Que negativismo! E porque não pode o belo ser cómico? O Pierce Brosnan sai-se bem em ambos os registos :p
Se o Belo fosse realmente efémero, os seus muitos registos desvanecer-se-iam com a sua essência. Felizmente que não. Mas talvez o Belo pareça efémero porque apercebido pela alma, e esta tem estados vários? Ou porque uma eternidade não chegaria para apreender a sua intensidade, e a alma, por sobrevivência, evita prender-se e antes se afasta quando embriagada? Aquelas que não se afastam morrem por paixão, de Narciso a Ícaro. Talvez seja uma boa morte 🙂
Existe beleza que, sendo efémera, perdura por séculos. A única tragédia é sobreviver largamente ao criador. Mas as obras de arte são assim, independentizam:). Não que as julgue trágicas, são copos de água fresca que dessedentam o viandante. A menina acima é apenas colírio do olhar.
Mas afinal como é?! A minha opinião pode ser só minha. E lembro-o que o contexto em que Álvaro Cunhal disse a frase que utilizou, foi mais de dar razão ao interlocutor que outra coisa.
Aqui há uns tempos apareceu uma Saoirse neste blogue. Não era esta mesma Saoirse Ronan? O Pedro Correia não a terá repetido nesta série “Belles toujours”?
A percepção da beleza é felizmente distinta. Assim como é distinta a utilização dos artefactos que potenciam qualquer traço e o elevam à condição de Belo.
Saoirse é uma das que ficam mais belas com menos retoque. Na minha percepção, claro.
“La beauté est le nom de quelque chose qui n’existe pas et que je donne aux choses en échange du plaisir qu’elles me donnent”. F. Pessoa ( desculpem a pretensão … tenho mais livros de Pessoa em francês que em português).
O belo é sempre o belo, mesmo que como este seja dos mais efémeros e enganadores:).
A beleza do belo é a sua efemeridade. O Belo é trágico. O feio cómico
Que negativismo!
E porque não pode o belo ser cómico? O Pierce Brosnan sai-se bem em ambos os registos :p
Se o Belo fosse realmente efémero, os seus muitos registos desvanecer-se-iam com a sua essência. Felizmente que não.
Mas talvez o Belo pareça efémero porque apercebido pela alma, e esta tem estados vários?
Ou porque uma eternidade não chegaria para apreender a sua intensidade, e a alma, por sobrevivência, evita prender-se e antes se afasta quando embriagada? Aquelas que não se afastam morrem por paixão, de Narciso a Ícaro. Talvez seja uma boa morte 🙂
Qualquer tentativa de se capturar ao tempo a essência do belo é, isso sim, uma comédia.
O Esteta representa sempre a parte da beleza para a qual tem mais jeito. O resto, fugindo-lhe, finge não a ver.
Existe beleza que, sendo efémera, perdura por séculos. A única tragédia é sobreviver largamente ao criador. Mas as obras de arte são assim, independentizam:). Não que as julgue trágicas, são copos de água fresca que dessedentam o viandante. A menina acima é apenas colírio do olhar.
Olhe que não, Bea, olhe que não…
Mas afinal como é?! A minha opinião pode ser só minha. E lembro-o que o contexto em que Álvaro Cunhal disse a frase que utilizou, foi mais de dar razão ao interlocutor que outra coisa.
Aqui há uns tempos apareceu uma Saoirse neste blogue. Não era esta mesma Saoirse Ronan? O Pedro Correia não a terá repetido nesta série “Belles toujours”?
A percepção da beleza é felizmente distinta.
Assim como é distinta a utilização dos artefactos que potenciam qualquer traço e o elevam à condição de Belo.
Saoirse é uma das que ficam mais belas com menos retoque. Na minha percepção, claro.
Beleza é fundamental, que me desculpem as feias (Vinicius de Morais)
(… e os feios, é bom acrescentar, em nome da paz social …)
“La beauté est le nom de quelque chose

qui n’existe pas et que je donne aux choses
en échange du plaisir qu’elles me donnent”.
F. Pessoa
( desculpem a pretensão … tenho mais livros de Pessoa em
francês que em português).
Excelente legenda. Para ilustrar uma foto do Lavoura.