Bilhete para a eternidade


Sérgio de Almeida Correia,

Os dedos de uma mão deverão ser suficientes para se contar os verdadeiros génios que o mundo conheceu no último século. Houve gente magnífica, excepcional, extraordinária nalguns dos seus feitos. Génios, poucos. E não será fácil reconhecer e atribuir esse estatuto a alguém. Seja em que campo for. Da ciência à literatura, da pintura à música, da cultura em geral ao desporto. Não me atrevo, até porque isso poderia ser injusto para outros, a elencá-los, mas sou capaz de reconhecê-los. Sei quem são quando me surgem ao caminho.

Se Edson Arantes do Nascimento foi um homem normal; Pelé foi um génio. Aquele partiu hoje, o segundo ficará para a eternidade.

E de todas as homenagens, deixo aqui as palavras que lhe foram dirigidas por Maurizio Crosetti, no La Repubblica, adiante parcialmente transcritas, e a recordação da sua passagem por Hong Kong, no South China Morning Post, quando com a camisola do seu Santos recusou, para poder ficar com os companheiros, a penthouse suite que lhe estava destinada no mítico e saudoso Hong Kong Hilton, onde há três décadas, antes da sua demolição, ainda tive o privilégio de algumas vezes jantar.

Como alguém escreveu, olhando para tudo o que os outros fizeram, Pelé fez primeiro. Que descanse em paz.

“Può esserci un mondo senza Pelè? Artista e comunicatore istintivo, senza però l’aura maledetta di un Maradona che per sempre gli contenderà il giudizio di mezzo genere umano: meglio Pelè o Diego? Risposta impossibile, è come dover scegliere tra Leonardo e Michelangelo. Pelè è arrivato prima, in un calcio diversissimo e non ancora mondializzato. Pelè era il nome di un sogno, il nome di dio. Aveva una voce profonda e cavernosa da contrabbasso, e quel suono usciva da un corpo per nulla impressionante, un metro e settanta di altezza, neppure 75 chili di peso. Ma si trattava di un’illusione ottica, perché la struttura fisica di Edson Arantes do Nascimento era invece l’assoluta perfezione: gambe ipertrofiche, potenza in ogni gesto e insieme agilità, equilibrio sublime. Qualcosa di esplosivo ed elastico. E poi la tecnica mostruosa, il dribbling unico al mondo, la precisione nel tiro e nel colpo di testa, la visione di gioco che gli permetteva ogni volta di celebrare due partite insieme, contemporaneamente, una al servizio dell’altra: la sua e quella della squadra, cioè il Santos in maglia bianca oppure il meraviglioso Brasile. Mai nessuno così, mai più. Ci ha lasciato dopo un’agonia lunghissima, eppure ne siamo stupefatti.“

5 comentários em “Bilhete para a eternidade”

  1. em 71 vi-o na sala de emissão de noticiário duma tv francesa recusar em directo a entrevista prometida.
    Eusébio teve a infelicidade de ser dum país pequeno

    1. entulho “Eusébio teve a infelicidade de ser dum país pequeno” ??
      Como está a referir-se a depois de Abril1974, e o que diz da felicidade de Cristiano Ronaldo?

  2. Pedem para se falar num determinado tema e alguns bloggers obedecem cegamente.
    Proponho que durante vários dias não se fale em mais nada!

  3. 71 vi essa prostituta mentirosa descarada histérica pele relaxada sem educação na sala de emissão de noticiário duma tv francesa recusar em directo a entrevista prometida. Era uma arrogante vaidosa convencida cínica desumano péssimo como pessoa e como jogador era mulherengo que nem filhos/a reconheceu .
    Eusébio totalmente diferente grande jogador grande como ser humano humilde fiel uma namorada uma esposa teve a infelicidade de ser dum país pequeno.

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