Esta manhã, numa breve vista de olhos pela imprensa, o jornalista Pedro Coelho disse na SIC-Notícias uma coisa extraordinária sobre a condenação do campeão da fraude norte-americano: «Teve azar ao ser julgado em tempo de crise.» Eu é que nunca tinha pensado nisso, mas agora, vendo melhor, acho que sim: se não fosse a crise, o ex-superbanqueiro não teria apanhado 150 anos. No máximo, Maddoff ficaria preso uns 147, 148 anos; vá lá, 149 no máximo. O homem teve mesmo azar: ele nada teve que ver com a crise e foi logo apanhar com ela em cima.
Bem visto
jmmcc,

João:
Bem visto sim senhor, ao ponto a que esta crise chegou que até já interfere e de que maneira nas penas a aplicar.
Obrigado pela correcção da data de 4 de Julho como é óbvio é 3 de Julho.
Hehe…
É também por esta ordem de raciocínio que os nossos Maddoff’s vão ficar impunes. Na verdade, no dizer de um ministro a crise já acabou há muito e, no de outro, está prestes a acabar… Conclui-se então, que afinal já não há crise por estas bandas… Condenações para quê?
Portugal?…, «não há crise»!…
Ministros que não dizem coisa com coisa? Não há crise: os ministros são assim mesmo.
O grande azar dele foi não ter nascido português…
Sem dúvida.