E que culpa tem a rapariga ser de nacionalidade de um país com sindicatos de meia-tigela que não sabem decretar greves comme il faut ? Fosse ela portuga e de branquinha passava num ápice a morenaça, tipo Xena princesa guerreira. Votos de excelente fim-de-semana
Quando a beleza feminina é julgada pela bochechina, pouco mais ou mesmo nada há a acrescentar à sustentabilidade progressista do macho tuga. É triste e desolador, mas verdade.
O Fotógrafo (esfregando os olhos, a olhar para o teclado): “Pronto, a obra-prima está finalizada. Vou só exportar o ficheiro para mandar para a agência. Como é que se escreve o teu nome mesmo? É Inga quê ? I-b-s… d-o-t… isto tem dois T’s? Inga, a sério?”
Inga (olhando as unhas, desdenhosa): “É ‘Ibsdotter Lilleaas’. I-b-s-d-o-t-t-e-r. L-i-l-l-e-a-a-s. Quantas consoantes duplas precisas para entender que sou da realeza nórdica e não um móvel do IKEA?”
O Fotógrafo: “E dois L’s e dois A’s seguidos? Quem é que adormeceu em cima de um teclado? Sabes que mais? Vou gravar o ficheiro como ‘Inga_Foto_Noruega.jpeg’. Anda cá ver isto. Vais chorar de emoção.”
(Inga levanta-se, arrasta os pés até ao monitor de 32 polegadas e fica em silêncio durante dez agonizantes segundos.)
Inga: “Meu Deus. O que é isto? Foi para isto que estive duas horas na maquilhagem?”
O Fotógrafo (ofendido): “Isto? Isto, minha cara Ibs-qualquer-coisa, é o expoente máximo da luz difusa! Repara naquela transição gradual sublime entre as áreas claras e escuras no teu rosto.”
Inga: “Transição gradual? Tu apagaste-me as feições todas do lado direito! Onde é que está o meu maxilar? E o que é que se passa com o meu cabelo?”
O Fotógrafo (a perder a paciência): “Estás a ser deliberadamente cega para a arte. Olha para os teus olhos! Aquele catchlight nas pupilas? Deu-te uma vivacidade incrível.”
Inga (suspira, exasperada): “Vivacidade? Há tanta ‘luz difusa’ que a minha estrutura facial oval parece um ovo cozido. E já agora, muito obrigada por aquele grande plano no meu queixo.”
O Fotógrafo: “O que tem o queixo? O enquadramento é um plano médio curto! É para cortar a meio do peito e focar a atenção na postura!”
Inga: “Focar na postura? Focaste no meu sinal, estúpido! E repara bem no milagre que fizeste com a profundidade de campo…”
O Fotógrafo (carregando violentamente no rato): “Sabes que mais, Lille-ass? O problema de fotografar noruegueses é que o vosso coração é mais frio que a paleta de cores desta imagem. A foto está um estrondo.”
É branquinha como a neve mas tem boa bochechinha.
Comentário de teor racista…
E que culpa tem a rapariga ser de nacionalidade de um país com sindicatos de meia-tigela que não sabem decretar greves comme il faut ?
Fosse ela portuga e de branquinha passava num ápice a morenaça, tipo Xena princesa guerreira.
Votos de excelente fim-de-semana
Quando a beleza feminina é julgada pela bochechina, pouco mais ou mesmo nada há a acrescentar à sustentabilidade progressista do macho tuga.
É triste e desolador, mas verdade.
Macho?
Um estúdio de fotografia.
O Fotógrafo (esfregando os olhos, a olhar para o teclado): “Pronto, a obra-prima está finalizada. Vou só exportar o ficheiro para mandar para a agência. Como é que se escreve o teu nome mesmo? É Inga quê ? I-b-s… d-o-t… isto tem dois T’s? Inga, a sério?”
Inga (olhando as unhas, desdenhosa): “É ‘Ibsdotter Lilleaas’. I-b-s-d-o-t-t-e-r. L-i-l-l-e-a-a-s. Quantas consoantes duplas precisas para entender que sou da realeza nórdica e não um móvel do IKEA?”
O Fotógrafo: “E dois L’s e dois A’s seguidos? Quem é que adormeceu em cima de um teclado? Sabes que mais? Vou gravar o ficheiro como ‘Inga_Foto_Noruega.jpeg’. Anda cá ver isto. Vais chorar de emoção.”
(Inga levanta-se, arrasta os pés até ao monitor de 32 polegadas e fica em silêncio durante dez agonizantes segundos.)
Inga: “Meu Deus. O que é isto? Foi para isto que estive duas horas na maquilhagem?”
O Fotógrafo (ofendido): “Isto? Isto, minha cara Ibs-qualquer-coisa, é o expoente máximo da luz difusa! Repara naquela transição gradual sublime entre as áreas claras e escuras no teu rosto.”
Inga: “Transição gradual? Tu apagaste-me as feições todas do lado direito! Onde é que está o meu maxilar? E o que é que se passa com o meu cabelo?”
O Fotógrafo (a perder a paciência): “Estás a ser deliberadamente cega para a arte. Olha para os teus olhos! Aquele catchlight nas pupilas? Deu-te uma vivacidade incrível.”
Inga (suspira, exasperada): “Vivacidade? Há tanta ‘luz difusa’ que a minha estrutura facial oval parece um ovo cozido. E já agora, muito obrigada por aquele grande plano no meu queixo.”
O Fotógrafo: “O que tem o queixo? O enquadramento é um plano médio curto! É para cortar a meio do peito e focar a atenção na postura!”
Inga: “Focar na postura? Focaste no meu sinal, estúpido! E repara bem no milagre que fizeste com a profundidade de campo…”
O Fotógrafo (carregando violentamente no rato): “Sabes que mais, Lille-ass? O problema de fotografar noruegueses é que o vosso coração é mais frio que a paleta de cores desta imagem. A foto está um estrondo.”
Bonequinha encantadora de bonitos e irresistíveis olhos verde-prado.
Linda.