerto muito ocupados.
Lisboa precisava de um presidente de câmara.
«Mesmo um filme que poderia promover a cidade como “O Comboio Nocturno para Lisboa” exibe continuamente esta degradação do nosso espaço público» – pois é. O problema é que o filme foi realizado por alguém imparcial, vindo de fora e, não, por algum português que aproveitasse para fazer propaganda com ele, do tipo: visitem-nos, que por aqui há muito sol e é tudo tão bonito e pitoresco!
O problema é que Portugal deixou de ser o tal jardim plantado já toda a gente sabe onde.
Excelente escolha, Luís. Esta poderia ser uma escolha de qualquer semana.
Mas quando um jornal de alguma tiragem apresenta na sua página online “Marquês de Pombal reservado
para o Benfica” em vez de “Marquês de Pombal vandalizado” e em dezenas de comentários apenas um se refere a isto nestes termos , ficamos esclarecidos sobre o que vai na cabeça do “cidadão” que escreve a pensar no que outro cidadão quer ler (e quais os seus espíritos de “cidadania”).
E quando todos os dias me chateio aí na rua (e não só para dentro , como é hábito nacional) com miudagem da escola e do liceu que atira tudo para o chão com o cesto dos papéis ao lado , também ficamos muito elucidados sobre o que lhes é ensinado , é por eles aprendido e nos reserva o futuro , independentemente dos protestos de amor ao ambiente cada vez que entrevistam gente na rua.
De resto não posso estar mais de acordo com o post e a maior parte dos comentários e o que isto tudo nos custa ver e sentir .
Como é preciso ír aos meus bisavós para encontrar alguém que não fôsse de Lisboa , isto quer dizer
que “sou alfacinha” há 130 anos …
Não é só Lisboa que está emporcalhada, desfigurada, poluída, pelos graffitis (e não só). «Marcas» de uma excessiva permissividade que se confunde com liberdade.